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Outras frases de Ricardo Dias dos Santos

⁠Diz-me a música que compões e as líricas que escreves..dir-te-ei quem és
⁠A DICOTOMIA DA SOLIDÃO Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta. Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nos…
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⁠A DICOTOMIA DA SOLIDÃO Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta. Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais. A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade. Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento. Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só. Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.

⁠Domingos Aos Domingos de uma qualquer semana, aprecio escrever pela noite dentro. Talvez porque esse Domingo seja o final ou então a preparação do início de uma nova etapa.
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⁠Domingos Aos Domingos de uma qualquer semana, aprecio escrever pela noite dentro. Talvez porque esse Domingo seja o final ou então a preparação do início de uma nova etapa. Escrevo e descrevo imensas memórias por vir, algumas de fazer chorar e outras de rir. Escrever é quase como fazer aquela viagem diurna de comboio inter-regional, sentado de início ao fim o mais junto da janela possível e com a cabeça encostada ao vidro de modo a abraçar silenciosamente toda aquela paisagem exterior. Paisagem essa que apenas estagna, tal e qual este corpo inerte e prostrado ao vidro da janela, quando a próxima paragem se avista. Através dessa janela vejo e sinto o que há além de mim, curiosamente muito menos daquilo que existe dentro de mim. Esteja parado ou em movimento, ambas locomotivas dos sentidos serão sempre um ponto de partida, de paragem e chegada independentemente de termos viajado num Domingo.