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Frases de Risomar Sírley da Silva

341 frases

'UMA VÍRGULA' Uma vírgula, e o mundo muda tudo.
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'UMA VÍRGULA' Uma vírgula, e o mundo muda tudo. Abraços se perdem. Por-do-sol não aquece. Sorrisos revelam, aquarelas sem manhãs... Uma vírgula, e pareço rude. Ausência de lareiras, frio no café da manhã. Sem amplitude, dias gélidos... Uma vírgula, e os olhos na janela. Imensidão nos dias clichês. Futuro olhos sem você. Procurando os porquês, sentimentos de espera...

'PROCURA-SE' Depois de algum tempo, subiu num dos faróis mais altos.
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'PROCURA-SE' Depois de algum tempo, subiu num dos faróis mais altos. As brisas aladas faziam belo cenário. Há algo por trás da vida moderna. Por trás das telas de plasmas que não sejam enredos análogos, tédios... Atrás de prelúdios, ventania no rosto. Sensação de êxtase por alguns minutos. Escalou a ermo e exíguo. Cansou. Levantou. Procurou pretextos para desistir das nuvens que tanto procurara. Mas não desistiu... Avistou caravelas. Demasiadas exclamações! Tantos: ainda não sei! Homens desnudos, mudos nos seus 'coliseus'. Vil nas suas resoluções. Resignados, com seus fados e insolações, jogando as poucas moedas abaixo, sem direção... Na descida, esqueceu dos epílogos. Cabelos brancos sem circunstâncias para um novo cenário. E as moedas ainda vagavam, sem face e direção inalcançadas. Real como o sopro vital, deixando as manhãs mais desesperadas, cotidianas...

'MAZELAS' As mazelas da vida nos fazem mais românticos, patéticos, poéticos. Alça-nos com a súbita ideia de que levamos uma vida prosaica, fulgida de sentimentos... A nobreza mora no coração do poeta. Longe de mim ser comparado com tal! Poetas sim, esses são nobres. Conseguem b…
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'MAZELAS' As mazelas da vida nos fazem mais românticos, patéticos, poéticos. Alça-nos com a súbita ideia de que levamos uma vida prosaica, fulgida de sentimentos... A nobreza mora no coração do poeta. Longe de mim ser comparado com tal! Poetas sim, esses são nobres. Conseguem brilhar o diamante que perdeu o fulgor ou que há muito estar sem brilho no peito... E a fonte sempre jorra. Parece não ter fim. Como as músicas e suas melodias. Se reinventando nos seus acordes infinitos. - ainda brilharei como um! Mensagem p'ra vida toda! Brilhar e ser reconhecido pelas palavras. Só elas dão reconhecimentos. Talvez uma frase de bolso mude tudo... Por enquanto sou mazelas. Não que isso me incomode. Ao contrário, fortalece-me nos meus desvios e devaneios. Antes do poeta, o dicionário de cicatrizes falando ao ouvido. Vomitando o que de mais puro existe na alma. Serei estrada sem fim, até encontrar o equilíbrio preciso. Talvez seja a utopia que deixa-me tortuoso, mais seguro, dono das palavras...

'FIM[2]' Tenta agasalhar-se sob um leito, mas um sono desesperado tenta alcançá-la. Sabemos que não haverá alvorecer. Apenas mares, sem ilhas para aportar. O coração segue latejando o fim de uma difícil jornada. A ausência do ar já lhe é suportável! Tinha sorriso de criança, olh…
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'FIM[2]' Tenta agasalhar-se sob um leito, mas um sono desesperado tenta alcançá-la. Sabemos que não haverá alvorecer. Apenas mares, sem ilhas para aportar. O coração segue latejando o fim de uma difícil jornada. A ausência do ar já lhe é suportável! Tinha sorriso de criança, olhar jovial e esbanjava energia nos braços. Mas carregava um pavor desde sempre: a de insetos! Porém, pouco tempo atrás, percebeu que eles são inofensivos. Há algo mais desesperador que eles! Que acontecerá com seu nicho de insetos a partir de então? Outros terão pavor como ela? Ou aprenderão cultivá-los? Fora difícil disseminar que havia curado seu medo, que outras pessoas também poderiam ser curadas, seja lá qualquer doença fosse. Que bastaria aceitar o fim como um jogo que nunca se ganha, ou aprender a perder de uma forma diferente, de um modo aceitável. Suas ilhas foram difíceis desbravá-las, mas tentou percorre-las uma a uma. Hoje é a última! Uma ilha díspar. Nada comparada àquelas paradisíacas que pensara alcançar um dia, com alguns pés de coqueiros e sombras. Perdera o medo dos relógios marcando as horas. Não tem mais tempo guardado nos bolsos para serem gastos no futuro. Sua matéria é agora tudo aquilo que conseguira plantar, com sua simplicidade e bondade. Ela se foi como o tempo, inesperado, levara seus medos e desesperos. Conseguira ter um estilingue, algumas pedras nas mangas e todo as ilhas possíveis que pôde... - No fundo, ainda sinto que ela tinha medo de insetos...

'MATIZANDO A REALIDADE' Show de luzes e uma mistura de ritmos alucinantes. Entusiasmo a cada balançar de braços, luzes no palco supercolorido, tingindo almas... Desvairados malabarismos de cores e uma louca multidão fazendo reverência com seus IPhones, efeitos de microfones, ru…
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'MATIZANDO A REALIDADE' Show de luzes e uma mistura de ritmos alucinantes. Entusiasmo a cada balançar de braços, luzes no palco supercolorido, tingindo almas... Desvairados malabarismos de cores e uma louca multidão fazendo reverência com seus IPhones, efeitos de microfones, ruído, vibração... Personagens diversicoloridos. Efeitos dando-lhes outros sentidos. O show não tem hora, engoli madrugas, sustentada nas fachadas. São quatro da manhã... O alvorecer pode ser foda! Egos congelados, sorrisos apagados. As sombras das maquilagens exteriorizam-se, sem amabilidades, sem formatos... Ressacas da vida real e as amarrotadas 'cenas cômicas'. Comédias na arena e seus leões, devorando preâmbulos, gesticulações, madrugadas incolores...

'LAGO' O trilho teria que findar nos lagos. Eles lembram um ar de tranquilidade. Seria o fim perfeito para as procuras lesivas que a vida proporciona. Uma cabana de palha e seu fogão à lenha, e a velha canoa fazendo um convite a um passeio reflexivo pela alma... Os pequenos pás…
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'LAGO' O trilho teria que findar nos lagos. Eles lembram um ar de tranquilidade. Seria o fim perfeito para as procuras lesivas que a vida proporciona. Uma cabana de palha e seu fogão à lenha, e a velha canoa fazendo um convite a um passeio reflexivo pela alma... Os pequenos pássaros e a brisa suave é despertador. O cheiro de fumaça a entrar pelas narinas fala que é hora de vivificar a pequena fogueira que não mais apaga. O amanhecer reflete as imagens que tanto sonhara. Os peixes a saltitar, lenificam o coração... O retrato de um lago deveria ser eterno. Todos deveriam criar um para si e fixá-lo na parede. A trilha deveria começar a partir dele e para ele. Não tenho que tolerar o medo ou definir as dores do mundo. O lago deixa tudo mais desejável, florido, lago dos sonhos...

'2017' Sorri bastante. Sorrisos sinceros,
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'2017' Sorri bastante. Sorrisos sinceros, outros faz-de-contas. Chorei lágrimas, daquelas que roem por dentro, disfarçadas... Peguei alguns sonhos com as mãos, e subscrevi textos com a alma. Me doei, não tanto o quanto deveria. Dei à mão à labuta, equilibrei alegrias. As somas foram maiores. Abracei o que pudia... Sem ser rude nas escaladas, fui alma gêmea,. Despenquei espantufado.. Subi montanhas, nevoeiros. Sempre simples, como a relva e seus orvalhos, crescendo intermitente...

'O TEMPO DO MUNDO' Acordo às seis da manhã, e quando olho p'ro mundo,
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'O TEMPO DO MUNDO' Acordo às seis da manhã, e quando olho p'ro mundo, já é madrugada nas horas que passam... O relógio pouco importa. Raios já ultrapassaram-me. Estou sem cordas vocais... Sempre pela manhã. Dou um abraço no filho pródigo p'ra que ele não se perca nas veredas. O abraço ficara pendurado no caminho... Olho para os lados, e sempre vejo ela, cabelos brancos no tempo... E a vontade é sempre abraçá-la. E falar-lhe do amor que explode na alma. Mas não tenho... Sou arte mal acabada. Que pragueja as rotinas que vêem ao despertar. E o grito sempre ecoa calado... No rio o grito abafado. Com suas tralhas penduradas. Sem peixes para alegrar o sorriso... Apaguei os fogos que surgira. E adociquei a salada de alecrim. Com certa pitada de paixão... Mas o tempo escorrega pelas mãos. Como o rio inerte passando à minha frente. O mundo vai ficando propenso... Desmedido quando a vontade é amá-lo. Desbrotar-lo-ei ao extremo. Se seguir estrelas vãs... Temos todo o tempo do mundo. Mas a vida é passageira. Tinha dez anos e agora sessenta... Nem tudo se sustenta como desejamos. Tínhamos tantos planos. E um amor na janela... E agora só dores sequelas. A porta sempre aberta. O vento trazendo as cinzas... Lembrei-me quando menino. Subindo montanhas. Pegando pescados... Sem medo dos rios. Ou do tempo distante. Sendo abraçado por todos os lados pela mãe... As esperanças terminam. Como as relvas queimadas. Não há brotos nas terras disfarçadas... Apenas o tempo que se perdeu. Não se sabe como. Talvez na escassez... Ou na breve lucidez de se tornar imortal. Na falta do pão para alimentar a alma. Nas palavras não ditas ficadas p'ra trás... O amanhã será passado. Perdido na criança que se alegra. Serei pó nos nascimentos que virão... Imortalizado nos filhos. Não mais a figura que poucos viram. Talvez a roda não deveria ser dentada... Espalhando águas. Jorradas pela manhã. Nessa ilusão que um dia morrerá...

'POBRE CRIANÇA' O destino abraçara o pesar. Filme à céu aberto,
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'POBRE CRIANÇA' O destino abraçara o pesar. Filme à céu aberto, estampando o prato bestial do meio dia. Mãe à tiracolo, sem colo para aquecer o frio matinal. No ônibus milhares de fúteis paisagens. Quatro da manhã e sete anos de pura espontaneidade, sem tantas respostas, o garoto fez-se homem de idade. Não decorou ruas paralelas, nem fadas. O menino nascera do nada, criança prodígio... A vida era-lhe autêntica, miragens. Hoje microfilmes. Turvos dias apenas! O estômago embrulhara os ecos. Risos soltos - projeções -, sem foco, reflexos. Infância corroída nos aluviões, perdido como pedras nos rios profundos. Os dias não tinham porquês, longe as expectativas, tudo vinha meio sei lá pra quê... Casa de palha. Entulhos e panos ao redor de uma vida baldia. Que chatice! Hoje tem escola. Mas a barriga ainda ronca. Vazia de futuro uma, duas horas. Sou mais meus carrinhos de latas! Fico a Imaginar outros meninos, fortes e fartos à vontade. Fazendo trajetória, futuro promissor... Histórias sem leitores. Quase nada mudou! Apenas retrocesso, do processo circular estagnando e definhando pessoas. Sou da lama, quem se importa? Trilha sonora nas mãos, faço lúdica às minhas memórias. Atual leitor de um mundo melhor. Ainda inventor, correndo nas chuvas. Íngreme em chamas, utopizante em vitórias...

'DEUS' Deus é 'interpessoal'. Arquétipo imprescindível aos homens.
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'DEUS' Deus é 'interpessoal'. Arquétipo imprescindível aos homens. Arquiteto nos jardins privados. Moldando passagens, ínfimo na sua pomposa majestade... Deus é 'gabarito'. Flutuando com suas respostas. Ritos e arritmias criando vastos monumentos. Energia em versos, sentimentos... Deus é 'vereda', inesperado. Folhas que caem despercebidas. Terra prometida, chuvas ácidas... Deus é 'humanitário', plantando bondade nos corações dos homens. E os homens, com definições patéticas, criando desaires... Deus é o 'mundo'! onde tudo caminha para guerras, Invólucros homens corruptos, corações de pedras, microscópio... Deus é 'criação dos homens'. Latifundiário. Comandando cenários. Literário quando o assunto é, salvação... Deus é 'humano', sicrano desmedido. Inevitável no hora da morte, no amanhecer. Sublime quando o objeto é remissão... Deus é 'interior', pintado nas galerias presumidas. Sabor imanente, hermético. Prognóstico dos homens...

'O RIO SEMPRE CORRE' Os rios sempre correm, nos olhos correntezas tropeçam.
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'O RIO SEMPRE CORRE' Os rios sempre correm, nos olhos correntezas tropeçam. Pupilas pequenas, peixes artificiais. Puro 'eu' no espectro da cena... Canoas enferrujadas, abotoadas no leito caído. No remanso, limbo de abelhas, insetos praguejando tormentos... Da janela, carnificinas estilhaçam o peito amarroado. Sou agora fúlgidos ferimentos, perdas no espaço, loucos sentimentos... Curvas infinitas, nas ilusões deixadas nas noites. Rios permearão, nas pernoites passadoras, nas auroras de essências deixadas p'ra trás... Sonho carnes cruas e mera existência, sequelas jogadas nas ruas. Sons nas madrugadas digerindo utopias. Tudo se foi com os ventos, deveria! Reflito à montanha calado, presente gladiador em revoltas, águas revoltas nas nuvens. Serei contornos sem inspiração, ausência de rotas no alvorecer...

'CERTO DIA' No fim das contas ela sabia de tudo! Sabia que iria para um lugar que ninguém sonha. Lugar de pessoas medonhas. Ninguém se importam muito umas com as outras. Estão muito ocupadas para isso. Quando se tem tempo, gasta-se como quer, plantando e espalhando cicatrizes pa…
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'CERTO DIA' No fim das contas ela sabia de tudo! Sabia que iria para um lugar que ninguém sonha. Lugar de pessoas medonhas. Ninguém se importam muito umas com as outras. Estão muito ocupadas para isso. Quando se tem tempo, gasta-se como quer, plantando e espalhando cicatrizes paradoxas... Não dá para ignorar os infortúnios da vida! Eles veem quando menos esperamos. Logo ela que, creio, não merecia! Lavou, passou, fazia comidas das mais agradáveis quando pudia. Era atenciosa com o homem da casa. Sem perceber, as doenças lhe atacara. Tinha vida pacata, exceto por um vício que nunca deixara... Todo mundo tem vícios, pensara! Pelo menos um deve-se ter nesse corre corre contemporâneo. Homem sem vícios parece não ter muito sentido. Não teve filhos como a maioria das mulheres. Não sei se, seu futuro rebento agradeceria-lhe, mas confessou-me algum dia: falta ou diferença pouco fazia. Colocar filho no mundo e tentar moldar-lhe não é tarefa fácil... Já cuidara de crianças de outros pais e dera muito amor de mãe. Seus caminhos findaram como a água de poço no verão. Sua face não esbanjava felicidade. Isso soa meio clichê, talvez constrangido. Não se fala de algo que parece tão distante dos olhos. Ela sorria feito criança, brincara nas calçadas da vida. Sempre próxima, parecia distante... Dia atrás, o mundo virou-lhe às costas. Não parecia ser grande problema. O emblema é que: o mundo sempre deixa-nos à ver navios. Isso acontecerá com todos, sempre dissera! Apenas acho que ela não teve muita sorte com o tempo. Bem, ela poderia estar entre os sortudos. Desses que apostam tudo, e não têm medo das consequências... Certo dia seus olhos fecharam de vez e hoje, depois de algum tempo, não é muito lembrada. Talvez isso faça ou não faça alguma diferença. A receita para vida se aprende em pouco tempo. O amanhã é coisa que não nos pertence. Os aprendizados tornam-se palavra de bolso, sem muita praticidade. Mas a verdade é que, o vilão sempre será o tempo, correndo nas mãos... Tentara de tudo, desde jogar as pedras que tinha nas mangas e beijar o infinito, mas não foi mais possível. Deitada, descobrira que seus ciúmes fora em vão. Que suas raivas não tinham sentidos. O seu lar ainda esconde imenso aprendizado, não ensinados em faculdades. Perdeu todas as arrogâncias e os bens que planejou. Seus pés não mais tocam os chãos, e os seus braços não abraçam. Perdera àquilo que nunca ganhou... Mas as frase de bolso ainda perduram em alguns corações. A vida parece tão, mas tão pequena! Um dia sentiremos falta dos amores que nunca tivemos e da essência das flores que não cheiramos. Falta dos abraços das crianças ainda vivas no peito. Falta da vida, dessa que sempre sonhamos. O hoje será esquecimento. Amor findo. Brisa leve jorrando solidão. Algo nada inspirador no escurecer...

'HOJE É O DIA' Hoje é o dia para mudanças. Plantar esperanças no peito distorcido.
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'HOJE É O DIA' Hoje é o dia para mudanças. Plantar esperanças no peito distorcido. Olhar para o mar e abraçar o infinito... Olhar às cegas para o sol, e esquecer do amanhã. Sem proposições e sem beleza... Aniquilar a tristeza a ferro e fogo. Desdobrar-se em melodias. Esquecer as fadigas do dia a dia... Hoje é excepcional. É o tempo escorrendo nas mãos. Sejamos menos banal e mais irmãos... O tempo não pára. É roda dentada encaixando-as uma a uma, transcorrendo clara como a lua paira... O hoje se vai sem que percebamos. Na loucura da correria, estamos menos humanos... Com palácios, mas sem teto para os abraços. Sem laços para as verdadeiras amizades... Tudo depende de vontade. De estraçalhar o presente em liberdade. Aumentar o tempo enquanto há tempo no hoje... Hoje é o dia! Para despertarmos a isso. Pense nisso como as águias... Fitando as miragens e montanhas ao longe. Não existe rainha. Tampouco rei... Somos todos plebeus, Pena não vislumbrarmo a tempo esses fatos. O hoje tem que ser lembrado... Não jogue ao lado uma história. Pense nisso! E tente ser feliz propagando sorrisos... Não perca o curso das águas. Esqueça as mágoas. Difunda esse mar que existe em você...

'DIFERENTE' Tudo ficou diferente, após o aluvião.
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'DIFERENTE' Tudo ficou diferente, após o aluvião. Aos doze, cicatrizes se abraçam. Turbilhão de andorinhas, voando sem direção... Obstante, a semelhança é vil. Raios solares duplicados, os ares são os mesmos navegando bordões. O tudo vira nada. A sacada são rodas dentadas... Ambíguo o empírico, a diferença está nos sonhos. Olhos recíprocos! Nas mãos olhando p'ra cima. A diferença está na breve humildade, no simples homem despojado...

'BRASIL BRASILEIRO' O meu brasil brasileiro, é um país de estrangeiro,
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'BRASIL BRASILEIRO' O meu brasil brasileiro, é um país de estrangeiro, que esquece dos próprios brasileiros. Com seus funk's dançando até o chão, mas é de perder a dança pra corrupção. Brasil de vicissitudes, outros de poucas virtudes. Que venera carnaval, mas que não dá importância para o carnaval que é a família. Cultura de tirar vantagens, rudes ao extremo, votando em corruptos todos os anos, apoiando a malandragem em Brasília, sem atitude nas eleições. Perdendo a identidade... O meu Brasil Brasileiro, é um país cavalheiro até por demasia. Que tem suas utopias todas as manhãs.. Que acorda cedo p'ra sustentar a família, que se debruça no álcool todos os dias! Mas tem amor no coração, acolhendo àqueles que não tem opção. Brigando por seus direitos, esquecendo de olhar-se no espelho. É também um país de medíocres, e um povo de opinião, compartilhando o pão com quem não tem. Que precisa aprender um pouco mais. Para tornar-se vigoroso, mais povo brasileiro...

TRABALHA A DOR A TV na vitrine Casa emprestada
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TRABALHA A DOR A TV na vitrine Casa emprestada O operário é um cisne no lago Asas quebradas Vendendo força de trabalho Poder na produção Não pode cansar [de domingo a domingo] Manufatura em excesso Recebe migalhas Declínio no preço... Ideologia de igualdades Sutilizados pelo empregador O sofisma é aparente O empregador abastece cidades Com o suor do trabalha a dor... Monta todas as TV's Sem descanso no trabalho Tem suas aparentes metas Acorda no alvorecer Assim como borboletas... Tentando voar com amarras Sonhando com a imensidão sem limites Almejando casulo melhor Mas é apenas robô mecânico Mero historiador sem história.... Metamorfose agridoce O capitalismo é uma sucessão da miséria Mas permanece como se não fosse Eis a sorte do trabalha a dor: Explorado por bactérias... E eis que o trabalha a dor Continua sem a TV que tanto sonhara Sem seu feudo para apaziguar o suor Utopizando a vida genuína Falácias de quem vence a dor...

'ESPARTILHO' O espartilho, vazio.
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'ESPARTILHO' O espartilho, vazio. Ninguém vê condolências, tampouco adiposidade. Sem castilhos, sem brio. Amordaçando consciência, vislumbrando fatuidade... Há barbatanas, melancolias. Lâminas cortando o abdome, exíguo. Ah Juliana! Vê essa travessia. Não dê tanta atenção para os homens, para quê tantos castigos? Afrouxas o corriqueiro, delgado. Já és esbelta, graciosa. Coração em jasmineiro, delicado. Seguras a fisberta, e não deixes cair a rosa...

'CORAÇÃO III' Coração mar de indecisões
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'CORAÇÃO III' Coração mar de indecisões Descompreensões e outras cifras Debilitado nas condições de amar Relutante como as pedras nas cachoeiras caindo lentamente Avistando abismos Preservando sequelas enxurradas Conflitante ao extremo Sangrando feridas vãs Mórbido nos limbos Desencorajador de almas Incógnita conclamando o futuro vivendo migalhas a cada manhã Eco sem respostas Existo? Não sei! Talvez! Indecisão causando confusão Não sendo o que me pedem Coração nasceu mórbido Conflitante consigo Tenta ser diferente escalar penhasco Verdade seja dita! É semelhante aos outros Deixa ser abatido Morrendo mas ainda pulsando Às vezes sorrindo chorando Tudo imaginação! Com suas brechas e espaços Coração vida e morte! Pulsar estranho Tarântula escorregadia nos olhos Desprendendo veneno e revivendo leucócitos Tem flechas ceifando sonhos A vida a cada pulsar diminui Tintas em papiros sem muita razão e sombreado Coisas do coração! Tudo soa tão banal Que truculento esse meu amigão Artista sem intenção E a decisão é não mais tê-lo Coração é chegada a hora! Não se precisa de órgão Somos perecíveis Para quê sequelas? Costelas não abrasam a dor Se quer um coração de verdade Desses que se joga no rio esperando ele fazer o percurso sozinho Provisório como respirar outras intenções fotografando imagens diferentes reais Coração sem pretextos...

'VETUSTO' Aprendi tanto. Borboleta voando em lugares.
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'VETUSTO' Aprendi tanto. Borboleta voando em lugares. Ubiquidade avistando publicações do paraíso, juntando amontoados de aprendizados. Plantei dores, sem jamais esquecer das pitadas de esperanças no olhar. A fé cultivada virou bonança em plena tempestade... Sonhei tanto. Sonhos imperceptíveis que ainda alegram a alma e o coração. Há um tempo em que os sonhos chegam ao fim, perpetuando a linha azul do horizonte, e as estrelas perdem o brilho. Tudo fica sem sabor... Sorri tanto. [Sorrisos verdadeiros, outros faz de conta.] Se o amanhã não mais abrir as cortinas, e as lágrimas caírem, lembre do sorriso que lavava o coração, e deixava o dia mais colorido... Vivi tanto. Mas as estações são passageiras aos oitenta. Outras vezes demora na dor. Vi netos, bisnetos. Filhos agarrados na compaixão, mágoas em tantos corações... Já esqueci quase tudo. Agora só abstrações, os flashes veem para apaziguar a dor. Quarto escuro e seus muros. Perdido não apenas no cansaço, esperando a hora de um abraço ou do sono infernal, sem tantas crenças no por do sol...

LAR DOCE LAR Nas ruas, o barulho tardio.
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LAR DOCE LAR Nas ruas, o barulho tardio. Pessoas atônitas, andando de um lado para o outro. Há crianças perdidas. Observa-se penumbras. Pássaros voando sob telhados... Tudo à céu aberto, cheiros triviais, desses sentidos no aconchego do lar. Em flash back, as feridas vão se abrindo, uma a uma... A percurso será longo, como a acre canção que não finda. A chegada cortante, como o rio e seus talha-mares. Lentamente, tudo fica longínquo... Ventos formam alusões, e o infinito distorcido aparece. A metrópole dá lugar a paisagens exuberantes. A cidade vai encolhendo com seus arranha-céus. O coração distante, bate descompassado... Os olhos molhados agradecem, na esperança que as telas se reiterem, e os quebra-cabeças regressem um a um como antes. A saudade vai sendo esquecida. E o doce lar vai abraçando seu tirano, serenamente...

'TE DESEJO O MELHOR, CARO IRMÃO' Que o amanhã seja melhor que hoje, e suas esperanças já engavetadas sejam libertas.
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'TE DESEJO O MELHOR, CARO IRMÃO' Que o amanhã seja melhor que hoje, e suas esperanças já engavetadas sejam libertas. A 'liberdade' tem sido tua inimiga, privando-te de viver razoavelmente a vida, de sentir as tantas fragrâncias expostas ao nosso redor. Olha a tua dor como aprendizado e algo passageiro, lembrando que tu a compartilha, sem que percebas... Não se precisa daqueles enormes castelos vistos nos filmes de ficção para ser feliz. Precisamos cultivar apenas um: o nosso castelo interior. Que ele seja simples, aconchegante e de bom grado. As construções da vida começam com um pequenino tijolo, depois, se tiveres foco, virão as próximas etapas... Não esqueces de acolchoar a cama [para que ela fique quente] nas noites geladas. Não te entristeces se sentires muito frio. Levantas as mãos e pede lençóis. A 'jogada' estar em dar o primeiro passo, o primeiro abraço verdadeiro. A labuta tem que ser diária, para confortar a alma. Se o quarto sempre escurece, janelas deverão ser abertas para que a luz da lua nos ampare, sem medos ou receios... Não quero te perder para a ignorância, nem tampouco para o mundo negro. Ando triste ao ver esses olhos vendados, culminando falência de órgãos. Lembras que, há como contornar quase todas as situações desarmoniosas da vida e mudar uma história. Não te fixas em reescrever o presente tão sofrido focado no passado. Te fixas num novo recomeço. Vira a página calmamente e sem pressa. Vê que ela estar em branco, precisando das tuas mãos com novos pincéis e outras tintas. Não há erro em recomeçar uma nova história, uma nova vida...