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Frases de Poeta Dolandmay Walter

17 frases

POR UM BEIJO Dizer-te? O que me caberia dizer O que tanto sinto no meu peito
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POR UM BEIJO Dizer-te? O que me caberia dizer O que tanto sinto no meu peito Se me és da vida, o amor eleito Sem que sintas n’alma o meu querer? Dizer-te, sempre me foi de enlouquecer Nesse caminho sem que perfeito Tenhas pulsado, e nada feito A esse coração, que é por ti, viver... Dizer-te, sempre me foi tanta virtude, Tanta paixão, tantos desejos Por teu amor louco em plenitude! Dizer-te, amor, que será um tanto Quando me der à boca os teus beijos E fazer de mim um só espanto!...

DILÚCULO Luz da manhã como o ouro da montanha alta,
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DILÚCULO Luz da manhã como o ouro da montanha alta, intocável virgem, conforto da noite morta... Sonhos à brisa fresca beijando a face das flores, o verde das árvores, a alma vagante da noite... Calor do sol aquecendo os túmulos brancos e os negros, e os perdidos na esperança do conforto... Luz da manhã como a face dos anjos eternos, dos sonhos inocentes, das estradas silenciosas... Mesmo o meu corpo frio desconhecido aos céus, nas promessas eternas do tempo, elevai as minhas grandezas... Luz da manhã, que os teus sorrisos eu não perca nas horas do dia, no crepúsculo da vida...

ILUSÃO Eu não quero o mundo, não amo o mundo que se faz solitário aos meus sentidos,
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ILUSÃO Eu não quero o mundo, não amo o mundo que se faz solitário aos meus sentidos, aos meus amores, e aos jardins benditos que me são fiéis, e que me são profundos... Não quero parar, nem pensar, – oh! no fim! que tudo poderá acabar sem reconhecer a estrada em que eu caminho, sem perder as ilusões que se rogam dentro de mim... Nostálgica me é a vida, o amor me é existir; sem saber que aos corações nunca pude o prender, nem mesmo, com ele me iludir. Estranho me diz a transparência: estranho! como é que eu verso o amor em atitude se dentro de mim, eu apenas com ele sonho...

CANÇÃO PRIMEIRA Desse amor que agora vivo No peito, que pulsa elevado
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CANÇÃO PRIMEIRA Desse amor que agora vivo No peito, que pulsa elevado Que de perfeito em fado Fez-se canto, amor, contigo... E do distante que’u esperava Fez-se flor nascido em rosa Ao jardim que te rogava Nos versos de paixão e prosa... Um esplendor de sol tão cheio Na noite casta, uma explosão No sentir profundo coração Nesse amor que te vivo e leio... De perene um notar tão forte De cânticos a canção primeira Vejo em mim razão e sorte Vejo em ti, de crescer roseiras... Pétalas podem sem notar cair Melodias podem ser em dor Mas destino que provou de vir É de eterno nesse meu amor...

DEPRESSÃO Sozinho, no escuro, vazio viver Sem ninguém a te enxergar...
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DEPRESSÃO Sozinho, no escuro, vazio viver Sem ninguém a te enxergar... Como é bom sentir que de você Não há ninguém a desventurar... Sem cor e sem por quê Nem mesmo o amor encontrar... Não tendo culpa o sofrer Nem mesmo o peito a amar... Deitar ao chão do mesmo bem, Murmurar, o que não se tem Em sua já própria expressão... E ouvir os fantasmas de antes Em suas vozes, já distantes Num cantar sem viver a ser vão!...

A MINHA EXISTÊNCIA Onde está ela? a ensandecida? Aquela que me era pra ser tamanha,
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A MINHA EXISTÊNCIA Onde está ela? a ensandecida? Aquela que me era pra ser tamanha, ser fonte de amor com tanta lida?... Por que me deixou assim tão triste? Por que a tristeza existe a me enlouquecer sem verdade tanta?... Onde está ela? a iludida? Quem há de me responder sem que vão a tenha dentro d’alma possuída?... De quem é ela com tanto amor? É de mim com tão espanto que eu apenas sei onde anda sua dor... Por quem é ela sem mais guarida? De amar sem tão amor vou sem saber onde anda ela... “a minha vida!...”

ÚLTIMO VERSO Por versos, eu te compus, amor! Por amores verdadeiros, puros...
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ÚLTIMO VERSO Por versos, eu te compus, amor! Por amores verdadeiros, puros... E te acabei na solidão, eu juro Que ingênua não será mais essa dor. Será qual o teu céu de esplendor, Como a cor dos mamais maduros, Será como os fantasmas, conjuro, E da paixão ríspida por uma flor. Jardins de florais altaneiros, leve, Branco como um inverno em neve Será este meu vazio na escuridão... E nas noites plenas dos teus prazeres Não ouvirás por melodias, dizeres Os meus versos de amor e de ilusão!

SEM RAZÃO Então, já depois de tanto Chora saudade esse amor da gente
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SEM RAZÃO Então, já depois de tanto Chora saudade esse amor da gente Que ansioso ainda busca Nos encontrar... Já cantamos canções Displicentes E os corações ainda se ofuscam Sem liberdade P’ra o nosso amor cantar... Estranha essa nossa forma De nos sentir tão perto Se longe nos sentimos Com tanta dor Buscando o sorrir ingênuo do amor Com tanto amor... Derramamos lágrimas tão ocultas Por tanto fizemos planos Paixões já nos foram muitas Mas, desencontrado Nosso amor num sentir tão longe Ainda se esconde, lado a lado...

AO FINDAR DOS DIAS... Que tantos fossem os meus pecados Dentro de mim ao rogar os céus...
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AO FINDAR DOS DIAS... Que tantos fossem os meus pecados Dentro de mim ao rogar os céus... Que tantos fossem, imaculados Nos olhares puros dos santos meus! Que tantos fossem de bens amados Dentre a alma do querer, meu Deus! Que tantos fossem, os seus rogados Sob a imensa luz dos olhos teus... Que imortais seriam quaisquer bens... E no vagar da noite, sem ninguém, Seriam os meus olhos de imenso amor! Que os dias imprecados de morte, No meu rogar de alegria, de imensa sorte Seriam ao findar, sem imensa dor!

JESUS “Eis que sou o quem nada humilha, O quem de tristeza sorri, se faz perdão;
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JESUS “Eis que sou o quem nada humilha, O quem de tristeza sorri, se faz perdão; De amarguras complexas ao coração; O quem a Deus os envolve, maravilha. O quem de luz os faz findar a guilha, Quem de torturas nada sofre em vão; Que de pecados, sem cair ao chão, Os eleva, os aquece, e o caminho os trilha. Sou aquele que na estrada sã da coragem Os santifica, numa única e santa imagem, Quem de sangue os deslumbrou na cruz! Sou aquele que de esperança os corteja, Quem da fé ao Espírito-Santo os almeja Aos meus braços no santo-dia: sou Jesus!”

NO AMOR O SORRIR É ETERNO No dia em que ao mundo eu te encontrei O meu corpo se exaltou entre os amores
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NO AMOR O SORRIR É ETERNO No dia em que ao mundo eu te encontrei O meu corpo se exaltou entre os amores E bálsamos infinitos se espalharam entre os ventos, O meu amor por você se espalhou... Os céus se tornaram mais claros e os mares mais azuis... No dia em que ao mundo eu sorri pro amor As flores brotaram aos jardins e o luar brilhou... No dia em que ao mundo o meu coração Pulsou sem que fosse de ausência e medo O meu corpo se entregou junto ao seu E a paixão me sorriu ao tempo infinito da vida... Na vida nós amamos pouco Na vida nós sorrimos pouco No amor o pouco é tudo No amor o sorrir é eterno... No dia em que ao mundo eu sorri em você Descobri que sem o amor de verdade, Sem o prazer de amar, tão insensato se torna o mundo, Tão distante se torna qualquer sonho... Nada se perde ao tempo quando ama Tudo se torna doce, tudo se torna feliz e para sempre... E com você tudo em mim é amar e sorrir, Tudo em mim é vontade de amar para sempre... Na vida nós amamos pouco Na vida nós sorrimos pouco No amor o pouco é tudo No amor o sorrir é eterno... Nada se perde ao tempo quando ama Tudo se torna doce, tudo se torna feliz e para sempre... E com você tudo em mim é amar e sorrir, Tudo em mim é vontade de amar para sempre...

VERSO OCULTO Que humana, então, fosses de amor? Adverso à tua paz e à tua glória
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VERSO OCULTO Que humana, então, fosses de amor? Adverso à tua paz e à tua glória Vem-me teus sorrisos a memória, Vem-me tua saudade à minha dor! Que de imenso fosse seu esplendor Aos meus versos plenos de história, Que de paixão imensa e notória Fosse-me a mais imensa de ardor! Então, contudo, compulsiva e triste Fosse a mim o que de hoje existe Nesse meu honrado coração perdido! Que desejo, então, fosses de arder? Que de palavras se põe a perder, Amor, dentre um verso nunca lido!...