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Frases de Ricardo Dias dos Santos

10 frases

⁠Paisagem Muda Cada dia é um desafio, Pobre o pássaro que perde o pio
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⁠Paisagem Muda Cada dia é um desafio, Pobre o pássaro que perde o pio Mas se voar que voe em silêncio então, Pois será na beleza de uma paisagem que ele sentirá que a sua viagem jamais foi em vão.

⁠SEM NÓ NEM PIEDADE Todo o Ser Humano empreende os seus sonhos, que á vista dos menos despertos se tornam dispersos. Aos mais Adormecidos restam apenas as vicissitudes da vida, aos mais Despertos a paz que tarda a chegar num constante diário de guerra com um acervo de folhagem…
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⁠SEM NÓ NEM PIEDADE Todo o Ser Humano empreende os seus sonhos, que á vista dos menos despertos se tornam dispersos. Aos mais Adormecidos restam apenas as vicissitudes da vida, aos mais Despertos a paz que tarda a chegar num constante diário de guerra com um acervo de folhagem infinita. São como românticos escribas em extinção todos aqueles que se deleitam dia e noite, ao escrever de forma finita, cada vez que o Sol se ergue e cada vez que Sol se põe. Tal como a vida, as relações e as pessoas, a escrita tanto aproxima como afasta todo aquele que escreve ou todo aquele que lê, salvando-se momentaneamente os analfabetos que nos acompanham mas jamais impunes á justiça dos seus atos. Não esqueçamos nunca que, apesar de não saberem ler ou escrever, sabem perfeitamente ver, falar, ouvir e sentir.

⁠Dou por mim a pensar em tudo e dou por mim a pensar em nada Dou por mim a sentir tudo e dou por mim a sentir nada Dou por mim a falar acerca de tudo e dou por mim a falar acerca de nada
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⁠Dou por mim a pensar em tudo e dou por mim a pensar em nada Dou por mim a sentir tudo e dou por mim a sentir nada Dou por mim a falar acerca de tudo e dou por mim a falar acerca de nada Dou por mim a escutar tudo e dou por mim a escutar rigorosamente nada Dou por mim a fazer tudo e dou por mim a fazer nada Dou por mim a partir e dou por mim a regressar E entre o meio desses extremos vou verdadeiramente existindo, ciente de tudo aquilo que pretendo e de tudo aquilo que não pretendo O Passado que um dia foi Presente e Futuro O Presente que um dia foi Passado e que um dia será Futuro O Futuro que um dia foi Presente e Passado Simplesmente Ser

⁠A Queda ( de uma Folha ) Ó Vento que embala este meu corpo Que liberta os sentidos de uma doce melancolia
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⁠A Queda ( de uma Folha ) Ó Vento que embala este meu corpo Que liberta os sentidos de uma doce melancolia Ó Luz que invade e purifica os sentidos Que abraça enquanto o tempo pára Outrora Verde, corpo vestido de uma Primavera passada Hoje Castanho, corpo despido de um Outono presente “E doravante?” Doravante cá estarei de novo para mais uma dança dos sentidos

⁠Domingos Aos Domingos de uma qualquer semana, aprecio escrever pela noite dentro. Talvez porque esse Domingo seja o final ou então a preparação do início de uma nova etapa.
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⁠Domingos Aos Domingos de uma qualquer semana, aprecio escrever pela noite dentro. Talvez porque esse Domingo seja o final ou então a preparação do início de uma nova etapa. Escrevo e descrevo imensas memórias por vir, algumas de fazer chorar e outras de rir. Escrever é quase como fazer aquela viagem diurna de comboio inter-regional, sentado de início ao fim o mais junto da janela possível e com a cabeça encostada ao vidro de modo a abraçar silenciosamente toda aquela paisagem exterior. Paisagem essa que apenas estagna, tal e qual este corpo inerte e prostrado ao vidro da janela, quando a próxima paragem se avista. Através dessa janela vejo e sinto o que há além de mim, curiosamente muito menos daquilo que existe dentro de mim. Esteja parado ou em movimento, ambas locomotivas dos sentidos serão sempre um ponto de partida, de paragem e chegada independentemente de termos viajado num Domingo.

⁠A DICOTOMIA DA SOLIDÃO Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta. Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nos…
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⁠A DICOTOMIA DA SOLIDÃO Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta. Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais. A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade. Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento. Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só. Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.