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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Quando se poeta O poeta eterniza De forma indireta
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Quando se poeta O poeta eterniza De forma indireta Que não se divisa Amor da dor numa meta... E assim, profetisa Na paixão seleta Um coração de brisa Uma rima sem seta Na inspiração sacerdotisa... Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano Poeta mineiro do cerrado

SONETO NUM ATO Em ti tem de mim pedaço Num espectro multicor
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SONETO NUM ATO Em ti tem de mim pedaço Num espectro multicor Emergido passo a passo Num coração ao dispor Em ti encontro compasso No olhar que oferece flor Por ti o meu afeto é laço Num sonho terno e coesor O meu corpo por ti é espaço Sinto em ti desejo condutor De calor no apego e abraço És tudo neste ato maior No meu mundo, regaço Na emoção, o meu amor! Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

CORTEJO De que vale evitar a morte, indesejada Se para o silêncio do chão é o fado
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CORTEJO De que vale evitar a morte, indesejada Se para o silêncio do chão é o fado Pois, o que parte, no óbito é calçado E com solidão a personagem é levada Com que cortejo desfilar no cerrado Se o culto deveria estar na jornada No forrar o cascalho da árida estrada E não suspiros ao morto derramado Que importância terá a vida finalizada Se o elo no amor, então, não foi selado E tão pouco, a vida, daquele, foi amada Pra nada adianta ter tarde vazio agrado Se de volta ao pó, a alma é consagrada Deixe as rosas de lado, e avance calado Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

Ronda (soneto) Esta noite com a lua vou confidenciar As minhas lembranças mais secretas
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Ronda (soneto) Esta noite com a lua vou confidenciar As minhas lembranças mais secretas Numa vigia nas memórias prediletas Que na vida me fizeram assim sonhar Nestes eflúvios aos sons de trombetas Do crepúsculo do cerrado, quero poetar Nos braços da emoção, então devanear Em suspiros, delírios em cores violetas Sim, serão sensações na alma a enlear De um amar nos jardins das borboletas Das ilusões, assim, ter vontade de voltar E aí, então, neste cenário de profetas Quero nesta ronda poder eternizar O soneto: em linhas, curvas e retas Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

VIDA EM APRECIAÇÃO (soneto) Lancei minha sorte aos ventos Escrevi no reverso varia poesia
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VIDA EM APRECIAÇÃO (soneto) Lancei minha sorte aos ventos Escrevi no reverso varia poesia Tive amor, devaneios e fantasia Nas aventuras, radicais eventos Que nem sempre foram tirania Ou tão universais sentimentos E de cada um eu fiz momentos Não soube lhe dar com vilania E assim, nas ramas dos lamentos No meu quintal plantei harmonia Para alastrar somente portentos Então, nesta hera de ter ousadia Féis e fecundos foram os alentos Na desventura, novo foi outro dia Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

CASCALHOS Pelos cascalhos do cerrado Caminhei pela sequiosa luz
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CASCALHOS Pelos cascalhos do cerrado Caminhei pela sequiosa luz Hoje me resta temor calado Na saudade que me conduz Pelas tronqueiras de ser feliz Passei por vagalume alado Quis ser sábio e nunca juiz Do amor por mim poetado E no que me resta, vou além Porém, o afeto levo também Pois, ele no peito me seduz Como não querer a mudança? Se as dores são de esperança E na alma se é um aprendiz... Luciano Spagnol Agosto, 2016 Cerrado goiano

AMIGOS (soneto) Onde estarão os amigos na amizade Aqueles que trilharam ao nosso lado
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AMIGOS (soneto) Onde estarão os amigos na amizade Aqueles que trilharam ao nosso lado Na diversidade, no momento calado Ou aquele aliviado pela boa vontade Por onde andarão, tivemos um passado Insólitos prazeres, manhas e civilidade Os perdoados e os ainda na rivalidade Apontados na memória com bom grado Tem também os de nossa intimidade Tão queridos e pelo coração amado Sempre relembrados com felicidade Todos no meu poetar com significado Com muita e deveras grande saudade Aqui vai o meu sincero, muito obrigado! Luciano Spagnol Agosto, 2016 Cerrado goiano

No dia em que sozinho, sinto solidão o meu poetar só, poeta solitário um novo poema saído do porão
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No dia em que sozinho, sinto solidão o meu poetar só, poeta solitário um novo poema saído do porão da alma, num ermo cenário da imaginação em evazão. Então, debruçado no vazio temerária da concepção, a retraída inspiração, versa unitário... Luciano Spagnol Cerrado goiano

TOLERÂNCIA (soneto) Não venho aqui me desculpar com perdão e nem tão pouco desfiar verso plangente.
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TOLERÂNCIA (soneto) Não venho aqui me desculpar com perdão e nem tão pouco desfiar verso plangente. Aqui declamo o que o coração deverás sente onde há mais que tesa regra ou justificação Não façamos ouvidos surdos a toda gente no cada qual com a sua escolha ou razão. Gratuita é a liberdade ofertada na emoção tal qual cor na aquarela se faz diferente Se amar é gesto que nos traz comunhão porque assombra o fluxo contracorrente? Pois na sombra não se erigi plena visão É aflitivo crer que desafeto seja recorrente da intransigência na diversidade de opinião. Pois, a quem ama, a tolerância é presente... Luciano Spagnol Agosto, de 2017 Cerrado goiano

INCERTEZAS (soneto) A paixão é como um denso nevoeiro que deixa a visão sem o ver cristalino
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INCERTEZAS (soneto) A paixão é como um denso nevoeiro que deixa a visão sem o ver cristalino tem um avanço lépido, feroz e ligeiro ficamos à deriva, à mercê do destino Nela, o momento se faz prazenteiro nos levando ao extremo do desatino acreditando ser o único verdadeiro instante, sem ver o constante ensino E vem, então, diversa outra direção norteando com questão a emoção que o curso é incerto, difícil chegar Tenhamos, pois, no lasso coração, paz nos desafios, pois o desatino é incapaz de saber quando na paixão vai-se amar Luciano Spagnol 02 de Agosto de 2017 Cerrado goiano

SONETO EM PRECE Chia o dia na vida afora o muro Num barulho no seu vai e vem
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SONETO EM PRECE Chia o dia na vida afora o muro Num barulho no seu vai e vem Tinindo o relógio o som também Num soar seco e deveras duro Passa a hora e no tempo refém As saudades, realidade e futuro E nesta velocidade fico inseguro Aí eu me agarro no que se tem Parto em busca do que procuro Nada sei e não é nenhum desdém Pois, como cego trilho no escuro E nesta de cair, levantar, ir além Vou com fé e prece, então, aventuro Assim, quem sabe, diga: Amém! Luciano Spagnol 01 de agosto, 2016 Cerrado goiano

SONETO ATORMENTADO Fere o silêncio da áspera madrugada no cerrado, um árido vento plangente
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SONETO ATORMENTADO Fere o silêncio da áspera madrugada no cerrado, um árido vento plangente que golpeia minha alma ali presente com saudade em mácula mal curada Busco iludir-me que o zunido em toada nada mais seja que ilusão descontente daquela que põe angústias na gente para deixar solitário e a ventura calada E o vento insiste, persiste e não desiste cortando a paz da noite com ruído triste avivando a dor em suspiro redundante Se soubesse quanta nostalgia desgarra o vento teria dó e não seria tão fanfarra e muito menos nesta solidão tão falante Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

CONFISSÃO Perdoa, pelos tantos erros perpetrado Pela omissão que em mim acaso calei
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CONFISSÃO Perdoa, pelos tantos erros perpetrado Pela omissão que em mim acaso calei A confissão que na falta não confessei Num tal medo do ser réu no ser culpado Perdão, se dos enganos eu pouco falei Quando o silêncio tinha de ser quebrado E a confidência na confiança ter selado Mas, na insegurança a coragem hesitei Na utopia do outro que era equivocado Levei a ilusão de que ser manhoso é rei E que num novo dia novo renascia o fado Se, cedo ou tarde, confesso que errei Às tantas palavras, se foram desagrado Perdoa, a nímia mácula que eu causei Luciano Spagnol Julho, final, 2016 Cerrado goiano

Se tento recordar, choro nas emoções Se tento me conter, não sei me achar Se tento ponderar, me firo em aguilhões
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Se tento recordar, choro nas emoções Se tento me conter, não sei me achar Se tento ponderar, me firo em aguilhões E assim, sou e nada sou, neste caminhar Vou indo, paro, e novamente caminhando Na busca te ser e ter o antigo e novo olhar Luciano Spagnol Cerrado goiano

EXILADO Quem jogou na minh'alma essa solidão Que brada angústia com gosto amargo
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EXILADO Quem jogou na minh'alma essa solidão Que brada angústia com gosto amargo E à ardente boa ventura causa embargo Encarcerando está ânsia no meu coração Quem com mãos frementes teve encargo De incinerar com silêncio toda a emoção Se o amor no viver necessita de sedução E o fado no ter sorte quer este desencargo Assim, como então sair duma maldição Oh! Doce e pura felicidade, de olhar argo Observe, e neste exílio me traga solução Ah! Desventurado e vil desígnio letargo Que me vê nesta temerosa e fria prisão E me algema sem qualquer desembargo Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano

SONETO EM FRUSTRAÇÃO Eu queria compor um soneto diferente daqueles com harmonia na melodia
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SONETO EM FRUSTRAÇÃO Eu queria compor um soneto diferente daqueles com harmonia na melodia que nenhum outro já o tenha na poesia onde ele possa ser o pódio da gente Assim quero a inspiração com energia e que no tempo possa ser ingente tão e tanto que seja bem inteligente e a todos reconhecido como ousadia Tento escrever e só tem rima inocente num papalvo poetar, sem a tal magia e no complexo o inopinado ausente Vendo que da mesmice ele não sairia fico no comum e do belo pendente e assim me conformo com sua amorfia Luciano Spagnol Julho, 2016, final

SONETO INDIGNADO Estes do profundo da indignação Escritos com o verso suado
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SONETO INDIGNADO Estes do profundo da indignação Escritos com o verso suado Saem dos gemidos do coração Em tosco lamento articulado A quem, senão a ti, oh emoção Objeto do sentido privado Pode escorrer pela devoção Dum amor para ti devotado E se notares são tão rebuscado Aqui perfilado num certo cuidado Do afeto que foi centro dos pesares Saiba que neste indgnado soneto A ânsia, a lágrima aqui no cerrado Jamais será reza em teus altares Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano