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Frase de Renato Jaguarão

⁠Velha estação. Velha estação, Local de chegada e partida, Valente conservas ainda Pedaço da tua história, Daqueles dias de glória Resistes a força do tempo, Tal qual foras um templo, Que tantos destinos cruzou Alguns tu trouxe de longe, E outros pra longe levou, Agora te resta o silêncio, Tapera já sem serventia, O cincerro que judiaria, Nunca mais partida anunciou, O trilho enferrujou, O dormente apodreceu, Só quem te conheceu, Naqueles tempos dourado, Consegue te ver no passado, E o passado que o mundo perdeu... Renato Jaguarão

Renato Jaguarão

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Pensador.com

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POR ESSAS FRONTEIRAS Vou chegando despacito Assim pedindo permiso
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POR ESSAS FRONTEIRAS Vou chegando despacito Assim pedindo permiso Adentrando no galpão Cheguei hoje da fronteira De Santana com Rivera Tropeando léguas de chão Me espera o Aparício Nessa lida de Ofício De quem nasce pra ginete Gauderio de fundamento Forjado a quatro tentos Nas estâncias do Alegrete Por hoje peço pousada Amanhã pego a estrada Essa é a vida que escolhi Mais tarde na Madrugada Vamos quebrando geada Em direção a Quaraí Criado nessas fronteiras Cruzando as carreteiras Nem sei que lado nasci Gaúcho e castelhano Sou filho do minuano Com uma índia de Itaqui Neste pampa castelhano Me conhecem por paysano Origem de três bandeiras Com meu pala encarnado Sou herança do passado Dos tauras dessas fronteiras O meu pala correntino Que comprei lá na Argentina Quando andei em Uruguaiana Enxugou muitos lamentos Por juras de casamento Que fiz pra uma castelhana

Areeiro. Hoje, o sol escondido, fez sombra na barranca. O rio brilhou, mais que a nascente.
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Areeiro. Hoje, o sol escondido, fez sombra na barranca. O rio brilhou, mais que a nascente. Espelhou, Santa Rosa, escureceu o céu. João areeiro, transbordou a barca, planando na correnteza. Horizonte, incerteza, é o dia de amanhã. No cais aguarda o retorno, um filho uma mulher. No entardecer, correnteza bruta, que a vida leva de proa. A areia é a vida, o pão de cada dia. Espera Maria, a noite caiu. O filho chorou, o João não subiu. A tempestade sem aviso, não permitiu retornar. Jaguarão levou a barca, areeiro não tem mais a pá. Maria chorou para o rio, João, que não vai mais voltar.