Pular para o conteúdo

Frases de Risomar Sírley da Silva

341 frases

'A CAIXA' Debaixo da caixa, existe uma sombra.
Continuar lendo

'A CAIXA' Debaixo da caixa, existe uma sombra. Debaixo da caixa, só há escuridão. Debaixo da caixa, tempestade habita. A caixa é vazia, não tem coração. A caixa é enorme, ausente de pé. A caixa é clemente, ela tem pouca fé. O grito da caixa, é desesperado. Sempre lastimando, ela chega de lado. A caixa milagre, sentindo fadiga. Plantando sementes, ela não tem comida. A história da caixa, é história não lida. A história dos homens, é bem parecida.

'EU FELICIDADE?' Calor intenso, puxada [...], telha baixa.
Continuar lendo

'EU FELICIDADE?' Calor intenso, puxada [...], telha baixa. Criatura não conhece: - Que sujidade! Assembleia diária, papos em dia: cornagem, piadas, cachaças, religião, pescarias. A roda é veemente, ela sempre acontece, à tardinha, quando se começa a ver a poeira da rua, [feia e esquecida] abarrotando o cabelo. Parcialmente esquecido, o bairro todos admiram. Ar de tranquilidade, costume de 'sítio', todos se abraçam: Vagabundos, padres, alcoólatras, senhoras, prostitutas!. A vida congela, o olhar fala[...], o mundo fala: - Estou tracejado em dissabores! Experiências peculiares, vida empurrada no ombro. Como anda a vida, como a vida anda? - Bem, graças a Deus, se melhorar estraga! Fala-se de felicidade, muitos acenam, apreciam a vida como ela é: Orações, fé. Vida difícil! Pitada de euforia. Arco-íris nas nuvens, temporais, chuvas. A releitura é diária, abraçar o primordial é primordial. Facetas? Nada tira o ar [felicidade], mesmo que aparente. Importante é levar a vida, [atemporal]. Diagnosticada, risadas. Aperto de mãos, devorar o improvável. E a vida, ficando mais vida, a cada rodada.

'EU QUERIA UM SENTIDO...' Eu apenas queria, e chegaste mudo,
Continuar lendo

'EU QUERIA UM SENTIDO...' Eu apenas queria, e chegaste mudo, forçado. Fitando as madrugadas insônias, cervical. Extravasando improbidade, sadismo. Trazendo frio, calafrio, noites febris. Carregando obstinação, permanecendo há períodos. Empantufado, vai dilatando, no peito não cabe. E o ar rarefeito, já falido, desorienta, sinuoso, sem abrigo. És opaco, no turvo teatro, solitário. Senhor de brasões, porém medicante, com seus díssonos. Poucos te condenam, ou conhecem. Mas sempre aparece, desnudo, com natureza particular. Sem se expor a contento, vai deixando rastro, lamento. Eu queria um sentido, sentido ridículo. Entre aspas simples, para deixar evidente. Inequívoco, como as nuvens, que se transformam no vento. Que fosse escasso, nada retórico. Pode vir sem aspas, para deixar confuso, mais intruso, menos cênico. Que me abraçasse, aconchegante, desesperado.

Eu queria um sentido, sentido ridículo. Entre aspas simples, para deixar evidente. Inequívoco como as nuvens, que se transformam no vento. Que fosse escasso, nada retórico. Pode vir sem aspas, para deixar confuso, mais intruso, menos cênico. Que me abraçasse, aconchegante, desesp…
Continuar lendo

Eu queria um sentido, sentido ridículo. Entre aspas simples, para deixar evidente. Inequívoco como as nuvens, que se transformam no vento. Que fosse escasso, nada retórico. Pode vir sem aspas, para deixar confuso, mais intruso, menos cênico. Que me abraçasse, aconchegante, desesperado.

'TARDE CALMA!' Tarde calma, exceto pelos ventos abrasivos, abrasivo meu coração, uniforme!
Continuar lendo

'TARDE CALMA!' Tarde calma, exceto pelos ventos abrasivos, abrasivo meu coração, uniforme! O bafo instiga o fogo, deixa um rastro vivo: incandescência! Fito-o por alguns segundos, brasas recantos viajam, indefinidos! Partículas se vão, casual, sob o vento céu: desastroso! Partes vão se apagando, galhos verdes, supérfluos! Gravetos perdem vida, algum tempo: chama perfeita!

'INACABADO' O amor passou. Vertiginoso.
Continuar lendo

'INACABADO' O amor passou. Vertiginoso. Modesto nas suas facetas. Com ele, Fomos juntos. Escalamos montanhas. Desafiamos o poder da admiração. Olhamos nos olhos, Recitamos palavras expressivas. As lembranças Que [ele] nos esculpiu, Perpetuam um passado presente. Falou tanto e, Como um raio, Partiu sem direção. Construiu o impossível E disse adeus, Deixando nossas almas inacabadas, Soltas aos ventos...

'HODIERNO' - Perdeu o ofício? - Sim. Mas tenho novos voos,
Continuar lendo

'HODIERNO' - Perdeu o ofício? - Sim. Mas tenho novos voos, Nos ventos: pulmões! Visito rochedos. Pra quê receios, Da vida, Do freio? Subo em árvores. Névoas de crônicas. Tombo montanhas. Fobias transformadas. Perito em bater asas Quebro horizontes Céu Transmutei em pousadas. Agora quadrilátero Saúdo trovões Amorteci os medos Transmito, agora sim, Meu louco grito Alma imensurável Sons ambíguos...

'ESCURECER' Açoite. Pernoite.
Continuar lendo

'ESCURECER' Açoite. Pernoite. O céu estufado. Corre José! Vislumbra a escuridão, Violenta e cortês, Exausta o coração. Berra! Vocifera! Adormece as crianças, Na cama doente. Sem castiçal, Anjos devoram, O sonho mortal. Suplica demônios. Aluvia as igrejas. Desaponta o acaso, Há tempo na vida! Peregrina... Corre José! Foge morfina! A cada escurecer, O coração grita vida: Vem! Vem! Vem! Aqui! Galgas o peito.

'PONTO PARÁGRAFO' O amor perde-se no vento e as vicissitudes da alma afaga o coração.
Continuar lendo

'PONTO PARÁGRAFO' O amor perde-se no vento e as vicissitudes da alma afaga o coração. A releitura da arte que criamos vai desmaterializando às minguas até o ponto fulminante. Identidade sem labirinto. Período de sobejos, sem beijos. E as novas formas abrem uma cortina dilacerada em preto e branco. Época dos grandes sismos em que gigantes descobertas chegam de rotina, afunilando a luxúria, a soberba, a arrogância. Tempestades gritam ao ouvido verdades rejeitadas. A apreensão silencia a voz. As noites ficam inquietas falando dos desejos já amaldiçoados. É a nova 'lei dos contrários' que chega de supetão, águia sem visão, indagando-nos dos zigue-zagues traçados. Tudo passageiro! O grande livro tornar-se inautêntico com suas páginas rabiscadas. E o tremor das mãos que não para, interrompe as novas páginas que estão no porvir. E o 'tudo' totaliza-se no utópico com seus amores e injúrias, poemas mórbidos, fragrâncias esquecidas: penúrias!

'TALVEZ LINA' Tento desnudar, a cada promessa não dita, os teus segredos mais profundos. Sem perceber, na serenidade das noites, ousei invadi teus sonhos para que eles se tornassem reais e os seus olhos Sirius: sumptuosos e sedutores! Porquê não traguei barreiras? Não sei! Talve…
Continuar lendo

'TALVEZ LINA' Tento desnudar, a cada promessa não dita, os teus segredos mais profundos. Sem perceber, na serenidade das noites, ousei invadi teus sonhos para que eles se tornassem reais e os seus olhos Sirius: sumptuosos e sedutores! Porquê não traguei barreiras? Não sei! Talvez a flecha da paixão não estivesse pontiaguda. Talvez a força do meu olhar estivesse sem... Viajo nuvens de anseios, abraços nos dias de calor, romaria além dos horizontes. Vejo-te segredos, clave harmônica, essência das minhas loucuras. Sinto fome de você, tradução da minha essência. Jeito menina. Tão pequenina e violentamente graciosa... Devorar-te-ei nas minhas ficções diárias. Desde então, as noites são fantasmas. Fecho o mundo criado! Esbarro decididamente covarde. Estiveste tão perto e num sopro, distanciou-se. Deixou ausência, carência, mancha inspiração, bolha sabão...