Frase de Risomar Sírley da Silva
LAR DOCE LAR Nas ruas, o barulho tardio. Pessoas atônitas, andando de um lado para o outro. Há crianças perdidas. Observa-se penumbras. Pássaros voando sob telhados... Tudo à céu aberto, cheiros triviais, desses sentidos no aconchego do lar. Em flash back, as feridas vão se abrindo, uma a uma... A percurso será longo, como a acre canção que não finda. A chegada cortante, como o rio e seus talha-mares. Lentamente, tudo fica longínquo... Ventos formam alusões, e o infinito distorcido aparece. A metrópole dá lugar a paisagens exuberantes. A cidade vai encolhendo com seus arranha-céus. O coração distante, bate descompassado... Os olhos molhados agradecem, na esperança que as telas se reiterem, e os quebra-cabeças regressem um a um como antes. A saudade vai sendo esquecida. E o doce lar vai abraçando seu tirano, serenamente...
No pensador.ai desde