As vezes me falta a letra, porém, não me falta expressão.
Posso não saber escrever...
Mas sei dizer...
Talvez se juntassem todas as letras do alfabeto, muitos mestres da língua ficariam devendo para seu próprio destino, por não saberem devidamente se expressarem!!!
O Poeta fala muito, rima frases, encanta o leitor. Mas afinal de conta, o que conta? Como dizia Albert Einstein: " Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado". O romântico poeta não consegue dizer nada além dos seus sentimentos ou ressentimentos, são nas entre linhas que os segredos se revelam, mas quem entenderia se há tristeza ou alegria. O alfabeto chora, pois na construção das frases sabe... que ali mora um coração que grita, chama, reclama e exclama os versos de sua vida. E para quem lê... É só um escritor que busca um público, porém, público se torna o poema, e o poeta? Continua escrevendo.
Paulo Sérgio Krajewski.
14 de Janeiro de 2011.
Casa velha;
Cheira poeira, mofo.
As árvores te dão as sombras;
As sombras te descansa no calor.
O sol ilumina sua imagem.
Casa velha tu és!
Nas noites és sombria;
Ninguém se aproxima;
O medo domina.
Casa velha;
Quem te quer, quem te deixou?
Continua no mesmo lugar;
Casa velha;
Que te renovas?
Paredes rachadas,
Telhado quebrado;
Quarto escuro;
Sala sem luz...
Mas ainda seduz.
Houve alguém,
A quem te planejou,
Nunca esquece...
Teu coração padece.
Mas ainda há forças,
Continua em pé.
Sobrevive o frio do inverno sozinha,
Mas casa velha...
Não de seu tempo...
Mas, de um passado.
Seus olhos molhados.
Sabe...
Há alguém do outro lado...
Que ainda te quer.
Passaram-se os dias...
A luz retornou.
A alegria bate a porta...
A porta se cai,
És tu que anseia,
Que adentre alguém...
E viva contente...
Em seu interior.
Paulo Sérgio Krajewski.
31 de Março de 1998.