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Frases de Risomar Sírley da Silva

341 frases

'ITALLO' Teu abraço incondicional me faz esquecer a hipocrisia que lança-me à frente todos os dias. Para mim, teu olhar tem uma dimensão imensurável. Você é a porção maior dos meus momentos felizes. Já não olho para o que chamamos "futuro". Já o construí. Sou completo mesmo sem…
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'ITALLO' Teu abraço incondicional me faz esquecer a hipocrisia que lança-me à frente todos os dias. Para mim, teu olhar tem uma dimensão imensurável. Você é a porção maior dos meus momentos felizes. Já não olho para o que chamamos "futuro". Já o construí. Sou completo mesmo sem saber. Todos objetivos e sonhos me foram realizados, pois a cada janela aberta, olhar sincero e carinho recebido me fazem crer que a existência tem realmente muito de significado e que você é minha imortalidade. Te amarei sempre.

'INVEJA' Da infantilização Da abstinência de dívidas
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'INVEJA' Da infantilização Da abstinência de dívidas Dos sem coração Daqueles que implicitamente Mandam na vida demente Dos que choram sem razão Do âmbito antissocial Da imunidade absurdo Do alcoólatra imoral Dos que são salamurdo Dos amortecidos Do fanatismo aparente Daqueles onipresentes Dos que são sempre esquecidos

'JOSÉ' José era apenas josé com escritos negligentes
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'JOSÉ' José era apenas josé com escritos negligentes Mais um incógnito na multidão josé tinha sonhos, porém, para isso, teriam que chamar-lhes José Daqueles com letra destacada Queria pintar o mundo Deixá-lo mais estúpido, mais colorido, mais avesso Aquela carga impetuosa deixava-lhes mais josé Mais no fundo, José era apenas josé Era assim que todos os enxergavam O seu colorido era preto e branco e seus dias insalubres Óptica pouca diferença fazia A mistura josé, fazia-lhe um José distinto Mais José. Com coração. Brilho no olhar Vencer o mundo para josé seria apenas chamar-lhe José Desses escritos com letra destacadas

'QUERER' Queremos tantas coisas. Mas apenas uma é relevante. Custa-nos descobrir o que realmente é. Tem descobertas que assolam. É conveniente guardarmos a sete chaves, pois, pouco importa extravasarmos o que nos pertence. O contíguo sufoca. Quisera termos a ingenuidade dos lou…
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'QUERER' Queremos tantas coisas. Mas apenas uma é relevante. Custa-nos descobrir o que realmente é. Tem descobertas que assolam. É conveniente guardarmos a sete chaves, pois, pouco importa extravasarmos o que nos pertence. O contíguo sufoca. Quisera termos a ingenuidade dos loucos. Sim. Desses que não se importam com a chuva e o sol. Temos mundos diferentes, porém, a direção é a mesma. E seguimos... sem saber o que realmente queremos. Sabemos, mas fingimos com habilidade. Que nosso eu extravase. Que sufoque. É isso que nos deixa parcialmente vivos: o querer que inquieta e o extenso caminho a prosseguir.

'MAR... ' Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre. Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o q…
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'MAR... ' Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre. Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o que de fato já se escreveu. Deixar o barco correr ou manter-se agitado? Há os que preferem a resistência, a mágoa de tentar subir as correntezas rumo às suas expectativas. Outros apenas flutuam. São levados pelo mar com aparente satisfação e ócio. Mas sabe-se: todos querem um porto a qualquer valia. Chegar àquela luz que tanto brilha. Manter seguro a estrela que tanto se admira. Uma. Várias. O que vale é a energia. Flutuar sob as águas imensas. Belas. Delirantes. Mas com seus desafetos e sujeiras. Com o tempo aprende-se a aceitar o extenso mar à nossa frente. Não importa como ele seja. Um dia nos levará para onde não queiramos. A tração que se tem é apenas temporada. Ajuda, mas não é duradouro. A visão desse mar é fantástico. Inacreditável. Surpreendente. Nele todos movem-se sempre rumo ao desconhecido. E o tempo há de naufragar aquilo que tanto procuramos. Tempo? Não! O mar... essa coisa sombria e nefasta.

'AMOR INDULGENTE' Quisera descrever o Amor na sua maior extensão. Amor que outrora faz-se tenro. Novo nos corações que suplicam um caminhar aquém. Ver-se tanta admiração nos equívocos do Amor, que o próprio Amor, deixa de ser peculiar. E vai se transformando nessa dimensão sem…
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'AMOR INDULGENTE' Quisera descrever o Amor na sua maior extensão. Amor que outrora faz-se tenro. Novo nos corações que suplicam um caminhar aquém. Ver-se tanta admiração nos equívocos do Amor, que o próprio Amor, deixa de ser peculiar. E vai se transformando nessa dimensão sem precedentes. Ora opaco. Ora lúcido. Sem dissensão. Mas que deixa rastro. Uma trilha que, sem a qual, não se teria muito de significado. Tantos minutos deteriorados na tentativa de abraçá-lo e outros para deixá-lo ausente. Quando próximo, quis-se distância. Quando distante, quis-se imediato. Eu te ovaciono. Não pelo que fazes, mas pela autenticidade da tua essência. De estar presente mesmo na ausência. Do poder transformador de dá compreensão ao que no fundo, nunca se compreendeu. O mais admirado e extenso das abstrações que se faz presente. Que esse mundo de confusão te admita e te segure no ombro.

'PAREDES' As paredes dizem muitas coisas. São olhos que rodeiam.
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'PAREDES' As paredes dizem muitas coisas. São olhos que rodeiam. Algumas parecem falar. Presenciam. Quando mudamos e elas ficam, um pedaço fica ali. Gravado. Cada parede é um retrato que tanto presenciou. E quando se tem uma ligação íntima, elas fazem parte. É um velho amigo de infância. Tantas lembranças vêm. Algumas estão intactas. Vigorosas. Outras caíram. Rachaduras perceptíveis quando mal construídas. Tantas escondem suas vulnerabilidades com tintas. Têm aquele esplendor aparente, mas por dentro, apenas resíduos. Poucos não a percebem. Ali. Parada. Muda. O essencial é saber que, elas permanecem vivas. Com suas particularidades. Fazendo parte das nossas vidas. A maioria delas, sem importância.

Tão indefeso mas com surpreendente valor, vieste para dá vida. Pairou sobre mim a bênção dos Deuses. Imortalizou o que estava extinto e trouxestes tamanha admiração. Que tua caminhada seja por entre os vales do bem e que o mal não te aflijas. Obrigado por termos o mesmo ano de na…
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Tão indefeso mas com surpreendente valor, vieste para dá vida. Pairou sobre mim a bênção dos Deuses. Imortalizou o que estava extinto e trouxestes tamanha admiração. Que tua caminhada seja por entre os vales do bem e que o mal não te aflijas. Obrigado por termos o mesmo ano de nascimento.

'PARÁGRAFOS' Às vezes acordo na madruga e ponho-me a pensar sobre o universo.
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'PARÁGRAFOS' Às vezes acordo na madruga e ponho-me a pensar sobre o universo. O meu universo. Tão fechado. Tão inóspito. Aos meus tímpanos barulhos vários e à minha inquietude o frio matinal. Sou levado a filmes que repetidas vezes já o assisti. A melancolia e o desespero assombra-me. Encoraja-me. Olho para o reflexo embaçado no espelho. Penso: já não sou o mesmo do café da manhã de ontem. A cama há muito está vazia, exceto por uma sombra que durante décadas não se achou. Encontra-se perdida. É uma alma penada com decreto temporário. Aprisionada. Não a prisão destinada aos malfeitores. Quisera fosse. É a prisão do inacabado. Do incômodo. Do inconformismo.

'VENTO' O vento que tanto nos faz bem deixa rastro Análogo, coisas boas e ruins passam
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'VENTO' O vento que tanto nos faz bem deixa rastro Análogo, coisas boas e ruins passam Assim como a capacidade se esquiva O dito amor que não sabemos deixa Trancada sempre próximo O que nunca se achou A verdade e o vento são ventanias Daquelas que não soubemos explicar E o vento sempre vem Já não é o mesmo Tem outro sentido Deixa tudo novo Mais perdido Sei lá

'HOJE' Hoje: alvorecer! Gritei palavras,
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'HOJE' Hoje: alvorecer! Gritei palavras, Mas elas ficaram imensas, Pesadas. Amanheci dialético, Tentando dizer: te amo! Mas não proferi. Montanhas despedaçara a bravura. Despencar-me-ei amortalhado, Chorarei granizo, Horizonte perdido, Paralelepípedos. Aventurarei mistérios incógnitos. Seduzirei criar riscas, Loucuras mortais, Melodia! Hoje: alvorecer! Chorei palavras, Mas elas tornaram-se monstros, Quiçá...

'SABOR: CIÚMES' Me vi louco, debruçado sob o idoso sofá de alcatifa. Dia antes, você passara com outro à minha frente. Não tão de repente, meu coração disparou: pistola automática com tiros se reciclando ininterruptamente! No sol de verão, em meio a multidão, a rua saborosa de
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'SABOR: CIÚMES' Me vi louco, debruçado sob o idoso sofá de alcatifa. Dia antes, você passara com outro à minha frente. Não tão de repente, meu coração disparou: pistola automática com tiros se reciclando ininterruptamente! No sol de verão, em meio a multidão, a rua saborosa de ausência, sinalizava dano. "Aperto de mãos". Não mais que isso! E já te imaginava minha. Te devorava nos meus olhos e você, você passou com outro! Justo agora que te convidaria para um sorvete. Se bem que um de açaí, me tiraria daqui: zelo criado por mim! Detesto quando falam que sou acanhado! Dia desses, dei um soco num larápio. Sorte a minha que não acertou e saí aligeirado. Mas você Rosalinda! A que seria mulher dos meus cinco filhos. A que ficaria atônita, esperando minha chegada, a quem eu amestraria para ser amada. Ainda obstúpido, fico a viajar nos meus mares, sem lugares, sem ares! Ei! Agora lembro-me do calhorda! É seu primo Rufino! E eu que passei a noite às claras pensado você nos braços de outro. Pura quimera! São quase seis da manhã, daqui a pouco, tentarei criar coragem e te convidarei para um sorvete de açaí ou qualquer outro sabor!

'B-R-A-S-I-L!' Sacolas, TV Digitais.
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'B-R-A-S-I-L!' Sacolas, TV Digitais. Poeira nos olhos, fumaças. Consumismo? Temporais! Tecnologia emergente, dilacerações. Triplicação de automóveis, propagandas. Preconceito! Transformações? Devastação das florestas, Vazão! Granizo no Norte, Enchentes nas secas. Natureza! Solução? Sociedade hipócrita, educação? Novelas! Desamor. Lixos... Político: armação! Fazendeiros, que tédio! Pistoleiros, Palafitas, fome... Remédio? Poder, espírito mercantil. Violências. Compra de votos, corrupção... B-R-A-S-I-L!

'MEU NOME É RONALDO...' Meu nome é Ronaldo, sem sobrenomes. Me fizeram ilusionismo, perpetuo enganação.
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'MEU NOME É RONALDO...' Meu nome é Ronaldo, sem sobrenomes. Me fizeram ilusionismo, perpetuo enganação. Vida privada, sem reflexos, sem nexos, sem pousadas. Sem identidade, se tivesse alguma, seria servil, oprimido, lacunas. Desenhei meu mundo, metáforas. Só entra os ilusionados, patéticos, sem fortunas. Me batem na cara. Sem biografia, sem dor. Esculachado, deito no chão, terra batida, frio na barriga. Dor corroída, mas de peito aberto. Tento ser sincero, falar a verdade, às pessoas mesquinhas, que se deixam enganar. Tenho que trabalhar, isso desola. Prefiro donativos e pura cachaça. Droga de mundo! Sentimento profundo, dá um nó na garganta. Falo o que quero, tenho pouca simpatia. No meu mundo fechado e repulsão aparente. Me deixa dormente com sonhos profundos. Prefiro o meu eu, do que ser enganado. Nesse mundo fechado, onde todos sobrevivem. Pretensiosos e alheios, peito estufado. Não lembram que vamos, para o mesmo buraco. Somos todos fiascos de possibilidades. Onde a causalidade, nos deixa oprimido. E a alma dormente, me deixa Ronaldo. Homem coitado, entrar no meu mundo? Tire sobrenome, da sociedade incólume. Apegue-se às síndromes, lesione-se aos goles. Vamos rir dos pobres, contemporâneos doentes. Da vida diária, presos no tempo, sem proeminentes. Dos que não têm tempo, de ser um Ronaldo. A vida prossegue, sem identidade. Lhe falta coragem, abandone seu mundo. Se dê um bofetão, pegue artilharias. Quem sabe a vida, fica mais estimada Quem sabe ela pare... ou fique calada!

Amizades são temporais. Elas mudam com o Tempo e o lugar onde estamos, quer queiramos ou não. Porém, há amizades que derrubam as barreiras do Tempo e permanecem, demonstrando-nos que o Senhor da Existência, na sua peculiaridade, pode ser derrotado pelo breve sentimento de amorosi…
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Amizades são temporais. Elas mudam com o Tempo e o lugar onde estamos, quer queiramos ou não. Porém, há amizades que derrubam as barreiras do Tempo e permanecem, demonstrando-nos que o Senhor da Existência, na sua peculiaridade, pode ser derrotado pelo breve sentimento de amorosidade entre as pessoas.

'O PEQUENINO' Todas as pessoa que veem ao mundo, escondem uma parte de si.
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'O PEQUENINO' Todas as pessoa que veem ao mundo, escondem uma parte de si. Um segredo que só ela conhece e que leva consigo por toda a vida. Houve um menino no mundo dentre os milhares. Precoce por natureza. Prematuro de futuro e pequeno de gestos. O olhar íngreme e chamuscado, muito falou aos que lhe deram as boas vindas. A probabilidade de sobrevivência era escasso, exceto pelo poder que trouxera na alma. A euforia abrasadora de saltitar, de apagar os dias escuros era colossal. Mudar seu reflexo, era rumo certo, quando o mundo tentava-lhe sufocar. Também descobriu que o dom da vida, não tinha nada de dom. E, em meio aos tantos entraves, ele seguia, com sua infância promíscua. Porém, houve tempos em que pensara ser imortal. Os sentimentos de conflitos não aliciavam. E seus dias, em meio as tantas turbulências, era um verdadeiro éden. Não conhecera a palavra esperança e pouco se importara com ela. A preciosidade do tempo que se demorava, apagava suas lembranças escassas. Não conhecia o fracasso, tampouco o sucesso. Não sabia do desperdício da vida, nem como aproveitá-la. Era tudo tão lúdico e sem importância. Suas esperanças permanecera nas árvores e o meio termo, o meio termo era apenas distração. Nunca se sentira sozinho, havia luz nos seus longos caminhos. Os fracassos que lhe rodeavam, importância nenhuma tinha. Pouco falava. Os discursos sobre Deus, ele o ignorava sem reflexões. Perder, ganhar, vocabulário desconhecido, tudo parecia atraente, pouco preciso. A palavra 'adeus' era-lhe rápida, logo caía no esquecimento. O seu choro, tinha aparência de luz, sem tormento. Ele nasceu em meio a escuridão, mas a escuridão pouco lhe importara, porque no seu coração, havia esperança. Aquela esperança que conservamos, não importa a idade: a de sermos verdadeiro na infância, de construirmos o amor na juventude e a de fazermos planos na velhice. Não tinha maldades. Porquê não volta e decifra o segredo de outrora? Restitui a saudade imensa que sinto de ti! Levaste de mim as luzes que tanto brilhavam. Quando resolveu desamparar-me, o meu mais precioso extinguiu-se. Desvenda a porção que aflige o meu coração. Ah pequenino! Agora somos dois que não mais existe. Constelações procurando galáxias. Saudade diluída, renovando esperanças, deixando feridas. Ah pequenino! Porque foste embora tão cedo e me deixaste sozinho?