Caminhantes errantes, porém desafiantes, do inevitável do nosso coexistir, fregueses de um novo tempo, sábios na esperança por um novo provir...
Frases de Ricardo Vitti
607 frases
Semeia-me flagelos essa alvoroçada vida, seus encantos me levaram até aqui onde me encontro, perdido por tua faminta dor que me acaricia, me vejo agônico por me inflamar as chamas quais me disseminam, harmônico descrer...
Essa cabulosa nuvem turva e negra vive á me recochetear em claustras agônicas, tal cerimônia dos tempos enciste em me esbofetear em duros prantos...
Encarecido o mundo desbota por falsas alegrias, dá-se valor ao materialismo colocando um ponto final naquilo onde a real sutileza residia, na moradia de nosso templo se ridiculariza, no entanto aquilo que um dia fora um eterno sonhar se calá, pondo um cessar na aquarela da discer…
Continuar lendo
Encarecido o mundo desbota por falsas alegrias, dá-se valor ao materialismo colocando um ponto final naquilo onde a real sutileza residia, na moradia de nosso templo se ridiculariza, no entanto aquilo que um dia fora um eterno sonhar se calá, pondo um cessar na aquarela da discernia...
Se enciumara por mim tão grande solidão, no bramir das águas profundas por tanta inundada compaixão, enjaulou-me em teu abismo, mais profundo não me tomou, mas aquele silêncio diminuto foi quem me calou...
Prever o futuro faz temeroso um coração solitário, no romper das ondas deságuam as lágrimas por nossos sonhos, tempo por inimigo tornar-se-á amigo...
Eu sobre degradado tempo me descaso de meu casulo, vivera atado á meus medos, porém desfaço aquele temor, quão dura fostes a vida, não mereces meu desamor...
Quão figurada se dispersa minha vida, põe-se a irrigar os montes meu sangue, na dura por patrícia existência se condena no lumiar das horas...
Essa casa por moradia á tenho, por viçosas as árvores, lágrimas não se contiveram, faça-te folguedo por minha derrota, pois em meio meu pranto se fará tua dura história...
Enjaula, pois meu sofrimento, no transitar das horas me desapego da longínqua crosta do meu existir...
Amor penitente enclausurou-me á esmo, tangíveis lembranças escorrem entre os dedos, alma forjada pela dor se enrijece, forma estranha essa minha, portanto coincide a muitas outras, onde o árduo por si se tornou agradável...
Vulnerável sou à medida da flor, levando meu sopro a polinizar o mundo estéril onde meu provir em teu dorir por assim devasta-se, calcificando o flagelo na mútua prosa dos apaixonados...
Calado, por tais sentimentos que se esgueiram em minha mente, pequeno, porém se acomoda aos quatro cantos da existência, aquela promessa vestida em volto a lua, sutileza apreciativa, da injusta por justa vida depredativa...
Por quão custosa tenhas que ser aquela alegria, me agonizarei no terminal daquela estação, onde os lembrados se foram desta vida esquecidos...
Os sonhos relutam na nossa medíocre existência, pondo nossas carências num novo patamar, colocando-nos a concretizar aquilo que para muitos em nós era impossível, dando-nos suma equivalência...
Num pranto se faz um caminho transitável, por quanto atravesse essa estrada em cada jornada um novo discernimento á explorar, quão desagradável que sejas serve-nos como um recostar...
Quem acolhe uma lágrima esteriliza um mundo, se interioriza pondo estima ao perdido, coloca-o achado no que fora por muitos desprezado...
Constantes lágrimas tornaram daquele meu tremular indeciso num manancial conciso de palavras, qual de tuas promessas sobraram poesias, belas por perfeitas, mas jamais retornarão em nossas vidas feito aquelas canções, que ao passado ficaram como algo á ser penhorado...
Cambaleando os montes se fará noite, em tempestades adentras estreitamento sobre os ventos a carregar rosas, fartar-se-á minh'alma ao meu extinguir, qual tormentas assolam meu tempo...
Destemido qual pingo'd'chuva, indeciso, porém nada calado; jaz comigo levado em bradar aos quatros cantos, vós sereis o encanto, aquele que fora apagado há tempos em tais prantos...
O estilo da arte é decorado ao estilo de vida, porém vai dos sábios transformar o inferno num contemplável paraíso...
Essa minha troca de palavras é devido a dor de um seresteiro, levarei adiante aquele dilema que custa em me deixar, daquela rosa dos ventos qual me ferira, tempo por mim não se compadece, porém a aquelas cicatrizes aradas como notas cravadas que em tudo agradeço...
Lembrarei de tua partida pela mesma rodovia que circulávamos, onde encontros e desencontros acontecem através de um coagir da existência, pois não somos permanência, mas meu amor sim...
Secretos nossos sonhos nos conduzem, não pelo mesmo caminho, mas para o mesmo encontro...