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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠ELA Todo dia ela sussurra, informal do profundo, a sensação escoa
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⁠ELA Todo dia ela sussurra, informal do profundo, a sensação escoa com a sua sedução tão virginal e asas ao vento a ilusão povoa Literária de matizado de vitral da caligrafia e, de olência boa dando cheiro pro sentimental na graça poética que a coroa É ela, a poesia, versos que cria o amor, essência, nada em vão e que ao poeta o ego acaricia E, assim, tão emocional e bela percorre no feito da permissão varia, e o acaso prosa com ela... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 de abril, 2022, 19’40” – Araguari, MG

⁠PERMISSÃO E escrevo assim: alma chamejando em ânsia no cerrado sob o olhar das rubras alvoradas
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⁠PERMISSÃO E escrevo assim: alma chamejando em ânsia no cerrado sob o olhar das rubras alvoradas e o pensamento a se devanear na distância do sonho e poética das prosas enamoradas Da saudade aquele aperto e a sua fragrância duma ausência, a esplandecer as faltas dadas de um peito a suspirar a devida importância e, bem perto do íntimo as ilusões desejadas E poeto assim: com sussurrantes caligrafias da noite, do silêncio, das imaginações vazias que murmuram os sentimentos e sensações E da flórea poesia, entre fantasia e realidade o poeta, que se nutre da imaginosa liberdade da pluralidade, da permissão e das emoções... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23, abril, 2022, 17’36” – Araguari, MG

⁠E A POESIA DISSE AO POETA Ao poeta disse a poesia: “Vai infante, e rime tua inspiração, tuas jornadas
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⁠E A POESIA DISSE AO POETA Ao poeta disse a poesia: “Vai infante, e rime tua inspiração, tuas jornadas cante, e que o teu canto seja avante poético, com narrativas apaixonadas Vai, prose com teu verbo sussurrante de amor, tal o rubor das madrugadas do cerrado, ardente, de belo instante alucinante, com manhãs encantadas Apóstolo do fado, e da doce emoção desfie a tua estória com terna calma à mercê do romantismo e do coração... Trove o sentimento e os seus diversos fascínios, todos tantos, vindos d’alma e então, ver suspirar os versados versos.” © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18, abril, 2022, 16’48” – Araguari, MG

⁠O CERRADO Melancolicamente, árido, vibrando com o seu vento aflado, ondeante
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⁠O CERRADO Melancolicamente, árido, vibrando com o seu vento aflado, ondeante nos tortos galhos, assim, chiando o céu amplo e o horizonte distante De múltipla coloração inconstante em uma diversidade, espadanando ao olhar, em um encanto sonante que cativa com graça, poetizando! Meu cerrado goiano, afável alento feiticeiro, tão cheio de cabimento em seu planalto de cobiças plenas Diverso, e de um variegado em flor misterioso, chão de ventura e teor na complexidade, o sertão apenas! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17, abril, 2022, 16’20” – Araguari, MG

⁠SONETO RETROSPECTIVO Ah! se da saudade, agora recordando um aperto de lembrança a lagrimejar
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⁠SONETO RETROSPECTIVO Ah! se da saudade, agora recordando um aperto de lembrança a lagrimejar quando só era para, assim, ir levando a tal sensação que tem ao saudosar Ah! olhar, mãos, que, mimam, quando por entre afogos, tem, aquele gostar que, de novo, robustecido, vai dando na recordação, que então, faz suspirar Porquê da prosa, o mesmo persistir que sussurra n’alma e faz mais sentir desesperações da infortunada sorte Do silêncio a quietude, unicamente murmúrios, que ativa o dia poente arrastando a noite, insone, sem suporte... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16, abril, 2022, 18’45” – Araguari, MG

⁠LAVA-PÉS dá-se para se lavar a fé, o lenho, a sujeição
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⁠LAVA-PÉS dá-se para se lavar a fé, o lenho, a sujeição as mãos, a alma, o olhar areie o cunho, o coração permita-se lavar a selvageria a falta de amar asseie-se com poesia banhe-se na verdade raspe a hipocrisia então, sentirá alegria companhia sabedoria... varre-se de bem sem revés o Divino é além é através permita-se lavar a boca, o mal viés empunhe sua cruz e no seu convés... o caminho, a verdade... Jesus! permita-se no lava pés! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14, abril, 2022, 17’11” – Araguari, MG paráfrase Frei José Ariovaldo

⁠SAUDADE AJOELHADA Cá, sob este chão de superfície rude de pouca chuva, seco, natal morada
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⁠SAUDADE AJOELHADA Cá, sob este chão de superfície rude de pouca chuva, seco, natal morada meu eu, jaz pra sempre em plenitude a causa da minha narrativa poetada Fora-se-me nostálgico a cada parada e, vãos, os sonhos da terna juventude aqui, pelas calçadas, firme e devotada lembranças, de um tempo de virtude Repousa, cá, em paz sob este sertão emoções, as recordações, do genuíno sentimento... suspirados do coração! E, cada sensação sentida, sussurrada da alma, mescla com o dobre do sino da Matriz, pondo a saudade ajoelhada... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 03 abril, 2021, 13’58” – Araguari, MG

⁠CERRADO LOTADO DE POESIA Imensidão, profundo e denso labirinto em que há diversos, e encanto brando
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⁠CERRADO LOTADO DE POESIA Imensidão, profundo e denso labirinto em que há diversos, e encanto brando cheio de fascínio de detalhe destinto teus cantos, extasiantes, só estando! Do teu variado ser diferente, é ressinto no teu rico entardecer o rubro vibrando que nos surpreende e nunca é suscinto é aquela graça que n’alma vai gafando Ora o teu vento nos galhos musicando e a passarada nos jatobás florescendo canto e contos, todos, contigo rimando Os ipês, caliandras, lobeiras, em junção que, faz da sensação, prazer querendo é o cerrado lotado de poesia, de sedução! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02 abril, 2021, 14’28” – Araguari, MG

⁠LATEJA-ME Lateja-me na emoção, o agrado que ventura o sentimento que a nobre felicidade carrega.
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⁠LATEJA-ME Lateja-me na emoção, o agrado que ventura o sentimento que a nobre felicidade carrega. E, como trilhei, meu Deus, a amável ternura eu, a quem a direção produtiva pouco nega... Vou vivendo, nesta dita, e que não sossega em torno do prazer, que luze, que fulgura! Ah! como é satisfação a sorte que me lega a cortesia que tem o entusiasmo que figura Ergo a gratidão, então, com um doce aceno nestes versos que se tem em poema sereno largando prostrado os espinhos e o amargor Dou graças, assim, em plena consagração da bonança, do cuidado e da doce paixão que palpita do coração no apurado amor... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30 março/2022, 10’35” – Araguari, MG

⁠AINDA... Saudade! como negar sua existência, ouvindo nas entranhas do peito este sussurrar de dor
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⁠AINDA... Saudade! como negar sua existência, ouvindo nas entranhas do peito este sussurrar de dor comichando, num suspirar profundo, infindo quando se tem a lembrança do antigo amor Tudo uma solidão, vazio, o aperto intervindo naquela sensação de agrado, o talvez supor olhos lacrimejados, e aquela angustia vindo deixando inquieto o propósito de um amador Ah! amar, de uma poética doce e abundante em cada querer a jura, uma ilusão fascinante que pulsa o coração e tem a alegria tão linda E, assim, no tempo andarilho, a falta palpita a emoção soluça, recorda, transborda e grita numa poesia que insiste, que persiste ainda! ... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 março/2022, 19’00” – Araguari, MG

⁠MATINADA Um alvor. Um feixe doirado do arrebol, um doce sabor
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⁠MATINADA Um alvor. Um feixe doirado do arrebol, um doce sabor e, alvoroçado no enredado da trepadeira, um beija flor Delgado, assim, apressado fremente e leve, um primor cá pras bandas do cerrado num bailar de brando amor Neste cenário, a borboleta numa vermelha flor, poeta tão mimosa, tão iluminada Neste fulgor do amanhecer cantarolas, voejadas a tecer aclamando a sutil matinada © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28 março/2022, 05’47” – Araguari, MG

⁠RELÍQUIAS Num velho sentimento de um passado que no matiz do tempo já tem outra cor
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⁠RELÍQUIAS Num velho sentimento de um passado que no matiz do tempo já tem outra cor retalhos do versar, assim, relembrado poetizam em prosa, a saudade, o amor São sussurros, juras, hino apaixonado que se transformaram em vazio e dor restos de olhares do estar enamorado e a recordação daquela concedida flor Ah! breve a ação do fado que aparta deixando no espirito lembrança farta de sensação aflitiva que doridas são Relíquias... de valedouiro tão presente guardadas em uma poética tão latente dos versos reminiscentes no coração! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 março/2022, 12’47” – Araguari, MG

⁠NAS ENTRELINHAS Se alguém pudesse ler a alma da poesia secreta, onde cada sentimento a traçou
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⁠NAS ENTRELINHAS Se alguém pudesse ler a alma da poesia secreta, onde cada sentimento a traçou talvez entenderia mais sua terna melodia os sonhos, os suspiros que elevaram voo Estar é o destino e, se acaso, algum dia a condição no sofrer, então, lacrimejou esse verso não era a poética de alegria nem tão pouco a emoção que enlutou É a vida, ilustrada, da direção da gente tateando a cada momento eternamente trajando o além dum agrado ou aflição Nessa prosa, na composição reservada: um olhar, um sussurrar, a afeição velada... nas entrelinhas de uma variante sensação! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 março/2022, 14’41” – Araguari, MG

⁠SONHANDO... Daquele mesmo sonho sonhado, repentino rico de venturas, colorido de doce sensação
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⁠SONHANDO... Daquele mesmo sonho sonhado, repentino rico de venturas, colorido de doce sensação de imagens aromáticas, mirífico, tão divino minha alma sonhou cada sentir de emoção A cada alvor, a esperança e o seu destino e para o amor, suspira o emotivo coração a cada imaginação um despertar genuíno a expectativa de um porvir, de uma ilusão E, assim, cada trova, cada prosa, criando a poesia e eu na poética íamos sonhando chilreando paixão numa canção especial Sonhando... e como é bom poder sonhar tem sempre gosto de quero mais, idear... Velando por aquele sentimento adicional! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 março/2022, 13’10” – Araguari, MG

⁠PADECER Ainda às vezes, a prosa saudosa que outrora me foi com afeição
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⁠PADECER Ainda às vezes, a prosa saudosa que outrora me foi com afeição vem cruel tal desfolho duma rosa macular a poética da inspiração E, dantes a poesia tão carinhosa que da alma era vital dedicação agora em tom áspero, nebulosa chora no verso cheio de solidão Ah! esse aperto que tem a toada de sensação dura e amargurada põe a trova em um dano sem fim Pois, o fado ainda bem maldoso unta de suspiro, pondo pavoroso o soneto a padecer junto de mim.... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24/03/2022, 15’30” – Araguari, MG

⁠PRAS MARIAS Maria, Marias... poética, és poesia Força no nome, as Marias caseiras
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⁠PRAS MARIAS Maria, Marias... poética, és poesia Força no nome, as Marias caseiras Das dores, as José, as de idolatria: A Mãe de Jesus, Amém... Fé e valia! Maria, de Fátima, Brasileiro, brasileira São muitas, e todas com sua quantia A da cidade, a caipira, a lerda, a ligeira Mulher faceira, as Marias, no dia a dia Cada Maria: as filhas, as mães, as tias Família, vigor, amor, ternas melodias Quem em casa não tem a uma Maria? São versos na emoção, assim, escritos Ditos, afinal, são de sentidos benditos Vivas se dão!... nesta láurea melodia! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22/03/2022, 05’30” – Araguari, MG pra minha tia Maria de Fátima Brasileiro, nos seus 80 anos

⁠DOR SUPREMA Cai a noite, é outono, o cerrado chuvoso, prosa o amplo e deserto céu, místico e tão sombrio
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⁠DOR SUPREMA Cai a noite, é outono, o cerrado chuvoso, prosa o amplo e deserto céu, místico e tão sombrio uma saudade rameira de angústia tenebrosa geme, ladeia, se fazendo de um silente vazio É noite. Chove. A sensação se vê preguiçosa que só tortura... a recordação provoca arrepio porque sofre na poética do bardo calamitosa que só tem nas sombras de um nublado estio E a noite adentra, e as saudades, uma a uma pesam na solidão, e assim, a tristura exuma acordando no sentimento o aperto que aflora Ah! Eu quisera, planear a felicidade no poema dum dito amor, um amor, não a dor suprema... Chove lá fora! Cá dentro a minha alma chora! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 março, 2022, 17’52” – Araguari, MG

⁠VOZ DO VENTO Uma agonia! a voz do vento que murmura No cerrado, sussurrando aquela saudade
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⁠VOZ DO VENTO Uma agonia! a voz do vento que murmura No cerrado, sussurrando aquela saudade De outrora, em uma sensação pela metade Sobra de um sonho, esquecido numa jura E o vento no terreiro vai pela noite escura Gemendo entre os galhos tortos em riste A melancolia n’alma e no coração insiste Expondo ao verso um versar com tristura Vai e vem, bafeja, suspira, queixa, farfalha Um vendaval choroso, cortante tal navalha Revivendo aquele amor perdido. Um talvez Ah vento! Quanto falta, ah! quanta solidão Que sinto no peito, que se vai na vastidão Ermo, dos mimos ameigados a minha tez... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 19 março, 2022, 14’21” – Araguari, MG

⁠SOBRE O AMOR Manso é sobre o amor revelado O sentimento cheio de satisfação
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⁠SOBRE O AMOR Manso é sobre o amor revelado O sentimento cheio de satisfação Que toma conta do dado coração A sensação do permitido agrado Seu sentido tem a terna emoção Tem o dom do mimo, imaculado É essência distinta, apaixonado Ah!...Amor, fundamental razão! O luar poético, que nos fascina Seduz, de uma acepção divina Que se doa, se oferece e perdoa Oh! o surpreendente amor ideal Que alucina, arrebata, tão boreal Soma ventura e faz sorrir à toa... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 março, 2022, 14’17” – Araguari, MG

⁠NUMA POESIA DE AMOR Numa poesia de amor, puramente Tem versos poéticos e lisura igual
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⁠NUMA POESIA DE AMOR Numa poesia de amor, puramente Tem versos poéticos e lisura igual Sensações, afago, então, presente Encantador tal as rosas dum rosal Um verso breve, com tal essência Onde há emoção e um doce olhar Aonde a alma possa na cadência Ter o fascínio e ventura encontrar Que tenha a inspiração incendida Cheia de paixão, aquela incontida Pois, o diário se escrevera depois E, incluído nestes versos, o amor O cheiro, o encontro, a dada flor Versejando o sentimento a dois... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16 março, 2022, 14’41” – Araguari, MG

⁠“Amare” Canto o amor que habita o meu peito que em mim é de emoção e de agrado
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⁠“Amare” Canto o amor que habita o meu peito que em mim é de emoção e de agrado que se agiganta, um poder imaculado que toma conta do ser, gostoso jeito que deixa o olhar rútilo, sedutor feito leva a minha vida pro tino apaixonado suspira, sussurra, põe o afeto ao lado e que me inunda de paz quando deito amor que me dá prazer, e traz ardor como se fora o grande mestre tutor a guardar o sentimento do coração. “Amare!” a exaltação que me invade demais tu me contentas, ó felicidade que d’alma derrama serena sensação... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 março, 2022, 19’24” – Araguari, MG