Pular para o conteúdo

Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠Prosa de Natal Na matriz toca o sino Pobrezinho, nasceu em Belém
Continuar lendo

⁠Prosa de Natal Na matriz toca o sino Pobrezinho, nasceu em Belém O Deus menino Veio pra paz e o bem Na palha dum cocho Nasceu. Amém! Divino, predestinado Seu sofrer avém Na cruz, amado Jesus o teu nome Por todos clamado Nosso Deus genuíno Glória lhe é dado Louvemos, Jesus menino! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/12/2021, 17’05” – Araguari, MG

⁠S A U D A D E Roça o peito as silabas rasgando O teu nome no sulcado a nomear
Continuar lendo

⁠S A U D A D E Roça o peito as silabas rasgando O teu nome no sulcado a nomear No pesar e na emoção suspirando Clamando-te em aperto a chorar No cerrado, o entardecer, quando O sol esvaece o dia num desmaiar Vem o estertor na solidão orando Tu és lembrança sempre a bradar Dos teus carinhos o toque, ainda Macio e meigo, eu sinto presente Me zanga e tão quão me fascina Tudo de ti me é saudade infinda Saudade que dá saudade na gente Amor daqueles que não termina! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/12/2021, 05’05” – Araguari, MG

⁠FRATERNIDADE Noite iluminada! E o momento inteiramente De festa. Que familiaridade guarda está hora
Continuar lendo

⁠FRATERNIDADE Noite iluminada! E o momento inteiramente De festa. Que familiaridade guarda está hora Em que tudo é solidarizarão, e a alma sonora Soam vibrações de alegria, um festejo latente E um sino entoa, longe, atraente, insistente Venha a cerimônia do Natal que comemora: Significação, verdade, a união, noite a fora Único sentido de carinho para toda a gente É o Natal! Deixe o contágio te ser integral Abrace mais, tenha no gesto mais ternura Faça do momento a fraternidade especial Natal! Dê glórias, nasceu o Deus Menino Para salvar. Nos oferecendo mais doçura Padeceu de amor por nós, o amor Divino! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 dezembro, 2021, 14’43” – Araguari, MG

⁠SONETO DO AMOR QUE VIROU POESIA E, cativo da prisão das ternuras A alma com afinidade por perto
Continuar lendo

⁠SONETO DO AMOR QUE VIROU POESIA E, cativo da prisão das ternuras A alma com afinidade por perto Pra conter em um coração certo O desejo, a poética em longuras Muito é o esmero, em companhia Vestígio de carinho e sentimento Com emoção, sensação, contento Em prosa de satisfação e alegria E neste meigo e atraente cuidado Um sorriso, um gesto e ao lado Aquele olhar que na paixão cria A cada verso, que, assim, trovando Tem vinculo na entrelinha rimando O soneto do amor que virou poesia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12 dezembro, 2021, 10’43” – Araguari, MG

⁠MAIS UM CANTO Deixa soneto que eu cante mais um canto encante, tolo ou triste, que poética exista
Continuar lendo

⁠MAIS UM CANTO Deixa soneto que eu cante mais um canto encante, tolo ou triste, que poética exista e que possa cadenciar o cuidado otimista de sonhos, sorrisos, tão completo de tanto Não mais que, a característica do carinho a desejar afinidade encapado de verdade prosa de esperança, uma parte de saudade de quem quer ser metade, ser um aninho Deixa, afinal, soneto que este meu canto seja um recanto de ternura e de acalanto prum coração árduo, mas cheio de apego Que transforme a sensação em sentimento muito mais que um verso, um sacramento de amor, de afeição, num doce aconchego! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 dezembro, 2021, 12’04” – Araguari, MG

⁠HORA CREPUSCULAR Passei a saudade pela hora crepuscular De um inverno esfumaçado e tão parco
Continuar lendo

⁠HORA CREPUSCULAR Passei a saudade pela hora crepuscular De um inverno esfumaçado e tão parco Pela esquina a melancolia vi murmurar Onde transita infelizes do penar charco Pedaços de mim, reparei, então, espalhar Tentei recolher, rejuntar, mas era anorco O sentimento. E no peito ardia sem sanar Dos deslizes do coração cheios de marco Lembranças sussurravam quanto passava Questionando porque bramindo eu estava Qual ausência me feriu, doeu tanto assim E o pôr do sol que escorria pelo cerrado Fazendo de meu sentir infeliz e calado Se apartou, sem um ilusório para mim... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 dezembro, 2021, 20’51” – Araguari, MG

⁠SENSAÇÃO Sagaz e singular, a saudade é sombria e, senhora sanha, sufocante. Saboreia
Continuar lendo

⁠SENSAÇÃO Sagaz e singular, a saudade é sombria e, senhora sanha, sufocante. Saboreia ser saudosista, uma sovina que serpeia a satisfação. Serelepe. Ao ser surrupia! Sempre súdita e sorumbática, semeia sobretudo severidade, no sofrer sangria sangra ao sentir, sente o que não sentia sacode a sabedoria e ao saber saqueia Sopro sucinta sopra o súbito que suspira sacode solenemente a solidão suprema sinistramente, numa sinistra segregação Sobre o semblante, sombra, susto e sátira suplica a soluçar no sentimental sistema socando o surreal na sabatinada sensação... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 dezembro, 2021, 11’14” – Araguari, MG Parafrase José Rodrigues Pinagé

⁠ENTÃO SOMENTE Encontraste-me, e eu um verso triste Um escrito solitário e amargo estava
Continuar lendo

⁠ENTÃO SOMENTE Encontraste-me, e eu um verso triste Um escrito solitário e amargo estava Pela minha emoção a aflição passava Com tristura que na teimosia insiste Riste, meu semblante dor sussurrava Como quem só no desengano existe Sem gozo, e no próprio pesar fruíste Aonde a minha alma se via escrava Amei-te mais, quando tu não hesitou Quando do amor era, então somente Amor em minha carência, me amou... Quando me deste presença, veemente Quando junto a mim agruras suportou misericordiosissimamente. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 04/12/2021, 17’36” – Araguari, MG paráfrase Guimaraens Passos

⁠DIÁLOGO Saudade torturante, é assim que te suponho Com a sofrência a pisar na emoção sofrida
Continuar lendo

⁠DIÁLOGO Saudade torturante, é assim que te suponho Com a sofrência a pisar na emoção sofrida Nas dores letais dum sentimento de partida Deixando estar o coração árduo e medonho Quando tu vens apertando o sentido da vida Imploro, sussurro, e na tua suplica deponho Meu silêncio, meu choro, o apagado sonho Hão de te tocar, sem me espancar, dor doída Que seja sempre mais, e não apenas externo O afeto mais profundo a tudo quanto existe Sem o peso do vazio e do desejo subalterno Vejo-te sempre passageira, fugaz para o triste E, como uma emenda no desencontro traidor Confessor, nesta tão inquieta tortura de amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 dezembro, 2021, 14’44” – Araguari, MG

⁠SINO DE NATAL O sino da devota matriz Pela cidade o som espalma
Continuar lendo

⁠SINO DE NATAL O sino da devota matriz Pela cidade o som espalma E para nossa fé, assim, diz Soando dentro de cada alma Rútila badalada no ar a soar União, afeto, celebrar a vida O Menino Deus a nos amar E nós a exaltá-Lo na batida Belo os lares aconchegados Os corações apostos, alados Soa-nos n’alma significante A cada pancada celebrativa Vibrante no céu tão festiva... E o amor toando o instante! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 03/12/2021, 19’21” – Araguari, MG

⁠MINHA TERRA Minha cidade, um cromo mineiro Ruas largas, a Matriz, árido chão
Continuar lendo

⁠MINHA TERRA Minha cidade, um cromo mineiro Ruas largas, a Matriz, árido chão Maritacas na praça, povo faceiro Pasmaceira, tudo calmo, ramerrão Curicacão em bando no ar, ligeiro Os sonhos além duma porteira, vão O tempo no seu tempo corriqueiro E o passado descascado no casarão No alto da planície, cerrado e serra Araguari, das Gerais, a minha terra Altaneira, hospitaleira, bela cidade Cada canto um encanto de sensação Do meu peito canta numa só emoção Já ida a mocidade, aboio de saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 dezembro, 2021 – Araguari, MG

⁠EXÍLIO Cobriu-me de tristura o ocaso pardo Um aperto n’alma fino e sem trelas
Continuar lendo

⁠EXÍLIO Cobriu-me de tristura o ocaso pardo Um aperto n’alma fino e sem trelas A saudade com sensações donzelas E o silêncio que pesava como fardo E, cá neste soneto um penar guardo A tatear as imaginações tão singelas Arrancando emoções sem ser belas Pra ferir a poética com duro dardo E, vai, assim, em um versejar forte Rogando em vão a esmola da sorte Tragando a ilusão das covas rasas Bardo triste afetivo em tuas prosas Sou choro, sou riso, sou mais rosas Amargo trovador com exiladas asas... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02 dezembro, 2021, 05’40” – Araguari, MG

⁠DESBARATO Esperei por poética em vão, suando imaginação Lacrimejando sensações, versos vãos, saudades
Continuar lendo

⁠DESBARATO Esperei por poética em vão, suando imaginação Lacrimejando sensações, versos vãos, saudades Arranquei suspiros indefesos e também emoção Entre dispersas e as diversas sentidas vontades Tive palácios, corte e versos com imortal ilusão Com os jardins rimados com sonhos e vaidades Adornei a cada aposento com direta inspiração Chorei, ri, andei só, acolhido e com confrades Em cada trova os sentimentos em ramalhetes Eram versos a quem tem olhos ternos pra ler Fui fiel bardo que sonhou e despertou jamais E, nestas incertezas as hesitações em filetes Fiz-me ladrão de quimeras, para esquecer Sei que tudo passou e que não posso mais! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 01 dezembro, 2021, 05’05” – Araguari, MG

⁠ABUNDANTE Pensas tu, caro ledor, que os bardos Vivem na sofrência, com a alma fria
Continuar lendo

⁠ABUNDANTE Pensas tu, caro ledor, que os bardos Vivem na sofrência, com a alma fria Criando carência, fingindo a poesia E tendo nos mistérios os seus fardos Não creias que sejam tão solidários Suspiros, agonia, os faz companhia Traz prosa e a sensação, então, cria Deixando coar da alma seus diários Talvez encontre a dor com o amor Nos versos daquele poeta pendente Então, sinta e terás o olhar do autor Eu, um pecante na dor e indigente Na paixão... Sentimento a compor Vivo abundante, que sonha, sente! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29/11/2021, 21’22” – Araguari, MG

⁠COMO UMA BORRASCA Passaste como uma borrasca ferina Que dilacera a recordação que chora
Continuar lendo

⁠COMO UMA BORRASCA Passaste como uma borrasca ferina Que dilacera a recordação que chora Da ilusão cheia de sofredora aurora Triste sensação que o engano ensina Ter-te e retirar-te, ó tão penosa sina Que aperta o peito, inflama, demora Na carência querer-te ainda te adora No prosar te chamar tornou-se rotina Amei, louvei, afeições que suponho No pensamento os sussurros abrigo E os silêncios na solidão cá ponho... De minha alma tirar-te não consigo A lembrança é espinho e falaz sonho E a saudade suspira e sofre comigo... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20/11/2021, 15’15” – Araguari, MG

BEM SEM PREÇO Depois que te perdi, só depois, amor singular Notei que fracassei com um bem sem preço
Continuar lendo

BEM SEM PREÇO Depois que te perdi, só depois, amor singular Notei que fracassei com um bem sem preço Sentimento profundo, vida, um ímpar amar E, se existi equivalente imitante, desconheço Caricia ardente e casta, tão uma, confesso! E agora em uma saudade cortante e doída Dum olhar nostálgico, e sem um endereço Eu carrego a recordação, vaidosa e sofrida Depois que ide, só depois, pobre o coração Suspira tão triste, em uma constante tortura Num remorso que invada a minha emoção De não ter junto a ti, quando contigo estavas A conformidade onusta de carinho e ternura Hoje, cá a chorar, aquele amor que me davas! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25, novembro, 2021, – nas Gerais...

⁠MAIÚSCULO LUGAR Eu amo o cerrado pelo que é o cerrado Pelo fascínio na razão ao lhe conhecer
Continuar lendo

⁠MAIÚSCULO LUGAR Eu amo o cerrado pelo que é o cerrado Pelo fascínio na razão ao lhe conhecer Sem importar se árido é o teu cercado Se és diversificado e gigante no haver Eu amo o cerrado, a tua dura natureza O teu pôr do sol que a beleza proverá Canto a canto tuas flores, bela certeza Buritis, pequis, no planalto encontrará O cerado é agrado, é só saber amá-lo Ipês floridos, na seca, um doce regalo E quem o conhece quer sempre voltar É apreciar, dum cinza ao pó magenta E nas chuvas o verde então apresenta O cerrado Brasileiro, maiúsculo lugar! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24, novembro, 2021 – Araguari, MG

⁠BUCÓLICO OCASO No fim da tarde bucólico em despedida Cá no cerrado, o sol num agrado enorme
Continuar lendo

⁠BUCÓLICO OCASO No fim da tarde bucólico em despedida Cá no cerrado, o sol num agrado enorme E o coração em ritmo rápido e uniforme Em um prazer meu e, encanto desta vida Me embriago com o horizonte planiforme Belo, rubro em uma exuberância colorida Declina o sol em sua tão poética acolhida Alheio no apego avilto o desdém disforme Luzidio ocaso, variegado, e tão ardente Onde a surpresa e admiração é presente Num rompante de fascínio, de felicidade O fim de tarde silente e tão inteiramente De estrelas desmedidas num céu poente Sedução e suspiros misturado a saudade... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 23, novembro, 2021, 18’49” – Araguari, MG

⁠PORTA-VOZ Cada naco do fado de que eu vivi Resumido, desvairado e disperso
Continuar lendo

⁠PORTA-VOZ Cada naco do fado de que eu vivi Resumido, desvairado e disperso Suspirei, chorei, contentei e senti E tudo o mais sussurado no verso Amei, dos não amores sobrevivi Em um trovar poético e diverso Alguns com exatidão os escrevi Amoroso, na imaginação imerso Tudo passa, fugaz e tão fecundo Poesia é vida e vive eternamente E não é minúscula e ou teoremas Tende. Intui. No inspirado segundo Em cada sensação ali está presente Deixo de porta-voz, os meus poemas © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24, novembro, 2021, 20’07” – Araguari, MG

⁠SAUDOSISMO Do modo em que se vive tão diferente A emoção em um sentir a todos iguais
Continuar lendo

⁠SAUDOSISMO Do modo em que se vive tão diferente A emoção em um sentir a todos iguais Em que o afeto palpita e pouco sente E a corte, e respeito não se veem mais E tudo se ressalta num tolo egoísmo Onde a arrogância corrói tal a traça E o pudor se acha a beira do abismo Vai-se o amor em nuvens de fumaça Hoje que, do poético, a boa sedução Não se percebe mais numa sensação É o fugaz olhar e o volúvel presente E eu, cá ando num espectador à parte Resguardado na paixão da clássica arte Doo, prezo e agrado como antigamente © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22, novembro, 2021, 13’24” – Araguari, MG Aládiando

⁠CORAÇÃO CAMARADA Tu sentes meu coração? Está sensação Num emaranhado de emoção corada
Continuar lendo

⁠CORAÇÃO CAMARADA Tu sentes meu coração? Está sensação Num emaranhado de emoção corada Em meio a felicidade alva e iluminada Nesta tarde no cerrado cheio de paixão Festeja-se a vida por estar enamorada O ardor que aninha, o amor em alusão Arfa o peito e os lábios em tentação Delicias tu, meu amigo, e mais nada Estou feliz, estou acolhido, e achado Com um perdurável agrado ao lado... Que vontade de gritar e de compartir Ó bando sentimento, caro camarada Contigo quero uma concórdia velada Protele está ventura no nosso existir! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 novembro 2021, 14'07" – Araguari, MG

⁠SONETO Prosa d’alma! Compasso e essência! A voz duma sensação não esquecida
Continuar lendo

⁠SONETO Prosa d’alma! Compasso e essência! A voz duma sensação não esquecida Despertar da recordação adormecida Versos rimados em sua boa cadência Literário, ilusório, atroz ou clemente Feliz na presença, triste na ausência A emoção palpita a cada existência Canção que recita o evento da gente Tu fazes da saudade a rima singular E da felicidade, agrado, um doce lar Traduz a menúcia da vida a seduzir Em ti, cada um pedaço, cada instante Em um todo, encantador e sussurante Tu soneto, poética que se faz sentir! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 21 de novembro, 2021 – Araguari, MG