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Frases de Roberto Matheus da Costa

146 frases

Não se procure em mim, pois em mim você não vai se encontrar. Se procure em si mesma, para que ao me encontrar você descubra quem eu sou, e não quem gostaria que eu fosse.
ALMA FEMININA A alma feminina, Em seu suplício,
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ALMA FEMININA A alma feminina, Em seu suplício, É importante oficina Ou hospício. Têm a sua ferramenta, Seus artifícios e sonhos E a dor que atormenta, Seus retratos tristonhos. Um mundo bem fabricado, Com tudo em seu lugar, Tendo um coração calado, Sem conseguir revelar, Tudo que nele se passa Ou que mantêm em segredo Mas se alguém o transpassa, Muito ele sofre, tem medo. Mas ali se fabrica Nessa nobre oficina Algo valioso que implica Em grande amor, estima. 14/01/2015 (22h22)

DE PONTA CABEÇA Deitei cabeça combinando Com a cabeceira da cama
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DE PONTA CABEÇA Deitei cabeça combinando Com a cabeceira da cama Na madrugada acordando Pensando em quem me ama. Vi tudo diferente Um pensamento encaixo Algo muito atraente E eu de cabeça pra baixo. Era ainda uma hora E quarenta e quatro minutos. O sono me foi embora E aqui relato os assuntos. Fico a pensar, reprimido No sentimento, o afeto Deixo o amor escondido E os olhos bem abertos. Pois eu perdi o meu sono Também perdi uma chance Fui inconsequente, insano. Não dominei um romance. Na vida eu tive perdas A madrugada é prova Dores e amores de cedas O peito transformo em cova. Enterro coisas bem lindas Para nascer coisa nova Pessoas amadas, infindas Que em nosso ser se renova. Autoria própria

CONQUISTA Ela não era o que parecia E não parecia o que era.
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CONQUISTA Ela não era o que parecia E não parecia o que era. Um mistério quase indecifrável: Profundo, E superficial. Forte, Mas frágil, Insinuante, Mas reprimida, Um mistério! Muitos poetas Tentaram domá-la, Usando palavras Escritas, Ou faladas. Mas ela ora escapava Ora permanecia, Usando a mesma Arma dos poetas: As palavras. Até que um dia Um deles conquistou Seu coração, Decifrou seus mistérios, Domou seus sentimentos, Penetrou em seu âmago, Mas não pôde continuar lá. Porque? É difícil entender: Um mistério. 14/01/2015 (16h07)

A TRISTEZA ROUBOU MINHA RIMA Ao chegar em casa E ir para o banho
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A TRISTEZA ROUBOU MINHA RIMA Ao chegar em casa E ir para o banho Olhei para o espelho Com muita decepção. Lancei um olhar de condenação Para a pessoa que ali estava. Frustração, arrependimento, Com um profundo desgosto. Ao entrar debaixo do chuveiro Deixei a água cair em meu corpo Para que talvez lavasse Toda a tristeza, toda decepção. Mas a água gostosa e fria De um fim de tarde quente, Mesmo que refrescante, Não lava por dentro. Mas essa mesma água, Que não lava por dentro, Começou a se misturar Com as lágrimas. Por algum tempo o pranto Me dominou, lavou a alma, Saiu em forma de lágrimas Mais um pouco da dor. E que dor! A dor da alma Não pela ofensa de outro Mas pela que eu causei A tantas pessoas amadas. Me senti um lixo, fraco Impotente, me faltam Palavras para dizer O que pensei de mim. O vazio me dominou De tal forma, intensa, Que as lágrimas foram Apenas detalhes do pranto. Detalhes imperceptíveis Ao se misturarem com A água do chuveiro A molhar meu corpo fraco. Detalhes pequenos diante Do soluço e pranto incontrolável Inconsolável, solitário, doloroso. De uma alma incapaz de amar. E enquanto escrevo As lágrimas insistem Em querer sair, Mais contidas. Mas não menos tristes Pela impotência de um Ser que quer ser melhor Não pra si, mas pro outro. 12/01/2015 (18h36)