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Frase de Raye Sinclair

Num dia de sol, num parque em flor, Cercado por risos, calor e amor, Uma garota de alma tão pura, Viu algo no chão que pedia ternura. Um corvo caído, sujo e ferido, De olhar apagado, peito oprimido. Os outros diziam: “Não toque, não veja, Ele vai te ferir, trazer só peleja.” “Esse corvo é livre, não sabe ficar, Mesmo se curado, vai te abandonar. Leva doenças, te fere em vão, Não merece abrigo, nem teu coração.” Mas ela, teimosa, quis insistir, Achou que amor pudesse redimir. Cuidou com carinho, limpou sua dor, Mesmo sendo arranhada sem pudor. Com dedos sangrando, ainda assim sorria, Mesmo quando a alma já não resistia. Ignorou alertas, deixou-se doer, Acreditou que amor pudesse o corvo deter. E então, num dia tão claro quanto o primeiro, O corvo se ergueu, virou passageiro. Abriu suas asas, cortou o céu, Sem olhar pra trás, sem um gesto fiel. Não foi por maldade ou falta de afeto, Mas o corvo é assim — livre, inquieto. A garota ficou, com o peito em pedaços, Percebeu que amor demais também deixa espaços.

Raye Sinclair

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Pensador.com

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Sonhei com um amor sereno, quase cais, encontrei ondas cruéis, altas demais. Tentei ficar, tentei não me perder, mas amar virou aprender a morrer. Entre versos, naufrágios e solidão, só o tempo me salva desse mar no coração.

Eu te odeio. Odeio seus olhos — esse brilho indecente, como se não tivesse feito nada,
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Eu te odeio. Odeio seus olhos — esse brilho indecente, como se não tivesse feito nada, como se eu não fosse o acidente. Odeio seus cabelos — leves, ao vento, caindo no lugar com perfeição, enquanto em mim só sobrou desalento e um nó permanente no coração. Odeio seus lábios — precisos, cruéis, sussurrando promessas rasas demais, palavras bonitas, verdades infiéis, que ficaram presas nos meus finais. Eu te odeio, porque tudo em você ainda encanta, mesmo depois de ferir. E talvez esse ódio que eu canto seja só amor que eu não consigo admitir.

Por que você não ficou? Você prometeu… Prometeu que não ia desistir,
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Por que você não ficou? Você prometeu… Prometeu que não ia desistir, que ia lutar, que ia insistir. Prometeu que não ia me deixar, que ia ficar, que ia me amar. Eu tentei tanto te fazer voltar, mas foi você quem decidiu soltar. Eu fui tão irrelevante assim? Foi por isso que escolheu esse fim? Você me magoou, eu sei, mas mesmo assim você prometeu — e eu acreditei. Eu ainda te quero, me sinto patética, confesso. Ainda sinto sua falta, mesmo você deixando claro que não sente a minha. Não importa quantas pessoas eu beijei, com nada isso se compara, eu sei. Caminhar de mãos dadas com você era tudo o que eu queria reviver. Eu também errei, eu sei, mas quem viu as noites que chorei? Quem ouviu meu peito em dor? Quem sentiu o peso do amor? Você realmente se importa? Ou tudo isso foi só uma história torta?

Do que seria o céu sem tua graça? Nada, eu suponho. Pois tu és luz — é alívio.
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Do que seria o céu sem tua graça? Nada, eu suponho. Pois tu és luz — é alívio. Teu corpo é abrigo onde minha alma deseja repousar. Teu sorriso é sol, que faz tudo iluminar. Tua voz é o sonho do qual quero sempre lembrar. Admiro cada detalhe daquela que é minha — meu olhar foi feito só para contemplá-la. Tua presença é minha única alegria nesta vida que tanto pesa Por ti ando, por ti respiro, por ti existo. E então me pergunto: como esta alma solitária viveria sem tua doce presença? Por isso insisto: do que seria o inferno com tua graça? Tudo, eu suponho.