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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Chega à noite, põe-se a luz do sol no fronho. Acende-se as estrelas para alumiar o nosso sonho. Luciano Spagnol
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Chega à noite, põe-se a luz do sol no fronho. Acende-se as estrelas para alumiar o nosso sonho. Luciano Spagnol Cerrado goiano

PARALELA (soneto) Deixe o sorriso adentrar a janela Do viver, traga luz na escuridão
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PARALELA (soneto) Deixe o sorriso adentrar a janela Do viver, traga luz na escuridão Aprecie a rosa desde ser botão Designe a vida a ser leve e bela Tenha no rosto só boa expressão Sofrer em vão põe dor na cancela Da felicidade, então permita a ela Inundar-ti por todo o seu coração Transborde de harmonia, seja dela A lamúria destila toda boa emoção Nesta reta com amor trace paralela Estar vivo é um motivo de gratidão Pense positivo, e dele tenha tutela Ser feliz traz sonhos, é pura razão! Luciano Spagnol Agosto/ 2016 Cerrado goiano

SONHOS (soneto) Vou hastear meus sonhos lá no alto onde o céu desabotoa o caminho
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SONHOS (soneto) Vou hastear meus sonhos lá no alto onde o céu desabotoa o caminho o vento sopra a brisa de mansinho e as estrelas poetam como arauto Quero sair deste meu desalinho dum fado de dano sem incauto tal qual ao por do sol do planalto que matiza o olhar com carinho Quero ter simplicidade, e afeto deixar as quimeras sem parede e a ilusão livre, fluindo pelo teto E assim, a boa nova que venha seja recebida com afago e sede e no meu eu, o amor convenha... Luciano Spagnol Agosto/ 2016 Cerrado goiano

ESPELHO (soneto) Este vulto no espelho na minha frente Serei eu dividido numa só consciência
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ESPELHO (soneto) Este vulto no espelho na minha frente Serei eu dividido numa só consciência Desta visão exata, é outra referência De um tempo de longa data, vertente Que ilusão quer iludir minha inocência Refletindo cabelos alvos tão aparente Num eu outro, ignoto por minha mente E tão desfigurado nesta contundência Será meu eu, além de mim, reluzente Se não vejo em nada alguma ausência E precisa é a reverberação ali poente É! Terei que me deixar nesta essência Ser dois neste espelho integralmente E uma só pessoalidade em gerência. Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

Num veloz piscar, tudo passa e não para Segue adiante, um instante, tempo vivido E no mesmo sentido, as marcas na cara
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Num veloz piscar, tudo passa e não para Segue adiante, um instante, tempo vivido E no mesmo sentido, as marcas na cara Vindas, amores, idas, flores, no existir diluído Não compensa o ódio, a nada se compara Pois, tudo se desfaz logo ali, no jazigo... Viver é breve, deve ser leve, uma peça rara! Luciano Spagnol Agosto/2016 Cerrado goiano

SONETO COM QUIMERA Estás onde, amor? O peito clama a tua imagem nos desejos chora
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SONETO COM QUIMERA Estás onde, amor? O peito clama a tua imagem nos desejos chora a poesia sem ti assim vai embora o leito está morno, e sem chama Fico imaginando teu olhar agora no meu olhar enflorar em rama invadindo meu corpo, que flama em afagos de tempos de outrora Vem! Não me deixes aqui tão só num tal vazio laço de um uno nó e no silêncio que fere com solidão É um amor tão ausente que dá dó na afável emoção faz um forrobodó e traz ganido no saudoso coração Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

CICATRIZ (soneto) Vou tirar você da minha história Arrancar-ti do meu olhar infeliz
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CICATRIZ (soneto) Vou tirar você da minha história Arrancar-ti do meu olhar infeliz Se ainda insepulto tenho a raiz Porque vivo estava na memória Mas agora, te poetarei com giz E na trilha outrora contraditória Desta dor não terei escapatória Se não sair, pois pouco me quis E não ouse ter alguma rogatória Te doei muito, e muito por nós fiz Nesta toda tão pugnada trajetória Tenhas sorte na sua nova diretriz Pois eu terei, e não é só vanglória É a certeza da cura desta cicatriz Luciano Spagnol 13 de agosto, 2016 Cerrado goiano

SONETO TEMPORAL Querer os sonhos dos dezessete Quando já passou dos cinquenta
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SONETO TEMPORAL Querer os sonhos dos dezessete Quando já passou dos cinquenta É quimera que pouco se aguenta Já as horas, nos estende o tapete De repente, tão frágil, e tão atenta A vida nos põe atrás dum colchete Deixa de dar rosas num ramalhete Pra dar a proximidade dos setenta É o tempo no tempo por um filete Pensamento com voz barulhenta E expectativa grifada num bilhete Os passos tintos na cor magenta A idade lenta, o querer em falsete O amor, ah o amor, este ementa Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

FELIZ DIA DOS PAIS, aos presentes e ausentes, em nossas vidas contundentes... SONETO AO MEU PAI Oi pai, escuta minha voz dai distante
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FELIZ DIA DOS PAIS, aos presentes e ausentes, em nossas vidas contundentes... SONETO AO MEU PAI Oi pai, escuta minha voz dai distante A saudade é redundante, é impotência A falta de teu tom forte me é constante A vida sente a lacuna da tua existência A roseira do jardim é lembrança radiante Ter tido os teus ensinamentos, essência guardadas no peito aqui tão palpitante. Neste dia dos pais, a minha reverência Ei pai, perdoa as falhas por mim operante Se fui negligente foi por pura contingência Pois, no meu amor és um amor gigante Nas minhas veias corre a tua aparência Na concepção o que sou, teu semelhante No coração, a nostalgia de tua ausência... Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

SONETO DA VOLTA Estou de volta, intento por aqui ficar nos caminhos busquei novos planos
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SONETO DA VOLTA Estou de volta, intento por aqui ficar nos caminhos busquei novos planos no passado ficou a chaga a sangrar. Sim tive erros, e também enganos... No perdão, pude então saber perdoar tudo é veloz, e passa por nós os anos assim, o fado me atendeu para voltar pois, nas orações remi de meus danos Nas minhas desventuras, soube amar nas tristuras, agora quero dias ufanos por lá fechei o ciclo de ter que cuidar Na mala, pouco trago pesares tiranos pois, aqui está a meada, o meu lugar. Estou de volta, sem enredos profanos Luciano Spagnol

CIRCO DE ILUSÃO (soneto) O amor opõe ao que o desprezo dizeis pois, palavras reles dissolvem-se no ar.
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CIRCO DE ILUSÃO (soneto) O amor opõe ao que o desprezo dizeis pois, palavras reles dissolvem-se no ar. Pra que no afeto tenhais o que quereis conjugue no presente o verbo amar... Só assim, que o bem terá cetro de reis que será uma verdade, uma voz a falar. E na alma te encontrarás, e nela fluireis fique atento, acaso lhe venha chamar! Pois, nos teus braços não se é alguém a mais, é plena emoção, e se vai além; é o coração sorrindo cheio de atenção. Então, entenda o poder que ele tem porém, cuidado com o infiel desdém. Sob a lona do céu há um circo de ilusão Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

SONETO EM DESPEDIDA Até logo! Aqui ficam férteis momentos do meu viver. Na lágrima levo a aurora
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SONETO EM DESPEDIDA Até logo! Aqui ficam férteis momentos do meu viver. Na lágrima levo a aurora na bagagem o mundo, vou-me embora o abrigo que cá havia, agora lamentos Na memória a saudade em penhora se foi inglória, porque tive detrimentos e é nas perdas que tem ensinamentos e vitórias na vida, basta, é hora agora Nesta mais uma passagem, portentos vim com amor, e vou com amor afora tento no coração bons sacramento Sigo, para trás fica o tempo outrora o céu claro são alvos adiantamentos Goiás, despeço-me, a gratidão chora Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

TOLICES Não se atenhas nas vãs tolices onde o valor é de mero acaso
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TOLICES Não se atenhas nas vãs tolices onde o valor é de mero acaso e que no fado imprime atraso e na lucidez pascácias burrices Não tenhas pelo juízo descaso só bons intuitos trazem ledices pois futilidades são só sonsices e na vida se tem um curto prazo Sê sensato, saia das mesmices não gaste o tempo criando caso nem tão pouco com tagarelices Tudo é precioso, e o mérito é raso pra desperdiçar com parlapatices pois o banal pode virar compraso Luciano Spagnol agosto, 2016 Cerrado goiano

SONETO NO ENTARDECER Sai o dia, vem à noite no cerrado treva fria, palia o sol na cor bisonte
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SONETO NO ENTARDECER Sai o dia, vem à noite no cerrado treva fria, palia o sol na cor bisonte breve e leve, tão encantado, é fonte num manto real no tempo dourado Ó sombra que se esvai no monte do entardecer na noite aterrado desnudando o planalto aluado numa luz sidérea em desmonte E no turvo motim no céu calado surgem alvas estrelas, defronte ao cais da vida, num ato fiado Assim como num beijo simbionte a noite abarca o dia tão esfalfado para lhe adormecer no horizonte Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano

SONETO DA SORTE Onde foi que eu errei, se errei Quem pode responder, diga
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SONETO DA SORTE Onde foi que eu errei, se errei Quem pode responder, diga Se pecado cometi, prossiga Pois, na sorte os dados rolei Já sofri, por tanta e tal intriga Que no peito nem mais poderei Ter vencedor ou vencido, freei Agora quero palavra amiga... Se perder é o destino, tolerarei Mas, a injustiça não será viga Nem tão pouco um fator de lei Quero estar onde o amor abriga No jogo da vida, ali então estarei E quem me quer, então me siga... Luciano Spagnol agosto, 2016 Cerrado goiano

SONETO VAGINDO Na saudade a alma não canta Chora, e triste fica o triste riso
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SONETO VAGINDO Na saudade a alma não canta Chora, e triste fica o triste riso O peito pulsa numa dor tanta Que o nada se torna conciso A memória vem e nada espanta A vida se encolhe num improviso A alacridade deixa de ser santa E a solidão surge sem dar aviso Quando a saudade se agiganta O olhar se perde nu, no infinito Tão frívolo, que não hei escrito Aí um nó se enlaça na garganta A lágrima pela face sai a procura Dum vagido, pra banzar a tristura Luciano Spagnol 09/08/2016, 06'20" Cerrado goiano

ANDOR DO AMOR Quem não quer, não estar sozinho Na noite fria acobertar-se de calor
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ANDOR DO AMOR Quem não quer, não estar sozinho Na noite fria acobertar-se de calor Estadear estórias e paixão compor E ter a cumplicidade pelo caminho A solidão é sentir no vazio, amargor É grito sem eco, mimo sem carinho Avitar a rosa por ferir-se no espinho Querer no azedado ter doce sabor Cada qual traz ideal no seu cantinho Um oferece o abraço em laço e flor Outro doa afeto num olhar mansinho Pois, não se é perene no retiro opressor Nem tão pouco um solitário mesquinho Que não orne de rosas o andor do amor Luciano Spagnol Agosto de 2016 Cerrado goiano