Descaso
Um poema sem compromisso...
assim como você e eu
tomaremos um chá de sumiço,
tu serás minha e eu serei seu
Nunca mais ficarei tenso...
e numa indagação eu penso,
o tempo me fará manso
e me dará o merecido descanso?
Um dia talvez Ele me diga
por que tudo isso aconteceu,
por que tanto esse poeta sofreu.
Isso ainda muito me intriga...
Termino essa frase do mesmo jeito
que comecei esse poema fajuto
sem carregar ressentimento no peito
nem ao menos por isso ficar de luto
Ludibriação
Seu amor é como um espinho
sem a bela e perfumada rosa
Por mais que ande neste caminho
enxergo-lhe cada vez mais nebulosa...
Mais distante, indiferente
sem se importar com nosso futuro
Perdeu seu sentimento aparente
me obrigando a sentar em um muro
Não tendo o que fazer...
Por que não lê para mim?
Isso por hora irá me satisfazer
Mas pare antes de chegar ao fim
Leia "A história de O" serenamente
para que me ludibrie sobre o amor
que ele ainda é terno e caliente...
Para que sobrepuje toda a minha dor
Lado Errado
E mais um ano se passa sem glória..
não realizei conquistas das quais me orgulho
Bem... acho que esta é a minha estória
esboços de pensamentos em que mergulho
Tenho uma longa viagem pela frente
Não gosto do destino para qual sigo...
Mas nada posso fazer, infelizmente
Acho que teus braços são o meu abrigo
Teus longos e rebeldes cachos me aquecem
durante as minhas madrugadas sem sabor
Acho que estou errando de trem...
Não quero Angra, quero o teu calor
Calma minha bela dama de cabelos cacheados
Isso não é um poema de amor destinado a ti
Expressa apenas um dos desejos exagerados
De alguém que queria que você estivesse por aqui
Seguir em frente
Não sei o que estou fazendo nesse lugar.
Me diga meu amor, eu ainda tenho chance?
Por que você me faz querer pensar
sendo que não passo de mais um lance...
Mais um na sua lista desprezível
cheia de amantes e ex-namorados
Sou mais um tipo de combustível
que queimou em nossos passados
Ah que raiva que me dá amor...
que raiva tenho de mim e de você
Por apenas te odiar eu sinto calor
como se estivesse em um karaokê
Prosseguir, é que eles me dizem
é o que eles esperam que eu faça.
E antes que eu perca o meu trem
eu irei tomar minha última cachaça
O Amanhã desconhecido
Não sei o que me aguarda
temo em vão pelo amanhã...
Preciso encontrar uma farda,
A farda que me torna um galã
Transbordando prepotência,
coragem, ousadia e vontade.
Esqueço de minha conciência
e vou em busca da liberdade
Quero liberdade deste ser
que mal sabe que esta curta vida
é feita exclusivamente para viver
e explodir toda essa loucura contida
Que me faz... levitar, voar...
sou o pobre garoto californiano
que mal sabe o significado de amar
mas que para a decepção, é veterano
O que o tempo não consome
E agora meu caro José...
ela ainda está a me esperar?
Ter um pouco mais de fé?!
Eu já não aguento, quero a beijar
Te guardo no meu peito
para que eu a sempre leve comigo
Que falem! Eu prefiro o teu jeito
A tua boca é o meu abrigo
Essas ruas não nos são estranhas
elas nos lembram tempos remotos
Onde você admirava minhas façanhas
que foram guardadas no albúm de fotos
E apesar de tudo que passou
continuo louco por teu sorriso
Não importa se o dia acabou...
eu não me canso de ouvir teu riso
O Primeiro Adeus
Talvez isso seja um dom
Ou talvez uma maldição..
Mas não faz bem ao meu coração
Muito menos me traz algo de bom
Eu vou deixar de ser poeta
Eu vou viver ao Deus dará
Talvez Ele me mostre a violeta
que um dia você receberá
Este vai ser o último dos poemas
Pelo menos por agora...
Isso vai me libertar dessas algemas
que você colocou, minha senhora
Quero mudanças em minha alma
E não importe o quanto converso
eu não consigo manter a calma...
Este é o meu último verso
Mais um Pierrot
Não tenho amor próprio.
Sou mais um desgraçado,
não sou mais nem um pouco sóbrio.
Isso poderia ser até engraçado.
Mas não foi, foi uma tragédia,
com direito a total solidão.
Deveria ter sido uma comédia,
sem um pingo de depressão.
Deus sempre se divertiu comigo
Não passo de mais um Pierrot
que não sabe até agora, onde errou
Sofrendo, bebendo no eterno castigo
Colombina jamais o amou...
Ela sempre gostou de Arlequim
E para Pierrot houve um fim...
O fim do amor, ele apenas acabou
Não se vá
Quando minha mão soltar a sua,
você vai se esquecer de mim?
Não quero que vá pela rua
me diga que não é o fim.
Tenho uma inquietante impressão
que nunca mais vou te ver.
Isso foge a toda minha razão,
isso contraria todo o meu ser
Queria muito te dizer,
mas as palavras não aparecem
pro seu amor eu acender.
Sou mais um nesse trem
Que poderia apenas mentir...
Mas não posso dizer (não se vá),
mesmo assim vejo você partir.
Deixando um perfume de maracujá
Lágrimas de Novembro
Teu toque é tão ansiado,
teu contato causa arrepios gélidos.
Teu lampejo me foi confiado.
Chuva, é um de teus apelidos.
Há tempos não lhe via chorar
Não com tamanha pujança...
Ao te observar, me vejo criança
dançando e crendo ser singular
Venha torrente, e lave meu ser
agracie esta várzea com tua essência.
Torne a menina em mulher
Lembre a esta, de sua experiência
Que comigo, ela teve prazer
Apesar de minha aparência.
Epifania boêmia
Não posso culpar alguém
por meu erros alienados
infantis e desajeitados
a culpa não foi de ninguém
Cansei-me de lamentar
por algo que não sei
por algo que pouco me dei
nao aprendi como amar
Não aprendi a te dizer
não aprendi a me virar
não aprendi a te perdoar
não aprendi... a viver
Um dia, quem sabe
eu morra para o mundo
e seja mais vagabundo
antes que tudo desabe
Dor consumista
Essa dor que me aflinge
parece cada vez maior,
Cada vez mais ela finge
me tornar seu admirador
De fato, agora realmente
estou andando com a solidão
Perdi os que eu chamava de "irmão"
E nada foi por acidente
Dilema que me indaga
sobre a minha solidão.
E que chegando no final de minha saga
Cada vez mais, fico sem ação...
O cinema que me mostrara
que daqui uns anos serei eu
o próximo a tomar na cara.
Serei apenas mais um romeu
Remorsos sem lembranças
Por que andas assim,
cadala, de lado
desejando o inevitável fim
me deixando no passado
Eu deveria representar
algo mais em sua vida
alguém que o faz acordar
com um termo " querida"
Preparando uma fantasia
para nossas almas
mas não passou de uma poesia
falta de alegria sem calma
O que um dia acreditei
que seria mais uma ilusão
foi além do que imaginei
foi além... do meu coração
Futuro próximo
O que eu deveria fazer?
Não sei como devo proceder
Apenas, sigo a estrada...
seguindo a felicidade alada
Vários obstáculos transponho,
inúmeros lugares visitei
ainda tenho um sonho...
o sonho de que eu viverei
Viverei com amor, alegria
com prazer, com perversão
sem nenhuma fantasia...
Não será nenhuma ilusão,
seria isso tudo que eu queria?
ou seria mais uma prisão?
Despedida longa
E eles se foram, todos eles
se foram todos, todos aqueles...
Que um dia eu chamei de irmãos
me restando a solidão em mãos
Deus se diverte com meus planos,
sonhos, utopias, todos tão humanos
que chegam fugir da pobre realidade
porém nenhum se tornará verdade
Meus sonhos já não existem mais...
Somente existem pensamentos mortais,
que não me iludirão sobre o futuro
mas me tornando um ser mais maduro
Mais frio, solitário e mais cético
e por ironia, cada vez mais poético
Poeta solitário, desejando logo o fim
que ele chegue rápido, perto de mim
Passado ao Presente
E na ponta da língua estava
a verdade que eu não queria
acreditar, mas ela me socava
era tanta a dor, que eu sentia...
Eu costumava te conhecer
mas, até que ponto?
Não sei nem o que dizer.
Meu Deus, como fui tonto
Recordando tudo que passou
eu reli a minha vida inteira
vendo o passado que acenou
para mim numa terça-feira
Dilacerando-me em versos,
tento explicar o que não se diz
falando de temas diversos.
Temas que... eu não quis
Minha doce mulata
Minha nega, minha preta
doce e querida mulata
serena feito borboleta
e é pra você essa serenata
Uma serenata sem som
mas eu grito para o mundo
que contigo, tudo é bom
Cada instante, cada segundo
Saber que você existe
Não há por que ficar triste
Apenas alegria permanece
como um resistente alicerce
Obrigado minha morena,
por fazer parte da minha vida
seja ela com passagem só de ida
obrigado por ser assim morena
A Máscara Que Uso
O silêncio corrompe minha paz
Indiferença dói mais que desprezo
No teu calor, me fiz indefeso
Sinto que este amor aqui jaz...
Sou tão hábil em negar, disfarçar
Como cão ao lado de uma baderna
Sinto que esta falha ficará eterna
Me perdoe se não cheguei lá...
Me perdoe se não sei esconder...
É muita angústia que sinto em meu interior
Eu queria ser, unicamente, de você
A máscara que uso é uma só
E esta, não consegue esconder minha dor
E não... por favor não... não tenha dó...
Encontros e Desencontros
A vida é tão intensa
tão louca e bandida
que viver, é a recompensa,
ao lado de pessoas queridas
Como é bom ouvir a ciência
de um amigo, de um irmão...
deixando de lado até a conciência
só para ouvir uma canção
A canção de um incentivo
que te traz pensamento positivo
por incrível que pareça...
É combustível pra cabeça
Mandei avisar pro mundo inteiro
que amizade, vale mais que dinheiro
Amizade é a semente que rego
É o amuleto que eu carrego
A a Z, És
Tua pedra, conhecem como ametista
Teu planeta regente, Netuno
Tenho receio em ser inoportuno
Por favor... me dê alguma pista
Eu larguei minhas armas no chão
No momento em que sorriu pra mim
Abri mão por um punhado de florins
Não sabia quer iria ser tão ruim
Não tenho dúvidas quanto ao que sinto.
Sei que cai no abismo da paixão
E logo me tornei um bobalhão
Por que não confiei em meu instinto?
Ele também não lhe viu chegar
Mansa e diferente, logo no ponto fraco
Me vi outra vez, sendo palhaço
Dói, a ponto de me faltar o ar
Meu peito, em dor, se comprime
E meu coração sofre para bombear
Talvez faltou razão a esse amor sublime
Que não se aguentou e foi vadiar...
Não há como mudar meu romantismo
Ele percorre minhas veias fervendo,
"Perdoe-me Rodolfo, não é egoísmo...
Eu só não aguento mais te ver sofrendo"
Soneto da Despedida
Eu aprendo com o tempo
e tudo isso irá mudar
eu vou seguir o vento
e espero aprender a amar
Esse destino incerto
que assombra minha vida
mostrando tudo de perto
a doce e vã batalha perdida
Irei sem olhar adiante
levando apenas a saudade
como um simples viajante
Alguma coisa nessa cidade
me parece muito importante,
ou seria somente... vontade
Segunda Chance
Estava perdido nessa escura rua
até que você me ligou na madrugada
E falou que queria ir pro mundo da lua
queria sair um pouco da alvorada
Já dizia Lulu Santos e Gabriel...
O mundo da lua é feito um motel
Do que mais ela poderia agradar?
Talvez ela tenha surgido para me salvar
Será que ela é a minha segunda chance?
ou será apenas mais uma ludibriação?
Pode ser o início de um belo romance
ou o começo de mais uma ilusão...
Quem poderia me responder além de ti?
Eu vou acreditar no seu doce sorriso
E viver intensamente esse amor aqui...
mesmo que eu pareça um pouco indeciso
Realidade
É... eu estou renunciando...
Renunciando ao que um dia
disse quando estava sonhando
que iria mudar, eu... iria.
Pelo visto continuo caindo,
persisto em não querer ver
que não sei onde estou indo
Estou confuso em não saber.
Meu futuro está cada vez
mais próximo do que imagino.
Agora, para mim tanto fez.
Isso vai me servir de ensino...
Para não sonhar mais.
Para nunca deixar meus pés
saírem do chão do cais
e me sentar, só no convés...
Oh Doce morena
O que te faz sorrir
me diz, me diz, me diz,
Por que estás a rir
quem te faz tão feliz?
Já estais de partida?
Espere mais um pouco
vamos curtir a vida
me faça ser louco
Me faça ver o mundo
de um jeito nada sutil
me torne seu vagabundo
Nada em você é fútil,
E vejo o teu coração
pedindo uma certa canção