Frase de Risomar Sírley da Silva
'PONTO PARÁGRAFO' O amor perde-se no vento e as vicissitudes da alma afaga o coração. A releitura da arte que criamos vai desmaterializando às minguas até o ponto fulminante. Identidade sem labirinto. Período de sobejos, sem beijos. E as novas formas abrem uma cortina dilacerada em preto e branco. Época dos grandes sismos em que gigantes descobertas chegam de rotina, afunilando a luxúria, a soberba, a arrogância. Tempestades gritam ao ouvido verdades rejeitadas. A apreensão silencia a voz. As noites ficam inquietas falando dos desejos já amaldiçoados. É a nova 'lei dos contrários' que chega de supetão, águia sem visão, indagando-nos dos zigue-zagues traçados. Tudo passageiro! O grande livro tornar-se inautêntico com suas páginas rabiscadas. E o tremor das mãos que não para, interrompe as novas páginas que estão no porvir. E o 'tudo' totaliza-se no utópico com seus amores e injúrias, poemas mórbidos, fragrâncias esquecidas: penúrias!
No pensador.ai desde