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Frases de Raye Sinclair

14 frases

Sonhei com um amor sereno, quase cais, encontrei ondas cruéis, altas demais. Tentei ficar, tentei não me perder,
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Sonhei com um amor sereno, quase cais, encontrei ondas cruéis, altas demais. Tentei ficar, tentei não me perder, mas amar virou aprender a morrer. Entre versos, naufrágios e solidão, só o tempo me salva desse mar no coração.

Por que você não ficou? Você prometeu… Prometeu que não ia desistir,
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Por que você não ficou? Você prometeu… Prometeu que não ia desistir, que ia lutar, que ia insistir. Prometeu que não ia me deixar, que ia ficar, que ia me amar. Eu tentei tanto te fazer voltar, mas foi você quem decidiu soltar. Eu fui tão irrelevante assim? Foi por isso que escolheu esse fim? Você me magoou, eu sei, mas mesmo assim você prometeu — e eu acreditei. Eu ainda te quero, me sinto patética, confesso. Ainda sinto sua falta, mesmo você deixando claro que não sente a minha. Não importa quantas pessoas eu beijei, com nada isso se compara, eu sei. Caminhar de mãos dadas com você era tudo o que eu queria reviver. Eu também errei, eu sei, mas quem viu as noites que chorei? Quem ouviu meu peito em dor? Quem sentiu o peso do amor? Você realmente se importa? Ou tudo isso foi só uma história torta?

Eu te odeio. Odeio seus olhos — esse brilho indecente, como se não tivesse feito nada,
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Eu te odeio. Odeio seus olhos — esse brilho indecente, como se não tivesse feito nada, como se eu não fosse o acidente. Odeio seus cabelos — leves, ao vento, caindo no lugar com perfeição, enquanto em mim só sobrou desalento e um nó permanente no coração. Odeio seus lábios — precisos, cruéis, sussurrando promessas rasas demais, palavras bonitas, verdades infiéis, que ficaram presas nos meus finais. Eu te odeio, porque tudo em você ainda encanta, mesmo depois de ferir. E talvez esse ódio que eu canto seja só amor que eu não consigo admitir.

São Paulo, 02 de junho de 2025 Para meu amor secreto, Tenho pensado — com inquieta frequência — em tuas faces rosadas.
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São Paulo, 02 de junho de 2025 Para meu amor secreto, Tenho pensado — com inquieta frequência — em tuas faces rosadas. E me pergunto: por quê? Por que tua risada calorosa ainda ecoa mesmo no silêncio? Por que tua voz gentil persiste em minha mente como um doce tormento? Por que teu suave cheiro dança no ar que respiro? Por que teu sorriso surge no instante em que fecho os olhos? E por que teu olhar intenso me causa profundos arrepios? Tenho imaginado — com covarde frequência — como seria tua quente companhia a me agraciar a cada dia, e teu corpo macio a se entrelaçar ao meu a cada noite. Sim, teu belo rosto habita meus pensamentos — a cada abrir e fechar de olhos, a cada maldita batida deste meu coração condenado. Sim, estou condenada a viver por ti, mas não contigo. Condenada a amar-te em segredo. Condenada a não tê-la. Condenada a vê-la amar outra. E agora, nesta noite fria, escrevo uma carta que jamais lerás, enquanto minhas lágrimas rolam. Pois tu jamais me amarás.

Num dia de sol, num parque em flor, Cercado por risos, calor e amor, Uma garota de alma tão pura,
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Num dia de sol, num parque em flor, Cercado por risos, calor e amor, Uma garota de alma tão pura, Viu algo no chão que pedia ternura. Um corvo caído, sujo e ferido, De olhar apagado, peito oprimido. Os outros diziam: “Não toque, não veja, Ele vai te ferir, trazer só peleja.” “Esse corvo é livre, não sabe ficar, Mesmo se curado, vai te abandonar. Leva doenças, te fere em vão, Não merece abrigo, nem teu coração.” Mas ela, teimosa, quis insistir, Achou que amor pudesse redimir. Cuidou com carinho, limpou sua dor, Mesmo sendo arranhada sem pudor. Com dedos sangrando, ainda assim sorria, Mesmo quando a alma já não resistia. Ignorou alertas, deixou-se doer, Acreditou que amor pudesse o corvo deter. E então, num dia tão claro quanto o primeiro, O corvo se ergueu, virou passageiro. Abriu suas asas, cortou o céu, Sem olhar pra trás, sem um gesto fiel. Não foi por maldade ou falta de afeto, Mas o corvo é assim — livre, inquieto. A garota ficou, com o peito em pedaços, Percebeu que amor demais também deixa espaços.

És deslumbrante, estrela caída, expulsa do céu, mas plena de vida. Tão radiante que o firmamento não suportou,
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És deslumbrante, estrela caída, expulsa do céu, mas plena de vida. Tão radiante que o firmamento não suportou, e foi na Terra que teu brilho repousou. Carrega em si uma luz verdadeira, nascida do íntimo, pura e inteira. Não depende de nada, nem de ninguém, é chama eterna que sempre convém. Tua beleza é etérea, serena canção, suave qual pena em lenta ascensão, sagrada qual lágrima em prece de Deus, um mistério guardado nos olhos teus. És tão bela quanto a risa infantil, quanto a sinfonia que toca sutil. E entre todas as mulheres que eu já vi, nenhuma jamais se compara a ti.

Eu almejo Mas não ajo Eu amo
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Eu almejo Mas não ajo Eu amo Mas não exijo Eu fico aqui Fingindo que não dói Fingindo que não sinto Como se o vazio não falasse comigo Lembrando do que nunca aconteceu Esperando o que nunca existiu

31 de outubro Você nem deve mais lembrar do significado Você se declarou no fim da tarde
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31 de outubro Você nem deve mais lembrar do significado Você se declarou no fim da tarde E eu me calei, fraca, quase covarde Eu estava tão nervosa naquela hora Mas tudo isso soa patético agora Eu amadureci Cresci E você segue na mesma insensatez Cadê aquela sua tão famosa lucidez? Você fingiu ser quem não era Prometeu, encenou, e depois foi embora Doeu Mas saiba: você me perdeu Perdeu alguém que moveria montanhas Que estaria ali todas as manhãs Alguém que te amaria na pior fase E não fugiria atrás de um disfarce Agora aguente sustentar essa farsa fria Você está fadada a fingir dia após dia Tudo porque não conseguiu ver claramente O que tinha nas mãos — de forma evidente Eu faria tudo Agora fique no mudo

Às vezes me pego rindo pro nada — é que pensei em você, pode ter certeza. Pensei em como é linda,
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Às vezes me pego rindo pro nada — é que pensei em você, pode ter certeza. Pensei em como é linda, como um quadro renascentista. Depois, lembrei da sua voz, mais doce que qualquer melodia de Cazuza. Aí vieram nossas conversas, e um frio bom percorreu minha barriga. Soltei uma risada tão genuína que pareci criança vendo o coelhinho da Páscoa. No fim, percebi: você não sai da minha cabeça

O tempo, que um dia foi quente como o abraço de uma mãe,
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O tempo, que um dia foi quente como o abraço de uma mãe, aprendeu a ser frio — uma noite de inverno sem estrelas para guiar. Sempre soube: não existe para sempre. Mas não imaginei que o fim chegaria tão cedo, nem que a solidão soubesse meu nome tão rapidamente. Era o mesmo lugar, a mesma paisagem, mas o mundo muda quando as estações mudam e as pessoas também. O que antes era riso agora pesa no peito, memória que fere, sorriso que dói. Disseram que o “felizes para sempre” acaba. Eu ouvi, mas não acreditei. O frio tocou meu rosto como um despertar brusco, um tapa da realidade. Acabou. De verdade. E só então entendi: promessas sem ação são vazias, e ninguém vence uma guerra lutando sozinho por amor.

Eu me apaixonei pela lua. Me perguntam por que não consigo seguir em frente. Eu também não sei.
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Eu me apaixonei pela lua. Me perguntam por que não consigo seguir em frente. Eu também não sei. Talvez porque seu brilho me guiou quando tudo estava escuro, porque sua aura me aqueceu quando eu tremia por dentro, porque sua beleza me hipnotizou sem pedir permissão. Eu me apaixonei pela lua. Mas o que antes parecia tão perto se tornou distante demais. Eu tento esquecê-la, de verdade, eu tento, mas basta olhar para o céu para lembrar que não posso tocá-la. Dói tanto — e ela nem parece se importar. Ela não se importa, apenas brilha para outros. Por que eu não posso ser única, uma única vez? Por que ela me fez amá-la tanto se no final iria embora? Eu me apaixonei pela lua e, nesse processo, parei de gostar de mim. Amei demais e esqueci que existo. Ela continua entre as estrelas, brilhando, intocável. Por que eu me apaixonei pela lua? Não era óbvio que ela nunca seria minha? É a lua, afinal. Ela nunca me pertenceu e nunca vai pertencer.

Percebi minhas pupilas dilatarem sempre que penso em você, sinais que o corpo tentou me dar
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Percebi minhas pupilas dilatarem sempre que penso em você, sinais que o corpo tentou me dar e eu fingi não perceber. Meu corpo arrepia ao te ver, mesmo tentando disfarçar, eu deveria ter entendido antes de te deixar escapar. Era amor no que eu não disse, no que deixei pra depois, achei que o tempo esperava, mas ele nunca esperou nós dois. Agora resta essa aflição de um amor que acordou tarde demais, eu te perdi antes de você saber e não voltará jamais.

Achei que eu estivesse apaixonada Eu realmente achei que te amava Mas a cada palavra dura que você soltava
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Achei que eu estivesse apaixonada Eu realmente achei que te amava Mas a cada palavra dura que você soltava Eu lembrava do porquê minhas dúvidas ficavam Eu mandava mensagem primeiro Você respondia sempre com tédio Eu tocava, buscava o jeito E você parecia em constante receio Me disseram que intensidade não vale a pena Mesmo assim, jurei que você fosse minha princesa encantada Por que eu não notei antes? Dizíamos ser amantes Mas éramos tão distantes Eu me perdi focando em poucos instantes Eu não te odeio, de verdade Só não reconheço quem você foi pra mim Achei que você fosse meu recomeço, minha chance Mas me iludi — e esse foi o fim.

Do que seria o céu sem tua graça? Nada, eu suponho. Pois tu és luz — é alívio.
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Do que seria o céu sem tua graça? Nada, eu suponho. Pois tu és luz — é alívio. Teu corpo é abrigo onde minha alma deseja repousar. Teu sorriso é sol, que faz tudo iluminar. Tua voz é o sonho do qual quero sempre lembrar. Admiro cada detalhe daquela que é minha — meu olhar foi feito só para contemplá-la. Tua presença é minha única alegria nesta vida que tanto pesa Por ti ando, por ti respiro, por ti existo. E então me pergunto: como esta alma solitária viveria sem tua doce presença? Por isso insisto: do que seria o inferno com tua graça? Tudo, eu suponho.