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Frases de Roberto Matheus da Costa

146 frases

RIO DOCE Sou um poeta que ama Os rios, toda a natureza;
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RIO DOCE Sou um poeta que ama Os rios, toda a natureza; E quando ela reclama E sofre perdendo a beleza, Eu também me emociono Ao ver o estrago da lama. Ao rio fizeram algo insano Restando a muitos o drama De ter a vida atingida, Trazendo sofrimento e dor, Com peixes e gente afligida: Índio, cidadão, pescador. E agora não tem mais curimba Cascudo, mandi ou dourado. Cavar um poço, cacimba, O estrago será demorado. E tudo isso pela ganância: A exploração do minério. À vida não dão importância, Não levaram o Rio a sério. E quando estouraram barragens Contendo rejeitos de ferro A seca acabou com as forragens A natureza dando berro Gritando, pedindo socorro E tudo isso deixa tristeza “Me ajude, ou se não eu morro!” A fauna e a flora em fraqueza. Quando será que veremos A vida em nosso Rio Doce? E de su’água beberemos? Achamos que piorar não fosse. E agora temos que chorar No velório de nosso rio E a lama também vai ao mar Só de pensar dá calafrio. Agora é viver com os transtornos Até que tudo isso acabe Preservar dos rios os entornos E que mais lama não desabe. Beto Costa, Baixo Guandu-ES – 19/11/2015 (17h42 e 20h14)

LAMAÇAL DA HUMANIDADE Envoltos em lama Na dor da tragédia
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LAMAÇAL DA HUMANIDADE Envoltos em lama Na dor da tragédia Miséria humana A morte no rio De nome Rio Doce Vida por um fio Como se não fosse Poder piorar Depois da secura Represas, rejeitos, Lama quem segura? Arrasta e destrói Arrasa famílias Mata pais e filhas E enterra na lama Prenúncio de gente Há muito enterrada Em meio ao suplício Não só em Mariana Mas em todo mundo Brasil e na França Em pesar profundo Pelas explosões De bombas e vidas Gatilho das ilusões E do extremismo Da fé assassina Que encontra otimismo Na carnificina Matando em nome De um deus sanguinário Ou imaginário De um povo vazio E cheio de ódio Muito intolerante Com o diferente Pequenos relances De uma dor latente Que afeta a vida E mancha a moral Ou só evidencia Que é imoral E não se preocupa Com o ser humano Apenas se ocupa Em provocar dano Usando a tragédia Em seu benefício Amando o suplício Para ter vantagem Querendo que todos Fiquem agarrados Na lama, atolados Ou que se explodam. 15/11/2015 (18h30) Beto Costa

ESTOU ME DESFAZENDO Estou me desfazendo Daquelas gravatas,
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ESTOU ME DESFAZENDO Estou me desfazendo Daquelas gravatas, Que apertam a garganta; Daquelas bravatas, Que ao pequeno agiganta Em uma doce ilusão E em engano suplanta. Estou me desfazendo Daquelas juras de amor Que não saciam A alma vazia; Apenas viciam Em sabor de um talvez, Muitos se asfixiam. Estou me desfazendo Do que posso obter, Ou que penso poder. Quanto custa o prazer? Para a alma cansada Da paixão o suplício, Esquecida ou amada. Estou me desfazendo Do que fui anteontem, Se me lembro do ontem É para meu martírio. Entregar-me ao delírio De uma vã nostalgia? Sai fibromialgia! Estou me desfazendo De tudo que não é meu Mas que tenta reter-me Em prisão ilusória Envolver-me em história Triste, fantasiosa Intenção gloriosa! Estou me desfazendo Trocando o certo Pelo duvidoso? Não! Apenas aberto Ao que é glorioso Mas pouco perseguido Pois é angustioso. Estou me desfazendo Do que dizem ser amor E insiste em ter guarida Em meu interior A pessoa preferida Talvez não seja um amor Mas somente uma paixão. 06/10/2015 (13h02)