Pular para o conteúdo

Frases de Reginalda Silva

81 frases

A luz na sala de aula Docentes esperançosos Põem fé nos estudantes
Continuar lendo

A luz na sala de aula Docentes esperançosos Põem fé nos estudantes Com a caneta nas mãos Seguem firmes, confiantes Mesmo com dificuldades Superando adversidades Que são muito semelhantes. Os livros são esquecidos Trocam por telas atraentes O saber fica abafado Nos olhares adolescentes Triste desmotivação Tornam mais dura a missão E a vida dos seus docentes. Muitos não têm base firme Falta apoio familiar Ninguém cobra, nem auxilia São poucos a colaborar Familiares pouco incentivam E os saberes não se ativam Chega é triste de lembrar. Há escolas sem recursos Faltando boa biblioteca Sem espaços pra reforço A aprendizagem resseca Não garantindo o saber Como é que vai crescer? Compromete até o ECA. O tempo voa, relógio gira Chegam as provas do ensino São demais as cobranças A cada menina e menino Se a leitura não fluir Como vitória conseguir? É grande nosso desatino. É preciso dar a ferramenta Com a letra, a interpretação Diminuir pessoas nas salas Aumentar a participação Buscar sempre dar um jeito Que haja ensino direito Com a mais pura atenção. Governos trazem projetos Com nomes e bons intentos Mas no meio do caminho Há falhas nos suprimentos Mesmo com bons objetivos Melhorando rotas e incentivos Ainda há muitos impedimentos. Professores não desistem Fazem círculo, roda, oficina Procurando dar atenção A quem falha e desanima Busca renovar a prática Agindo de forma empática Que o saber os ilumina. Mas quando a luz se acende Estudante, enfim, alcança A alegria é imensurável E a vida ganha esperança O sorriso vai prevalecer Pela vitória do saber E o fim da desconfiança. A satisfação é sem igual Como é chuva para o calor Vê-los o mundo decifrar Com mente livre e mais sabor Mais que o salário a ganhar É a certeza de transformar A educação com muito amor.

Votar: uma conquista feminina No tempo em que a voz calava E o voto era só dos varões
Continuar lendo

Votar: uma conquista feminina No tempo em que a voz calava E o voto era só dos varões A mulher enfrentou tudo Rompeu cercas e imposições Com coragem e rebeldia Fez ecoar sua ousadia Mudando leis e corações. Foi luta dura e demorada Muitas vozes, mãos erguidas Que nada mais aceitaram Senão justiça em suas vidas Com força, fé e resistência Cravaram na lei a consciência Que mulheres são resolvidas. Mil novecentos e trinta e dois Ano que o direito chegou Pela primeira vez voto feminino E o mundo novo despontou Nas urnas brilhou a esperança De gente cheia de confiança Que a igualdade semeou. Assim, a cada nova eleição É comemorada essa vitória Mulher votando é conquista É traço vivo da história Cada voto é ato sagrado Um passo firme e marcado Na estrada da bela trajetória. E mais bonito ainda é ver A mulher eleita também defendendo com voz firme O povo, o justo e o bem Com olhar de sensibilidade Com gesto de força, verdade E o poder que a fé contém. Hoje o voto é ferramenta De mudança e decisão A presença delas na urna É raiz de transformação Seja no cargo ou no discurso Dá novo rumo ao percurso Com coragem e coração. Cada voto feminino é chama Que ilumina a democracia Gesto que o tempo não apaga É liberdade, beleza, energia É o direito que não se cala É o futuro que se embala No sonho nosso de cada dia. Mulher que vota faz história Mulher que luta faz nação Com sua força e riqueza Dá ao mundo boa direção. Que cada urna ecoe o grito De um tempo novo bendito Feito de fé, força e superação.

Entre a caneta e o silêncio Como professora, caminho... não sobre chão firme,
Continuar lendo

Entre a caneta e o silêncio Como professora, caminho... não sobre chão firme, mas sobre cacos de expectativas e pós de esperança. Cobram de mim o impossível: números que sorriam para relatórios, metas que brilhem nos gráficos, resultados que não cabem no peito, mas são expostas em planilhas frias. Na sala de aula, ecoam não vozes curiosas, nem sussurros em busca de saber, mas do peso do desinteresse. Olhares vagos, mãos cansadas antes mesmo de escrever, corações distraídos pela promessa fácil de um benefício que paga a presença, mas não compra o desejo de aprender. O apoio? Palavra bonita nos discursos, mas ausente no cotidiano. As leis que um dia protegeram vão se dissolvendo como tinta velha sob a chuva. E o que sobra? Um palco de cobranças e a plateia da indiferença. As famílias, cansadas, omissas ou descrentes, entregam seus filhos e filhas como se fossem um pacote: "Está aqui. Ensine. Cuide. Resolva. Eduque." Os governos, contadores de cifras, olham para o professor e veem um custo, não um pilar, muito menos investimento. “Os professores ganham muito, incham a folha, têm muitos direitos, férias duas vezes ao ano, piso salarial, gratificações, recompensas, rateios... ganham apenas por quatro horas de trabalho E ninguém vê as horas roubadas de nossas famílias, de nosso lazer, de nossa saúde. Querem índices querem estatísticas, querem provas, querem resultados sorridentes, mesmo que as almas chorem. A carreira… longa estrada de títulos caros para salários curtos, onde a gratificação é um remendo que nunca vira tecido inteiro. Trabalhar muito, viver pouco. E o docente, esse resistente, esse malabarista de sonhos, continua ali, mesmo quando o respeito já não chega, mesmo quando a violência não é só física, mas se infiltra como veneno lento no corpo e na mente. Um dia, perguntaremos: O que fizemos da educação? Transformamos o mestre em operário de metas, a sala de aula em linha de produção, o saber em moeda barata. E, talvez tarde demais, descobriremos que sem professor não há futuro que se escreva.