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Frases de Renato Jaguarão

43 frases

⁠Morrer e Viver! Morrer! Todos vamos morrer, é um processo natural da vida, a diferença é o que deixamos, mas não falo de heranças, bens materiais, falo de história, obras e saudade, falo das escolhas que fizemos nessa curta vida que um ser maior nos proporcionou passar um tempo…
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⁠Morrer e Viver! Morrer! Todos vamos morrer, é um processo natural da vida, a diferença é o que deixamos, mas não falo de heranças, bens materiais, falo de história, obras e saudade, falo das escolhas que fizemos nessa curta vida que um ser maior nos proporcionou passar um tempo, por menor que ele seja é possível fazer muito ou pelo menos algo que seja lembrado, nada de impossível ou fantástico, apenas que marque sua passagem nessa odisseia chamada "VIDA" algumas pessoas precisam apenas uma atitude para serem lembradas para sempre, não é tamanho do feito que nos eterniza, mas sim, o quanto ele foi importante, temos a escolha de passar a vida assistindo, ser coadjuvante, ou fazer parte como ator principal. E o que importa tudo isso se vamos morrer? A resposta está no texto e na razão que cada um entende por VIDA.

⁠ Minha história. Era inverno naquele julho
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⁠ Minha história. Era inverno naquele julho A luz era do candeeiro A bóia carreteiro De charque ovelha e farinha A benzedeira, também rainha Das casa de tolerância Nas campanha de importância Pelo ofício de parteira Foi ali pela soleira Daquele bordel campeiro Que vi a luz por primeiro Na minha chegada ao mundo Num pelego lanudo Tapado por um xergão Nascia na Solidão Pros lado da Santa Vitória Donde por vez a memória Me vêm do inconsciente A origem de um vivente Se faz a vida e a história

⁠Simplicidade. Me faz falta a simplicidade. ... Do entardecer da campanha. ...
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⁠Simplicidade. Me faz falta a simplicidade. ... Do entardecer da campanha. ... O mate, dois dedo de canha. ... Até o naco de fumo. ... Acho que perdi o rumo. ... Quando me vim pra cidade. ... Onde me amadrinha a saudade. ... Na varanda do apartamento. ... Tentando buscar o vento. ... Que se foi com o minuano. ... Levando aquele paisano. ... De bombacha e chapéu largo. ... Revirando o gosto amargo. ... Do mate madrugueiro. ... Dos tempos de campeiro. ... Nos pagos da Fronteira. ... Daquela essência lindera. ... Do entardecer na querência. ... Me resta só a insistência. ... De lembrar o velho passado. ... Pra não perder o costume. ... E sentir por vez o perfume. ... Daquele cheiro de mato. Renato Jaguarão.

⁠ Naqueles tempos peleamos por Bento, Neto, Onofre e Canabarro, depois nos levantamos por Getúlio e na legalidade por Brizola, mas todos eram da pura cepa gaúcha, parte da nossa história... Minha pátria não é só vermelha, tampouco só verde amarela... "Minha pátria é vermelha, ve…
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⁠ Naqueles tempos peleamos por Bento, Neto, Onofre e Canabarro, depois nos levantamos por Getúlio e na legalidade por Brizola, mas todos eram da pura cepa gaúcha, parte da nossa história... Minha pátria não é só vermelha, tampouco só verde amarela... "Minha pátria é vermelha, verde e amarela e tem nome; Rio Grande do Sul" Renato Jaguarão

⁠(Assim quando me for) É lindo o findar de tarde Mirando aquele retosso
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⁠(Assim quando me for) É lindo o findar de tarde Mirando aquele retosso Daqueles tempos de moço No lombo do meu cavalo Era como um regalo Aquela vida lá fora O arrastar das esporas Pelo trilhar do galpão A eguada relinchando Silhuetando a manguera O João de barro a porteira O velho fogo de chão Depois chegava a pionada Naquela roda de mate Cada um dando um aparte Na trova que se estendia Daqueles findar de dia Ainda trago a memória Pra mim era propria glória Por ter nascido gaúcho Quem sabe ainda me toque No derradeiro final Quando se vai o bocal Por mais forte fora o tento Me reste ainda um momento Pra relembrar minha sina Dessa vida tiatina Lambendo o cocho de sal A velha cruz em sinal Na hora da oração Coloquem junto ao caixão O pavilhão tricolor Um lenço vermelho em cor Pra lembrar o gauderismo Minha vida de xucrimos E a minha declamação E se sobra um espacito Junto ao meu corpo judiado Meu violão do meu lado Pinho velho afinado Pra chegar no outro lado Já fazendo algum costado Uns verso bem declamado Pro patrão nosso Senhor... Renato Jaguarão.

⁠Velha estação. Velha estação, Local de chegada e partida,
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⁠Velha estação. Velha estação, Local de chegada e partida, Valente conservas ainda Pedaço da tua história, Daqueles dias de glória Resistes a força do tempo, Tal qual foras um templo, Que tantos destinos cruzou Alguns tu trouxe de longe, E outros pra longe levou, Agora te resta o silêncio, Tapera já sem serventia, O cincerro que judiaria, Nunca mais partida anunciou, O trilho enferrujou, O dormente apodreceu, Só quem te conheceu, Naqueles tempos dourado, Consegue te ver no passado, E o passado que o mundo perdeu... Renato Jaguarão

Os privilégios ⁠ Em um país onde milhões de brasileiros vivem com um salário mínimo que mal cobre as despesas básicas, é revoltante saber que existem servidores públicos recebendo salários que ultrapassam em muito o teto constitucional. O que era para ser uma exceção se tornou u…
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Os privilégios ⁠ Em um país onde milhões de brasileiros vivem com um salário mínimo que mal cobre as despesas básicas, é revoltante saber que existem servidores públicos recebendo salários que ultrapassam em muito o teto constitucional. O que era para ser uma exceção se tornou uma regra não escrita: a de burlar a lei com criatividade, penduricalhos e benefícios disfarçados de indenizações. A Constituição Federal é clara: o teto salarial do funcionalismo público está limitado ao valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. No entanto, na prática, esse teto virou uma ilusão. Auxílios diversos — como moradia, alimentação, transporte, e até mesmo o "auxílio livro" ou "auxílio creche" — são usados como artifícios para inflar os contracheques. Não são salários? Sim, são. Mas são mascarados para escapar da regra. Esses penduricalhos são verdadeiros insultos à população. Em muitos casos, juízes, procuradores e outros altos servidores recebem mais de R$ 100 mil por mês, enquanto professores, enfermeiros e policiais convivem com salários baixos, jornadas exaustivas e pouca valorização. O mais absurdo é que esses benefícios muitas vezes não são taxados, o que representa uma distorção fiscal ainda mais grave. Trata-se de um privilégio institucionalizado, sustentado por uma elite burocrática que legisla, interpreta e se beneficia. Não há como falar em justiça social ou em equilíbrio fiscal enquanto os maiores salários da República são pagos com dinheiro público e em total desrespeito à lei maior do país. Enquanto isso, governantes pedem "sacrifício" da população, promovem cortes em serviços essenciais e dizem que "não há dinheiro" para áreas como saúde, educação e segurança. A realidade é que o dinheiro existe, mas está mal distribuído — concentrado no topo de uma pirâmide de privilégios inaceitáveis. E o mais grave é que os mais penificiados por esses privilégios, são aqueles que deveriam fazer cumprir a lei, a constituição. Se queremos um Brasil mais justo, precisamos começar por respeitar a Constituição. E isso inclui cumprir, com rigor, o teto salarial. Acabar com os super salários não é apenas uma questão de economia, mas de justiça, decência e respeito ao povo brasileiro. Renato Jaguarão.

A Política e Seus Amores de Estação As lideranças políticas, assim como as estações do ano, vão se renovando com o tempo. Grandes nomes que um dia foram reverenciados acabam esquecidos, engolidos pelo ritmo veloz da história. Novas vozes surgem, ocupam palanques, inflamam multid…
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A Política e Seus Amores de Estação As lideranças políticas, assim como as estações do ano, vão se renovando com o tempo. Grandes nomes que um dia foram reverenciados acabam esquecidos, engolidos pelo ritmo veloz da história. Novas vozes surgem, ocupam palanques, inflamam multidões e, por vezes, também desaparecem — tudo é cíclico. Nada é eterno, nem mesmo na política. Ideias mudam. Posições mudam. Mas quem mais muda é o povo. Muda de opinião, de partido, de ídolo. Muda até de memória. É curioso como a admiração incondicional pode, de uma hora para outra, se transformar em desprezo absoluto. Que o diga Getúlio Vargas, questionado com dureza poucos dias antes de apertar o gatilho do próprio destino. O mesmo povo que o acusava foi às ruas em lágrimas, em um luto nacional tão apaixonado quanto a desconfiança que o antecedeu. Anos depois, foi a vez de Fernando Collor. Jovem, bem-apessoado, com discurso eloquente, conquistou a maioria esmagadora dos votos. Preferiram o novo ao conhecido — Brizola, Ulysses, Covas... velhos de guerra. Collor era a promessa embalada para o futuro. Mas o tempo, senhor das reviravoltas, mostrou que a política brasileira também ama com intensidade, esquece e julga com rapidez. A paixão na política é quase sazonal. Tem primavera e tem inverno. Quem não entender isso, corre o risco de se decepcionar profundamente. Talvez a única constante seja essa: a instabilidade dos sentimentos populares. Líderes vêm e vão, mas o ciclo — esse sim — permanece. Renato Jaguarão.

Vou calçar minhas alpargatas e voltar pra fronteira, vestir minhas bombachas, que há tempos estão guardadas, ajeitar minha boina, de lã crua encarnada.
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Vou calçar minhas alpargatas e voltar pra fronteira, vestir minhas bombachas, que há tempos estão guardadas, ajeitar minha boina, de lã crua encarnada. Quando chegar na minha terra, vou beijar o solo sagrado — por fim, ser feliz de novo, como era no passado.