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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠MALQUISTO FINAL Vejo a minha poesia sem ousadia Quando olho a poética no cinismo
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⁠MALQUISTO FINAL Vejo a minha poesia sem ousadia Quando olho a poética no cinismo Carregada de acaso, de ceticismo Toda revestida de pouca quantia Sem outra escolha e companhia Sem um sussurro ou um lirismo Enodoada de incolor simplismo Que tanto põe minh’alma vazia... Vou de uma sensação bucolista Nos versos contendo a saudade Onde chora a essência do artista Então, tão cheio de árduo ritual O soneto é bruto e pela metade Assim, tendo um malquisto final. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 agosto, 2022, 21’15” – Araguari, MG

⁠NOVAMENTE (cerrado) Inverno, secura no cerrado, tempo ateu Galhos desfolhados, chuviscos cobiçosos
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⁠NOVAMENTE (cerrado) Inverno, secura no cerrado, tempo ateu Galhos desfolhados, chuviscos cobiçosos Numa imensidão dos diversos frondosos O ipê, na aspereza, com beleza floresceu Melancólica brisa, surgiu, e se escondeu Aquele horizonte em devaneios saudosos Aguerridos gramíneos em vigores teimosos Cá em agosto no planalto, singular apogeu Tudo empoeirado, rara aquela boa aragem O vendaval se atirando no infinito do nada Desnudado os tortos galhos, díspar imagem Mas, o cerrado convertedor, intensamente Passa tão audacioso pela árdua temporada Para em outubro, viçoso, brotar novamente © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 agosto, 2022, 16’16” – Araguari, MG

⁠TRAGO Trago a prosa na alma, inteiramente Como se fosse uma tocante sinfonia
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⁠TRAGO Trago a prosa na alma, inteiramente Como se fosse uma tocante sinfonia Que me invade e do profundo irradia Inspiração. Sou da poética pendente Trago no âmago o lírico praticamente Olhares, agrados e sensível harmonia Em cada versejar o trovar com magia Sou apaixonado, ao acaso indiferente Trago o canto, na cadência, atraente Sou instante, um todo, o total afago Um Bardo cheio de emoção presente Trago sensação, premissa dum amador Para o meu contentamento, tudo trago Menos a perfídia daquele amado amor © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28 agosto, 2022, 21’07” – Araguari, MG

⁠POÉTICO SONETO Pode passar o tempo, seguidamente Pode haver estória sem ter fomento
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⁠POÉTICO SONETO Pode passar o tempo, seguidamente Pode haver estória sem ter fomento Mas quando o poeta fica sem alento A prosa se torna morna inteiramente Anos a fio, tendi ir em frente, tente! Ou viver somente carente e sedento O fado, por certo, deixará fragmento E o versejar não terá parte da gente O poema chora, fica contente, é amor Desta vertente a sensação é um teor Tem prazer, dor, mas nunca obsoleto Tudo, o acaso, ao trovador é paralelo Traçando um sentido delineado e belo Contado, então, num poético soneto! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 agosto, 2022, 19’36” – Araguari, MG

⁠CONTEXTO Não sei o que se passa com meu versar E nem sei por que tanto nele devaneio
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⁠CONTEXTO Não sei o que se passa com meu versar E nem sei por que tanto nele devaneio Sei que preciso ter o poético imaginar O que me faz ter n’alma o doce gorjeio No sentimento está tudo o que preciso Na emoção tenho aquele gostoso olhar E nos românticos versos o largo sorriso Então, porque estou sempre a vitimar? Me vi perdido nos sonhos espalhados Mas cá no coração ainda pulsa o amor E os propósitos emocionais acoimados Sou como um bardo cheio de carinho Um trovador que canta com o ardor O contexto, tal o canto do passarinho! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 agosto, 2022, 20’16” – Araguari, MG

⁠VERSOS ETERNAMENTE Hei de poetar os versos eternamente Do amor, e cantá-los em doce poesia
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⁠VERSOS ETERNAMENTE Hei de poetar os versos eternamente Do amor, e cantá-los em doce poesia Para que se possa ter no que se sente Um sentimento de quantia, de alegria Assim, em busca da essência secreta Do afeto, e a tal atraente companhia Vou com emoção do romântico poeta Pra na prosa escrever o amor de valia E, então, neste caminho de paz e bem Não me esgote o talento e a inspiração Que d’alma no versar eu tenha paixão E não seja, nunca, uma falsa sensação Que tenha mais cor, cheiro e plenitude E não aquela trova indiferente e rude... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 agosto, 2022, 13’03” – Araguari, MG

⁠O AMANHECER Ah quando te diviso no horizonte do amanhecer Nascendo livre, pomposo, rubro, o dia na torcida
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⁠O AMANHECER Ah quando te diviso no horizonte do amanhecer Nascendo livre, pomposo, rubro, o dia na torcida Ouço bater forte o coração, num sedutor conter Recebendo do existir este novo agrado de vida É está magia, energia, do sol em sua plenitude Que estoira no olhar a beleza na certa emoção Fulgindo na poesia a harmonia, a doce virtude Ao sentir que és real e não apenas uma ilusão Mas quisera eu poder perpetuar o momento De o teu despontar, então, sentir o esplendor Sumo, na delicadeza, no emotivo sentimento Por isso, domine, enfeitice, e mais poetize Se assim o faz é pra que seja belo imperador E no versar dum poeta a poética em reprise... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 agosto, 2022, 05’45” – Araguari, MG

⁠SONETO DO AMOR AMANTE Sou um amante do amor sincero Daqueles que ama como amador
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⁠SONETO DO AMOR AMANTE Sou um amante do amor sincero Daqueles que ama como amador Sou o que de um afeto mais quero E, minha paixão: sensação e ardor! Meu jeito quer feito, efeito certo Do qual, que, com o olhar faz crer Dar e receber. Estar sempre perto No erro ou acerto, deixo acontecer Se há amor, meu amor é fidelidade Um conto, uma história, comunhão Que envolve e palpita de felicidade Sou agrado no amor a todo instante Amo tanto que do amor sou coração Sempre um amador do amor amante! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 agosto, 2022, 19’23” – Araguari, MG

⁠Ó MÃE QUERIDA! É o amor genuíno que a gente sente Ao coração aquela mulher imaculada
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⁠Ó MÃE QUERIDA! É o amor genuíno que a gente sente Ao coração aquela mulher imaculada Aos nossos olhos a paixão reluzente És tu, Mãe, sempre estimada e amada Num temor, o nosso abrigo ao medo Na solenidade, nossa patrona alegria Já que dela a exatidão é sem segredo O colo seguro, a afeição do dia a dia És própria poesia, do amor primeira Nada importa, a razão é verdadeira Inteira a emoção, por toda uma vida Um amor que tem a doce felicidade Tem cor, cheiro, perfumada saudade Fortuna e sensação, ó mãe querida! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 agosto, 2022, 14’19” – Araguari, MG *a minha mãe Joana D’Arc Brasileiro Spagnol

⁠TEMPO O tempo no seu tempo há um momento Há tempo certo, tempo de início e de fim
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⁠TEMPO O tempo no seu tempo há um momento Há tempo certo, tempo de início e de fim Tempo para cada sensação e sentimento Tempo no tempo, um tempo real, enfim, Também, o tempo que quer dar pausa Quietinho nas horas, um tempo parado O tempo de ter tempo pra uma causa Olhar pro tempo, pra passar o passado Ah! tempo! dá-me tempo num fazer E, assim, haver um tal tempo preciso Acrescido de prazer, pro bem viver! E, quando chegar nossa única certeza Do tempo, último, que tenha sorriso Pra ter no tempo sentido e grandeza! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 de agosto, 2022, 14’41” – Araguari, MG

⁠UMA MANEIRA A cada prosa de uma nova poesia A doce poética se revigora vigente
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⁠UMA MANEIRA A cada prosa de uma nova poesia A doce poética se revigora vigente Enche a profunda obra de quantia Onde cada sensação nunca mente É muito bom a gente ter cadência Sussurros da imaginação, a sonhar Naqueles versos cheios de essência Pois, serão ao poeta o valioso lugar Amar, e amar, o inevitável segredo Da trova que quer a afeição suspirar Versado com a variedade sem medo Um enredo, um sentido, uma maneira Pra acelerar a emoção e fazer delirar Senão, estás a perder a prosa inteira... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 de agosto, 2022, 21’20” – Araguari, MG

⁠A PAIXÃO Ela é sensação, aqueles desejos fecundos E marca o coração em um inquieto querer
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⁠A PAIXÃO Ela é sensação, aqueles desejos fecundos E marca o coração em um inquieto querer Ela contém os sentimentos mais profundos A volúpia, o encontro, o mais ávido do viver Traz em si aquela afinidade duma parelha Cada olhar, um olhar de agrado, felicidade Provoca arrepios, sussurro ao pé da orelha Deixando a emoção com mais quantidade Os momentos que as horas vão mais além A fusão no beijo com o gosto de doce luar A espera que angustia, que tanto faz bem Ah paixão, também, sentido, emotiva ideia Divina poesia, que fascina, cativante estar Da gente ela é a causa do amor em estreia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 de agosto, 2022, 05’19” – Araguari, MG

⁠SONETO COADJUVANTE Vendo-te agora, soneto dum passado Na desilusão, sem emoção, verso bruto
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⁠SONETO COADJUVANTE Vendo-te agora, soneto dum passado Na desilusão, sem emoção, verso bruto Com a lembrança de tormento povoado Abaçanado, deserto e o coração de luto Meu dantes se percebe tão abandonado Descorçoado em um banimento absoluto Contrito e também com cântico magoado De um versar hospedeiro de um desfruto Ah! toada relativa dum destino tão triste Só a poética na minha alma ainda existe Na ilusão e o sentimento jogado adiante Onde está quem traz está toda saudade? Que invade a sensação tal uma divindade Se do amor, o soneto, é só coadjuvante! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 de agosto, 2022, 19’19” – Araguari, MG

⁠SOFRENTE CANÇÃO O tempo amarelou meu verso apaixonado Porém, não afastou aquela ilusão sonante
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⁠SOFRENTE CANÇÃO O tempo amarelou meu verso apaixonado Porém, não afastou aquela ilusão sonante Deixou o instante imaculado e no passado De modo nostálgica a saudade sussurrante E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado Com sensação no peito e emoção gigante Tão distante, me vejo, num suspiro calado Com uma faiscante aflição, tão devorante! Que pena! Tudo parecia não ser engano Teu olhar tinha o sonido dum suave piano Trazendo aquele sossego para o coração... Mas a poesia que aparentava mais sentido Na privação o meu desejo tornou-se diluído Em dor, em solidão e uma sofrente canção! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG

⁠PERDIDO AMOR Na poesia, eu te chamava com teimosia Saudando-te com um tal próprio jeitinho
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⁠PERDIDO AMOR Na poesia, eu te chamava com teimosia Saudando-te com um tal próprio jeitinho Eram versos de sentimento e de alegria Que nos quais eu te sussurrava baixinho Era uma sensação que, muito, eu sentia E já sabia da emoção que viria, carinho Pois, em cada rima, de ti uma melodia Urgia e, o tempo passava devagarinho Por onde andara meus versos agora? Sem ti, se só há lembrança de outrora... Então, um aperto na alma, um ardor E, aquela atenção que era companhia Que trazia cheiro, agora, é prosa vazia Tentando esquecer um perdido amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16, agosto, 2022, 19’46” – Araguari, MG

⁠VIDA DO VERSO Sempre a sussurrar sentimento incerto O poema à sensação se faz aventureiro
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⁠VIDA DO VERSO Sempre a sussurrar sentimento incerto O poema à sensação se faz aventureiro Ao poeta deixa aquele gostinho aberto Sempre, em busca dum sonho certeiro Da paixão ao amor, tem trova em alerta Mas, nunca deixando de ser por inteiro Na prosa que tem aquela medida certa De poética, vem o sentimental primeiro Na rima, a imaginação como fronteira Do seguro a ilusão, a pluralidade beira É inspiração, pois, do destino escorre Enquanto, na prosa tem aquela batida Tudo é só encanto, abrandando a vida! É arte, narração, senão, o verso morre... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15 de agosto, 2022, 13’13” – Araguari, MG *dia de NS D’Abdia da Água Suja, Romaria, MG

⁠SONETO PARA OS 90 ANOS A vida quando aos 90 anos Avante, fugaz se faz revelar
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⁠SONETO PARA OS 90 ANOS A vida quando aos 90 anos Avante, fugaz se faz revelar Surgindo saberes soberanos No encanto que faz sonhar... Gratidão a cada primavera Na sequência a prosseguir Enflora a cada novata era A florear a fase do existir Ah, tempo, se adivinhasse Se pudesse sentir o andar Sentiria a poesia pra valer... Da existência, veterana face Do tempo, então, a versejar! É vida longeva, viva o viver! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12/08/2022, 18’00” – Araguari, MG *soneto para os 90 anos de Daisy Lemos Dorazio

⁠SONETO INCOLOR A poesia, que um dia me cobriu de amores Hoje silente na sensação e tão cheia de não
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⁠SONETO INCOLOR A poesia, que um dia me cobriu de amores Hoje silente na sensação e tão cheia de não Entoando transgressão pra versos pecadores Tão perdidos e tão desamparados na solidão Inquieta. Mas vai aonde o romantismo fores Pra então sentir e auscultar a voz do coração E assim carregar os poemas e as singelas flores Do jardim da imaginação, sem morrer a paixão Dores, rumores, temores, no versar presente Que deixa a rima despovoada, nua e ausente Quando se só queria a emoção dum amador... Na sofrência que voa duma dura imaginação A tristura, chama está, duma rude desafeição Então, poetando o acaso num soneto incolor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 agosto, 2022, 20’40” – Araguari, MG

⁠SONETO POÉTICO Não mais desfruto do prazer de outrora Do teu olhar, do teu riso, tudo desfeito
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⁠SONETO POÉTICO Não mais desfruto do prazer de outrora Do teu olhar, do teu riso, tudo desfeito Agora em cada prosa uma dor no peito E, em cada canto a sofrência que chora Ah! poesia, que da alegria era um feito De sensação e não uma agrura sonora Era afeto, agrado, de sedutora aurora Ó emoção, dá-me um versar com jeito Pois, o carpindo no soneto é amargo E tão letargo o poetizar, um embargo Ao coração, que sonha e quer o teor Deixai-me com o desprezo e o desdém Na dita sorte, e no transtorno, porém, Poético! Sempre hei de crer no amor!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09 agosto, 2022, 19’47” – Araguari, MG

⁠AGORA QUE O AMOR Agora que o amor, na prosa, é sujeito E enfim seduz todos os perfeitos ideais
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⁠AGORA QUE O AMOR Agora que o amor, na prosa, é sujeito E enfim seduz todos os perfeitos ideais Agora que, da poética tens os madrigais Em dobres de alegrias no exitoso peito Agora que de ter, tem o capital direito De uma inspiração em sensações reais Agora que as quimeras são mais e mais Ao sentimento pulsante, e tão satisfeito Que eu, prazenteiro, sigo o meu poetar Cheio de feito, e não mais com o receio Enchendo de mimos, agrados e de luar Onde, agora, paixão no coração é esteio Gorjeio de emoção, e pronto para amar Cantando este amor que agora me veio! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 agosto, 2022, 05’18” – Araguari, MG

⁠FORÇA INSPIRADORA Quem dera, oh poética, se o verso fosse Sentimental e mais ingênuo, boa sorte
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⁠FORÇA INSPIRADORA Quem dera, oh poética, se o verso fosse Sentimental e mais ingênuo, boa sorte Que não chorasse todas as dores, forte Levasse valeria, ritmo, a alegria... doce! Quanta lágrima fez no versar suporte Sem norte, a solidão que judia, atroce Quanta poesia vil, distante e agridoce A ter suspiros no coração sem aporte! Estranhas rimas de sentimentos ermos Num conúbio de amores e de paixões Eis o que é a sensação no exato temo: Sujeitos aos males próprios e emoções Também, os agrados, porém, estafermo Se dos acasos não causasse inspirações © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 agosto, 2022, 15’47” – Araguari, MG

⁠ESQUECIDO Talvez já de tudo tenhas esquecido: Do olhar, dos sussurros e da prosa
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⁠ESQUECIDO Talvez já de tudo tenhas esquecido: Do olhar, dos sussurros e da prosa Da memorável dada elegante rosa Talvez em tudo tenhas nos perdido Aquele deliciosa sensação saudosa O abraço sensual e tão enternecido Cada momento, o momento vivido Cheios de mimo e carícia generosa Ah! não me tens na afetiva poesia Mais... só este silêncio na vastidão Do abandono, sentimento mudo! E, só, nostálgico, numa dor sombria Me tenho: penoso, na doce ilusão... É... talvez tenhas esquecido tudo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 agosto, 2022, 19’57” – Araguari, MG

⁠FOSTE Aquele amor, foste, em outras eras Olhar no olhar, saudade que povoa
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⁠FOSTE Aquele amor, foste, em outras eras Olhar no olhar, saudade que povoa A emoção, foste minhas primaveras O afeto dentre todos, a boa pessoa Pros desejos tão cheios de quimeras Foste os mais ávidos, sonho que voa Felicidade mais, promessas sinceras Aquele sentimento que não foi à-toa Foste: essência, a sombra generosa Aquele poema de poética amorosa O cheiro impregnado na inspiração Fez da minha poesia o rimar inteiro E do meu versar um verso primeiro E ao poeta a sua mais doce paixão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 agosto, 2022, 19’21” – Araguari, MG