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Frases de Rodolfo Boechat "Shinoda"

55 frases

Dúvidas inexpressivas O que você quer de mim? Por que tem que ser assim?
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Dúvidas inexpressivas O que você quer de mim? Por que tem que ser assim? Tudo que eu escuto é a tua voz dizendo que há um oceano entre nós Te incomoda que eu fale assim? Por que você não aceita a verdade? O que mais você mudou em mim? O que houve com sua ansiedade? A vida me tornou mais maduro Me mostrou o lado doce da vida ao teu lado eu me sinto mais puro Me fazendo crer que não há partida Que irá me apoiar na minha trilha Até eu ficar a sós contigo numa ilha e eu irei despertar nessa cidade e ela iluminará a minha felicidade

Eu não sou poeta... Eu não sou poeta... E por mais que eu rime,
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Eu não sou poeta... Eu não sou poeta... E por mais que eu rime, minha mente vagueia quieta buscando perdão pelos meus crimes Eu não sou poeta... Não sou arrogante a tal ponto Acredito ser muito careta Mas com teu beijo, me desmonto Eu não sou poeta... Sei que me falta bagagem Talvez só tenha esta faceta Me falta malandragem Eu não sou poeta... Eu tiro da dor, a inspiração As estrofes se fazem silhueta Mas com minha rima não se faz canção.

O que você fez comigo? Por favor, devolva a minha paz Já não tenho quietude dentro de mim
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O que você fez comigo? Por favor, devolva a minha paz Já não tenho quietude dentro de mim Há tormentos, ilusões e desespero E meu coração tem palpitado em latim Por favor, devolva a minha harmonia Não quero mais ouvir os menestreis Cantarolando seu feito em meu ser Me enroscando em pequenos carreteis Por favor, devolva a minha tranquilidade Borboletas parecem habitar meu peito O coração foi expulso até minha garganta Percebo que, agir assim, é meu defeito Por favor, fique com tudo que tomou Ao escrever estes versos percebi, Ninguém é feliz tendo amado só uma vez E amando, vejo que valeu a pena, o que vivi

Fruto Doce Jamais vi coração tão doce e pueril. Nele, não há vagas para a cólera.
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Fruto Doce Jamais vi coração tão doce e pueril. Nele, não há vagas para a cólera. Menos ainda para uma mentira sincera... Diante dele, minha vergonha se despiu. Seus olhos são profundos como sua alma. Só mergulha e desbrava quem tem coragem. Inunda de calor aqueles que se atrevem. Seu aroma me abraça sem nenhuma calma. Teu ser, cheio de vícios e desarranjos, conquistou desde biscates a marmanjos. Teu jeito, desmedido e cheio de encanto, Fez de teu seio, o meu prazeroso recanto... Existe algo que transcende a tua essência e se alastra serenamente ao seu redor. Parece uma eternidade cada ausência... E essa tua ausência me fez compositor. Houve um tempo em que quis lhe entender, compreender o que se passa com teu ser. Tão logo desisti, me ocupei em lhe assistir cantar, dançar, recitar e finalmente a sorrir. Amável, terno e caloroso sorriso... Jamais fora informado de tal aviso. Que de tanto lhe provocar o riso, me sentiria a caminhar no paraíso. Por que sua chama é tão bela, alta e plena? Por que o som do teu riso me entorpece? Por que com teu toque, meu corpo aquece? Talvez seja a sorte que não nos condena. Uma Aquariana que me dispus a amar, logo eu, um Canceriano sem lar Minha Lua alinhou-se com seu Urano, E meu rio, no teu mar, se fez oceano... E quando teus olhos pairam nos meus, meu acanhado coração balança devagar... Sem medo ele palpita, de cá para lá a procurar refúgio nos braços teus. Uma história complicada e imperfeita a gente ajeita e coloca numa canção. Você não sabe, nem ao menos suspeita, me instalei feito posseiro em seu coração.

A Carta Que Não Pude Entregar Estive me escondendo do mundo, negando que precisasse de alguém.
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A Carta Que Não Pude Entregar Estive me escondendo do mundo, negando que precisasse de alguém. Sinto que essas dores que me perseguem me impedem de preencher esse vazio profundo. Como de costume, seus olhos eu vendo. Sei que não gostaria de me ver partir... Mas eu preferi não lhe ver ruir. Não há um só dia que não me arrependo. Perdoe-me por ir de maneira tão repentina. Saiba que eu amava a nossa rotina. Perdoe-me por achar que não faria falta, não achei que estava sob as luzes da ribalta. Quero que saiba, que quando eu for... Não existirá para mim, maior dor que a lhe deixar sem uma explicação. Perdoe-me por machucar o seu coração.

Soneto a Coroada Destemida E meu dia se torna melhor ao ver tal lembrança... Ao ser teu motivo de riso, me regozijo igual criança.
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Soneto a Coroada Destemida E meu dia se torna melhor ao ver tal lembrança... Ao ser teu motivo de riso, me regozijo igual criança. No meu peito, o coração bate até com mais pujança, e sei que em teu seio, me aguarda a bonança. Desejar-te tanto assim não é nenhum desatino. O mel que destilas, deve ser mais doce que imagino, tamanha doçura é desejada em cada café matutino. Não te assustes, se um dia eu chegar, assim, repentino. Aquela paz, que outrora tive, me levastes sem piedade. Não se preocupe com tal assertiva, digo com propriedade, Amando assim, o que menos desejo é sobriedade. Fazer-me caminhar pelas nuvens é a sua especialidade O teu riso será constante, pois farei dele necessidade, E por fim, saiba que carrego no peito a tua saudade.

Incompleto Refletindo na janela do coletivo, meu pobre coração pulou uma batida.
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Incompleto Refletindo na janela do coletivo, meu pobre coração pulou uma batida. De início, pensei ser sem motivo, mas era a dor já esquecida... O cheiro do teu perfume ainda me dói. Ainda o sinto... mesmo sem a fama de herói. Teu riso sorriso me levou sem rumo. Doei-me sem ser solicitado, eu assumo... Transformei a natureza do meu ser de ávida e plena para incompleta. Doei muito do meu eu a você. Isso deixou minh'alma inquieta... Eu deveria me tomar de volta este pedaço que me gera revolta Reivindicar o que já fui um dia... Um ser pleno para a anatomia. Acordei me sentindo pequeno. Senti falta do que deixei no passado. Intoxiquei com a falta de seu veneno. Permaneci acanhado, calado... de lado.