O calvário de um poeta é ser crucificado por suas próprias palavras.
Frases de Roberto Matheus da Costa
146 frases
O poder das palavras não está em seu som imediato, mas em seu eco.
Pessoas não são descartáveis, são uma parte de nós que continua viva.
A frieza de um ser humano, ou não tão humano assim, pode gelar seu próprio coração, e prendê-lo em um vazio de insegurança e medo.
Temos o poder de refletir nos outros nossas piores mazelas e querer sugar deles nossas maiores ambições.
PALAVRAS QUE FEREM PALAVRAS QUE CURAM Do alto de uma colina Eu fui tecer um poema.
Continuar lendo
PALAVRAS QUE FEREM PALAVRAS QUE CURAM Do alto de uma colina Eu fui tecer um poema. A vida em dor me ensina O quanto temos problema. Saí, busquei um refúgio. Um outro ar quietude. Queria ser bem mais ágil, Seguir em melhor atitude. Me faltam palavras corretas Em momentos decisivos. E ditas se tornam setas, Ferindo os melhores motivos. Será que um dia aprendo Tratar melhor as pessoas. Caindo, subindo, vivendo. Agir e falar coisas boas. Na dor nasce mais um poema: Pavor, vazio e culpa. Sem cor, a mais triste cena! Não tenho e não dou desculpa. Pois o que fiz foi errado E muito mau, eu assumo. Talvez, espero que um dia Eu mudo, melhoro, me aprumo. Mas sei que todo humano Com seus defeitos, virtudes, Pode vencer seu engano, Falar mais solicitudes. E enquanto ali escrevia, Aqui o meu desalento, Anúncio de morte eu ouvia. Pensei, fiquei bem atento. Sonhei com a própria morte Daquilo que é mau em mim, Tentando, em dor, ser mais forte. Ter limpa a nódoa carmesim. As manchas ficam bem grudadas Em nós e em quem maculamos. Remédio em porções acertadas A cura, sarar, que as tomamos! É muito bom se ter amigos Que ajudam curar suas feridas. Nos ouça os gritos e os rogos E as dores, enfim, repelidas. Mas sei tem alguém lá em cima Que pode e sempre olha por nós. A minha fé nele se atina Com ele não estamos sós. E antes que à colina fosse Pensei e ensaiei alguns versos Pra quando de lá então saísse Pudesse alinhar-me aos processos. As coisas que devo falar Pra não ferir nobres pessoas. Entenda, pois até um poeta Não fala só as coisas boas. Derrama em letras seus erros Da dor, tristezas e alegrias. Têm altos e baixos, uns morros Sim leia, veja a serventia. Poema que escrevo à grafite Borracha precisei usar. Na vida a coisa é mais triste. Palavras não podem voltar. 11/01/2015 editado às 13h03
Os mudos não agridem com palavras Os surdos não são por elas feridos. Por isso ambos estão protegidos,
Continuar lendo
Os mudos não agridem com palavras Os surdos não são por elas feridos. Por isso ambos estão protegidos, Contra o escorregão de dizeres irrefletidos.
Confiamos no que queremos acreditar, independente se isso é real ou imaginário.
O MONSTRO E A FLOR Aconteceu uma história Que passo a lhe contar
Continuar lendo
O MONSTRO E A FLOR Aconteceu uma história Que passo a lhe contar E guarde em sua memória Pois creio pode ajudar. Era uma vez um poeta Falava coisas de amor Mas numa hora incerta Causou um grande horror. Ele cuidava bastante De uma rosa sincera Mas deixou que um rompante O transformasse em uma fera. E a rosa então, machucada Ferida por um vil monstro. Ficou bem estraçalhada Como um navio sem mastro. A rosa perdeu o seu brilho Perdeu sua direção E o vento lhe trouxe o martírio Água no fogo da paixão. E quando o monstro foi embora O poeta continuou Mas a tragédia que aflora O coração despedaçou. Eu sei, você tem um monstro Guardado no fundo da alma Resista e lute eu lhe mostro Que é bem melhor a calma. Pois muitas vezes a fera Da ira, ciúme e suspeitas Acaba romances e opera: Intrigas, histórias desfeitas. Pois podes levar muitos dias A cultivar linda flor Mas se o monstro for libertado Talvez perderá um amor. Por isso eu dou-te um conselho Em forma de um poema Reflita e fale ao espelho Resista, não seja um problema. Palavras bonitas são boas Mas nem sempre suficientes Apenas um furo e as canoas Afundam com seus delinquentes. Eu sei que as flores existem E como é difícil cuidá-las Mas somente os que insistem Não deixam o monstro matá-las. Você que lê esses versos Talvez é o monstro ou a flor Cuidado, valores inversos Machucam, causam muita dor. A rosa também tem espinhos Que ferem machucam os monstros Tocar com cuidado e carinhos Realçam o brilho dos astros. Poetas e monstros, não sei Qual vais deixar vir pra fora. A rosa, cuidado, avisei Também tem espinho que aflora. E pode haver algo bom Em toda essa história. Não sei se pegou o tom E fixou na memória. Que os monstros fiquem dormindo Ou morram dentro dos poetas. E as flores sejam bem cuidadas E fiquem lindas e abertas. 11/01/2015 (07h30)
PAIXÃO PERIGOSA Paixão é coisa de louco, Pois tira o sentido e o senso.
Continuar lendo
PAIXÃO PERIGOSA Paixão é coisa de louco, Pois tira o sentido e o senso. Perto do amor ela é pouco. E deixa qualquer um bem tenso. Por isso sei que é bom entrar Somente, sim, de cabeça. Numa paixão devagar E não de corpo, esqueça. Pois podes perder a razão E ficar de fato, aturdido Se der a ela vazão Paixão de deixa iludido.
MAIS UM POETA Talvez você me pergunte, Se eu sou algum poeta,
Continuar lendo
MAIS UM POETA Talvez você me pergunte, Se eu sou algum poeta, O meu poema escute, Me faça a pergunta certa. Eu sou poeta que escrevo, Mas todo humano é na certa. O bebê que nasce, eu me atrevo Dizer: nasceu um poeta!
Qual o futuro que se tem com uma alma presa ao passado? Ser o carcereiro de uma alma
Continuar lendo
Qual o futuro que se tem com uma alma presa ao passado? Ser o carcereiro de uma alma em prisão perpétua!
Minha intensa sede de leitura é desproporcional a minha capacidade financeira de comprar os livros que desejo e ler os que já possuo.
Muitos poetas e poetisas são forjados na bigorna da desilusão amorosa. Eu sou um deles.
O sucesso depende de você. O fracasso nem sempre.
A impotência de ter domínio sobre sua própria história é uma das maiores limitações humanas. A impotência de saber que nem tudo depende só de si mesmo, dos próprios recursos, sejam eles materiais ou imateriais. Muitas vidas sem sentido, ou buscando um, ou simplesmente desistindo,…
Continuar lendo
A impotência de ter domínio sobre sua própria história é uma das maiores limitações humanas. A impotência de saber que nem tudo depende só de si mesmo, dos próprios recursos, sejam eles materiais ou imateriais. Muitas vidas sem sentido, ou buscando um, ou simplesmente desistindo, ou tendo um sentido ilusório e enganoso.
Escrever não é uma tarefa inacabada. Independente da conquista de leitores, da crítica, da obscuridade, ou mesmo do sucesso e grande popularidade literária, escrever é uma arte plena, não sendo escrava de outro processo, o de leitura, mas sendo o lindo e completo fruto de uma alm…
Continuar lendo
Escrever não é uma tarefa inacabada. Independente da conquista de leitores, da crítica, da obscuridade, ou mesmo do sucesso e grande popularidade literária, escrever é uma arte plena, não sendo escrava de outro processo, o de leitura, mas sendo o lindo e completo fruto de uma alma que não se conteve.
Os poemas que escrevo são como filhos oriundos de um parto poético, alguns fiz força para surgirem; outros, nasceram suavemente. Todos eles ganham vida ao se misturarem nas experiências diárias de outros poetas, outros leitores(as), outras vidas. Como "filhos", os poemas que escr…
Continuar lendo
Os poemas que escrevo são como filhos oriundos de um parto poético, alguns fiz força para surgirem; outros, nasceram suavemente. Todos eles ganham vida ao se misturarem nas experiências diárias de outros poetas, outros leitores(as), outras vidas. Como "filhos", os poemas que escrevo recebem um nome em seu início, uma história em seu corpo, e uma data de nascimento em seu final, não que ele tenha nascido e morrido naquele momento, mas porque a partir de ali ele passa a ganhar vida em outras vidas, e na minha própria, sempre que eu o observo novamente.
A palavra é uma arma tão poderosa que seus efeitos podem afetar seu próprio usuário.
A única ferramenta que também tem muita utilidade quando bem guardada é a palavra.
O que adianta ter curso superior e caráter inferior?
Realizar sonhos? Viver já é um sonho! Pena que alguns preferem que seja uma pesadelo.
Alguns estão condenados a serem vítimas da saudade e não algozes dela.
RIO GUANDU Você merece um poema, Faz parte da nossa cidade.
Continuar lendo
RIO GUANDU Você merece um poema, Faz parte da nossa cidade. Seria maior o problema Sem água que calamidade! Depois da morte do rio O grande Doce, caudaloso, A vida ficou por um fio, Mas Deus é muito generoso. Pois deu-nos grande privilégio Possuir dois rios que beleza. Baixo Guandu que sacrilégio: Ficar sem água que tristeza. Antes para tudo era o Doce; Agora o Guandu nos inunda. Imagina se pior fosse E em crise pior tudo afunda?! Meu Deus nosso muito obrigado! De coração estamos gratos Por dar-nos esse rio amado, Como é bom quanto estamos fartos. Precisamos dele cuidar. A água é um bem precioso. Matas e rios preservar, Isso, sim, é um bem valioso.