Frase de Roberto Matheus da Costa
A TRISTEZA ROUBOU MINHA RIMA Ao chegar em casa E ir para o banho Olhei para o espelho Com muita decepção. Lancei um olhar de condenação Para a pessoa que ali estava. Frustração, arrependimento, Com um profundo desgosto. Ao entrar debaixo do chuveiro Deixei a água cair em meu corpo Para que talvez lavasse Toda a tristeza, toda decepção. Mas a água gostosa e fria De um fim de tarde quente, Mesmo que refrescante, Não lava por dentro. Mas essa mesma água, Que não lava por dentro, Começou a se misturar Com as lágrimas. Por algum tempo o pranto Me dominou, lavou a alma, Saiu em forma de lágrimas Mais um pouco da dor. E que dor! A dor da alma Não pela ofensa de outro Mas pela que eu causei A tantas pessoas amadas. Me senti um lixo, fraco Impotente, me faltam Palavras para dizer O que pensei de mim. O vazio me dominou De tal forma, intensa, Que as lágrimas foram Apenas detalhes do pranto. Detalhes imperceptíveis Ao se misturarem com A água do chuveiro A molhar meu corpo fraco. Detalhes pequenos diante Do soluço e pranto incontrolável Inconsolável, solitário, doloroso. De uma alma incapaz de amar. E enquanto escrevo As lágrimas insistem Em querer sair, Mais contidas. Mas não menos tristes Pela impotência de um Ser que quer ser melhor Não pra si, mas pro outro. 12/01/2015 (18h36)
No pensador.ai desde