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Frase de Persio Pereira de Mendonça

PARCA POESIA Sou da poesia um arremedo sou poeta de meros esboços, sou o vate covarde com medo, minhas ignomínias vão até o pescoço. Vão de gavetas escondem meus versos, meus segredos no recanto do escaninho, ninguém sabe, ninguém vê, Por que leriam? Para que? São relíquias pessoais, meus ais, não são as trovas do cotidiano, que por vaidade publico para satisfazer meu ego insano, fatuidades remidas do passado, licenças poéticas de tempo inapropriado. Só a cama em desalinho é minha cúmplice, guarda meus sonhos despertos ou não, sempre me recebe calada na calada, amanhece em silêncio de voto sagrado, casta e pura com sua alvura súplice, consegue ser silente em refrão, logo cedo é arrumada e alinhada não diz nada, é apenas em meu peito que reside um libelo, por guardar algo tão lindo e tão belo, e até este se cala, não declama e não fala. Confidencio para as paredes, pois elas tem muitos ouvidos, mas são moucas por adrede, assim não ouvem os meus gemidos.

Persio Pereira de Mendonça

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Pensador.com

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O mar vaza, na praia, com indiferença, resiliente como tua presença ausente, cobre a terra com posse, prepotência, envolvendo tudo menos tua carência.

RESPINGOS Pinga a chuva, preguiçosa, lá fora, escorre no vidro qual lágrima fria,
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RESPINGOS Pinga a chuva, preguiçosa, lá fora, escorre no vidro qual lágrima fria, céu preto, névoa clara, fotografia, pinga tinta de minha pena, apenas... Verto em gota triste pela menina, dos olhos, perda que me devora, nuances da felicidade, de outrora, pinga meu verso silente, nascente... Despeja salgada, na pele olvidada a marca indelével da dor inaudível, que um dia julguei seria impossível pinga goteira em tímida, cachoeira... Ritmado compasso ocupa o espaço crescendo em flor na forma de dor, aponta para um outro sol seu calor. pinga tinta de minha pena, apenas... pinga tinta de minha pena, apenas...