Embarcou na calada madrugada, levando contigo minha alvorada, sumiu sob o manto da escuridão,
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Embarcou na calada madrugada, levando contigo minha alvorada, sumiu sob o manto da escuridão, deixando no caos o meu coração.
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Embarcou na calada madrugada, levando contigo minha alvorada, sumiu sob o manto da escuridão,
Embarcou na calada madrugada, levando contigo minha alvorada, sumiu sob o manto da escuridão, deixando no caos o meu coração.
Venho de tantos lugares de tantos luares, vivi no ventre e em meio a tanta gente, estive feliz como um passarinho em vôo,
Venho de tantos lugares de tantos luares, vivi no ventre e em meio a tanta gente, estive feliz como um passarinho em vôo, batendo livre as asas por sobre os mares, visitei varias mulheres, milhares de casas, amei, amei muito, ah! como eu amei.....
"não se faz um poeta, nem se cria ou copia, simplesmente se nasce poeta um dia,"
VIAGEM NO TEMPO Lanço ao mar meu olhar, ele é minha ponte
VIAGEM NO TEMPO Lanço ao mar meu olhar, ele é minha ponte com o horizonte, olhos atentos de navegar, visão lisa, assaz precisa, me da o norte, da nossa sorte, ao destino que não invisa, minha pele cheira alvorada respira nova liberdade, pois nunca é tarde, se meu lugar é tua parada, ouço sons verdes de farfalhar, é a brisa da nova sina, ou talvez tua saia menina, talvez ambas a me esperar, Ó mar, ó amar, provei teu sal, temperei meus anseios, me deitei em teus seios, agora fujo para o teu madrigal. Pérsio Pereira de Mendonça – 14/07/2016
BURLESCO Gira mundo no vazio e gira a vida no vazio, gira mulher que dança, gira e nunca cansa,
BURLESCO Gira mundo no vazio e gira a vida no vazio, gira mulher que dança, gira e nunca cansa, o resto passa inerte e rápido na paisagem, a cada volta uma esperança e uma viagem Flutua lua indiferente ao espaço renitente, flutua menina o doce bailado intermitente, entre estrelas e cometas na melodia vazia, e eu aqui a olhar o céu em completa afasia. Da pérgola, ao longe vejo refletido o olhar, reflete cintilante dança na espuma do mar, saia rendada branca e olhos cheios d’água, vem em ondas, devagar, pela areia dançar. Linda criatura criada na fonte das latências, linda sereia no mar dança com onipotência. Gira mundo repleto, gira mundo completo, gira a mulher adorada no silêncio predileto. Ganho cores e sons ao ritmo de sua dança, agora já tenho de novo o fio da esperança, tomastes corpos e almas com teu encanto, agora valsas livre também pelo meu canto. Pérsio Pereira de Mendonça – 14/07/2016
PARCA POESIA Sou da poesia um arremedo sou poeta de meros esboços,
PARCA POESIA Sou da poesia um arremedo sou poeta de meros esboços, sou o vate covarde com medo, minhas ignomínias vão até o pescoço. Vão de gavetas escondem meus versos, meus segredos no recanto do escaninho, ninguém sabe, ninguém vê, Por que leriam? Para que? São relíquias pessoais, meus ais, não são as trovas do cotidiano, que por vaidade publico para satisfazer meu ego insano, fatuidades remidas do passado, licenças poéticas de tempo inapropriado. Só a cama em desalinho é minha cúmplice, guarda meus sonhos despertos ou não, sempre me recebe calada na calada, amanhece em silêncio de voto sagrado, casta e pura com sua alvura súplice, consegue ser silente em refrão, logo cedo é arrumada e alinhada não diz nada, é apenas em meu peito que reside um libelo, por guardar algo tão lindo e tão belo, e até este se cala, não declama e não fala. Confidencio para as paredes, pois elas tem muitos ouvidos, mas são moucas por adrede, assim não ouvem os meus gemidos.
Almas leves não aceitam o peso de pessoas vazias, por isso voo sem asas e quedo o abismo confiante, não temo o solo, porque piso em nuvens sem razia,
Almas leves não aceitam o peso de pessoas vazias, por isso voo sem asas e quedo o abismo confiante, não temo o solo, porque piso em nuvens sem razia, já não mais me habito, por ti me tornei o itinerante,
PEQUENO INFINITO O amor é o pequeno espaço infinito em que habito, onde se perdem meus gritos e todos os meus ritos,
PEQUENO INFINITO O amor é o pequeno espaço infinito em que habito, onde se perdem meus gritos e todos os meus ritos, o amor é o labirinto em que encontro o que sinto, dédalo de vários atalhos em que se perder é a saída, o amor é o voo mais alto, o grande sonho de Ícaro, auge da existência, linha do céu, um fugaz píncaro.
"....escrevo versos as vezes extraordinários, mas em geral totalmente ordinários, sou um poeta comum, pardal e não canário,
"....escrevo versos as vezes extraordinários, mas em geral totalmente ordinários, sou um poeta comum, pardal e não canário, meus poemas voam sozinhos, a procura de um caminho à qualquer ninho,..."
VAIDADES Tem dias que meu olhar faz o espelho chorar. e a lágrima rola pelo avesso do vidro espesso,
VAIDADES Tem dias que meu olhar faz o espelho chorar. e a lágrima rola pelo avesso do vidro espesso, corre lenta e contamina como orvalho todo ar respiro a minha dor na intenção do teu apreço, então miro a imagem que não mais me reflete, apenas reproduz o esboço do que já foi alegria, todo logos que conduz agora à emoção deflete, e remete a patética visão do que fui eu um dia. reflexos, esboços embaçados de meu passado, o presente se apresenta esmaecido, e dormente, indolente, nubla a visão do dia, é desencantado, antes, com você me mirava com o sol nascente, aguardo, me guardo e pergunto para o reflexo, se existe amor ou alguém mais dedicado que eu, a resposta é límpida e torna o mundo convexo, a imagem sorri, me devolvendo a fé no apogeu. e meu olhar de conto de fadas é novamente feliz. Já não chora agora mais o espelho, reconsidera, evapora todo vapor que encobria o luzir da íris, vaidoso coro outra vez e minha tez se reverbera,
SER POETA Quantas vidas têm o poeta, supondo que vida tenha,
SER POETA Quantas vidas têm o poeta, supondo que vida tenha, vive a vida de todos amores, quem vê, crê viver em festa.
IDADE SEM VAIDADE Aquela casa lá embaixo, com a árvore na frente,
IDADE SEM VAIDADE Aquela casa lá embaixo, com a árvore na frente, é a minha casa, a arvore é da minha infância, veja as flores violáceas, estão em botão e logo florescerão, e o muro amarelecido este envelheceu comigo, é meu amigo tenho histórias, algumas velhas, outras novas, feito o sabiá que ali está, ambos adejamos, cada qual a sua maneira, ele alado eu sem penas a não ser as da poesia. Naquele gramado tão verde era eu a criança que ria e aquela balança foi a justiça da minha infância, feliz infância, muito feliz infância, hoje estou velho, demoro mais no meu passeio, porém ganhei em contemplação aquela casa lá embaixo com a árvore na frente, me ensinou que a vida é muito mais que uma simples ilusão
É SIMPLES! Anda! Vem calar a saudade,
É SIMPLES! Anda! Vem calar a saudade, vem encurtar o tempo que foge. Corre! Contra os contratempos, contra o sentido da rosa dos ventos. Foge! Deixa o lugar habitual, deixa pra trás a vida sem sal. Embarque! Nas nuvens de minha estação, nas quimeras dormentes da ilusão. Anda! Contra os contratempos, contra o sentido da rosa dos ventos. Corre! Deixa o lugar habitual, deixa pra trás a vida sem sal. Foge! Nas nuvens de minha estação, nas quimeras dormentes da ilusão. Embarque! Vem calar a saudade, vem encurtar o tempo que foge. Anda! Deixa o lugar habitual, deixa pra trás a vida sem sal. Corre! Nas nuvens de minha estação, nas quimeras dormentes da ilusão. Foge! Contra os contratempos, contra o sentido da rosa dos ventos. Embarque! Deixa o lugar habitual, deixa pra trás a vida sem sal. Anda! Nas nuvens de minha estação, nas quimeras dormentes da ilusão. Corre! Contra os contratempos, contra o sentido da rosa dos ventos. Foge! Deixa o lugar habitual, deixa pra trás a vida sem sal. Embarque! Vem calar a saudade, vem encurtar o tempo que foge.
INSTANTE TRISTE Hoje está triste a noite, sem lumiar minh’alma, e mesmo assim uma fagulha de alegria, resiste,
INSTANTE TRISTE Hoje está triste a noite, sem lumiar minh’alma, e mesmo assim uma fagulha de alegria, resiste, insiste no íntimo, deita a minha dor com calma, luto contra tal mutante ferida fria, que persiste
Partiu a lua com dó dos amantes bem queria ficar um pouco mais, encobrir na penumbra meus ais,
Partiu a lua com dó dos amantes bem queria ficar um pouco mais, encobrir na penumbra meus ais, mas já vai ela sumindo e distante.......
ATREVIDO Quanto mais escrevo, mais me atrevo,
ATREVIDO Quanto mais escrevo, mais me atrevo, por natureza já sou atrevido, me jogo nos versos, e perco todos sentidos, mas encontro cada sentimento, nem que seja por um instante, nem que dure um momento, me atrevo por qualquer motivo, não me contenho, a poesia é que me contém, mas por favor, não contem a ninguém. .
Tinta na ponta da pena, pinta a palavra pequena,
Tinta na ponta da pena, pinta a palavra pequena, sinta! menina serena, até tua pinta é poema.
LICENÇA PARA AMAR Escrevo por excessos e exceções, talvez porque escreva para ti,
LICENÇA PARA AMAR Escrevo por excessos e exceções, talvez porque escreva para ti, e se exacerbam as minhas emoções, crio neologismos, hiperbolizo, abuso da licença poética aqui e ali, e continuo a versar fácil e versátil, te exulto, exalto em cada nuance, és da minha inspiração a amante, já não sou mais sequer poeta, posto que me confundo a poesia. Rabisco minhas linhas rebuscadas com palavras já a tanto usadas, racionalizo apenas o supérfluo o essencial, esse eu sempre sublimo, meu sentimento é primoroso assim exagero,extrapolo, alucino, destilo esse bem gostar melífluo, tinjo meu verbo com exuberâncias que aprendi nos jogos de minha infância, posto que me confundo a poesia. E se algum dia alguém me perguntar do por que, responderei simplesmente: Por amor, nada mais.
POESIA ÀS CRIANÇAS A girafa olha por cima do muro. com seu enorme pescoço duro,
POESIA ÀS CRIANÇAS A girafa olha por cima do muro. com seu enorme pescoço duro, querendo saber porque o gato, enquanto miava, voava sapato.
INTEIREZA Tudo que tenho é por inteiro, é intenso, completo, certeiro,
INTEIREZA Tudo que tenho é por inteiro, é intenso, completo, certeiro, nada me preenche na metade, nem mesmo, medo e saudade, sou a parte completo do todo, o visco inteiro e verde do lodo, peça que fecha quebra cabeça, o final onde tudo mais começa. O amor está em mim até o fim, plantado bem cravado no peito, arraigado na raiz de meu verso, se enterra e espalha feito capim e me serve de estrada e de leito, é completo, pois é meu universo.
Ah Sou poeta. Ah! Sou poeta grandes frases na pequena pena Ah Sou poeta. Ah! Sou poeta
Ah Sou poeta. Ah! Sou poeta grandes frases na pequena pena Ah Sou poeta. Ah! Sou poeta crio tempestades em águas serenas tenho pena de quem não tem pena
VERSO É BICHO DE PENA Minha metade é plena, e se plena é, metade não pode ser, minha poesia é pena, e pena sendo tem o dom de voar,
VERSO É BICHO DE PENA Minha metade é plena, e se plena é, metade não pode ser, minha poesia é pena, e pena sendo tem o dom de voar, meu amor é completo, e por assim existir a tudo pode ver. meu verso é perene, ao mesmo tempo fugaz, é puro ar.