Naquela rosa feri-me nos espinhos, pela dor a julguei, em primeira estancia a desprezei, não aprendera a cultivar seu perfume, por isso hoje sou só...
Frases de Ricardo Vitti
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Alentado amor meu Nessas ruas amor não há; perfuras espinhos;
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Alentado amor meu Nessas ruas amor não há; perfuras espinhos; essa noite o sangue cessará; em minha casa roubo tranquilo; aquelas histórias contigo; levadas ao jardim; sofrida terra destes o fim; dessa infame peleja; almejas tempo pelo frio; nos seus longos fios de cabelo; encontro as flores do desamarro; libertas-me tua sútil beleza; eis-me aqui desapego da tristeza.
Quantos momentos solenes se fez em nosso peregrinar, inconscientemente a dor nos devora, pois bem, pelo amor pôs-se a chave fora...
Nunca poderei me submeter a tais sistemas, onde por tema meu leal lema sejas a liberdade, que por fundos liberais se prega escravismo...
Contemplamos o infinito por dessaber viver, inconformados com tudo se busca conforto no fim da existência, porém viver se solidifica com permanência sapiente na contundente carência do melhor existir meio á percalços...
Poderia me ver em teu espelho, somente as sobras da minha fraquejada vida perdida, simplesmente, em formar o impuro por belo em tumultuada prosa, eu, porém ao inverso por tua dissílaba, lhe dito amor...
Essas correntezas desbravam minha vida nas contidas lágrimas, quais minhas lástimas reprimidas á teus olhos são sábias...
Repentina sinfonia Recomponho em notas aquelas vidas, destes ouvidos aquelas canções,
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Repentina sinfonia Recomponho em notas aquelas vidas, destes ouvidos aquelas canções, antes ousará repeti-las, hoje por mais compartilhá-las, semeia vento aquelas graúdas, ilusões desertificadas, por minhas lágrimas no oposto, posse posto em vigor tais lástimas, flagradas pelo tempo incerto, longínqua florescidas rosas, naquela meninice que gritava, sem ré nem dó aos confins eternizava.
Sou escasso as alegrias, perturbam os ventos na consolidada solidão, distante eu me opaco, no sangrar da lua me enluaro eu por apaixonado...
Em vista aquela comitiva que desatina, como promessas mal-vividas, assim nosso contorno se fará, á espera do novo dia que virá...
Por jovem me dou por velho, sou aquele que doou um pouco das palavras, parábolas incertas por certas, descobertas na hora de recomeçar...
Florescerá nas pedras teu caminhar, se esgueiras ao tribunal sobre tuas feridas, cultivará espinhos por vida tortuosa, não sejas temeroso, sigas adiante, não deixes postas as sombras tais pétalas na lisonjeira ventania...
Legível aqueles teus memoriais, muito mais a minha pouca paixão calada num mármore rochoso onde meu amor vos digo; "jaz aqui está o que não passou por um simples contorno..."
Atarefadas essas lembranças que me custam desertar, levam letônicas feridas em esgrimas distintas, da cultuada sonante em prantos tais agonias...
Tais medos ao me expor, por aqueles que impõe um sorriso largo, pois mais em seus lábios eis que profanem, mais que em meu peito a sua sordidez queima-me tal escarne, eu, porém tuas palavras ao léu rechaço...
Maestria naquelas tristes revoadas, levam o tempo em desgosto pela russa neblina entusiasmada, ali desatinarão nossos sonhos, em vista turva morte que nos embala, triste se fez a noite ao regozijar da justa madrugada...
Desgarradas por desassossegadas boas vindas, tentá-nos aqui tormentas ao árduo gotejar das nuvens sobre as flores se compunham tais lágrimas...
Pacifica nossa existência, na condução dos mares nos elevamos em ventos, sólidos, onde alma liquida á chuva se deixa conduzir pela cálida solidão...
Qual subsistir me arremetas em trevas, revejo as magoadas heranças, afável companhia a tua que em medidas cantigas me julgas, pois bem sinfônica sintonia me plurificas...
Volúvel caminhada, porém, nessa estática e desenfreada jornada, me alarma aquela emoção por lembrar da queda de minhas mordaças, sou livre em meio uma sociedade pouco difusa...
Aquelas vidas ceifadas se deixaram deter ao aterrador momento, suas detentas vidas hoje se preditam em minhas fábulas, portanto em tanto resistiram, pois em tais contos verdades residiam...
Tais palavras de amor revoam os abismos, livres e sós, num nó da vida tal perita peregrina; vai lá longe no relutar dos gemidos á procura de um alguém...
Componho aquela canção nas miúdas notas dessa desilusão, fora a morte por minha companheira, hoje conduzo aquelas lindas e harmoniosas sinfônicas em meus momentos exclusos...
Defrontado me contive pasmo em buscar relutância, no abrigo das almas o corpo indeciso se precavê dos monstros urbanos, quais semeiam o rancor, porém se desfoca tal furor no desabrochar de uma flor em suma sutileza...