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Frases de Paulo Lebiedziejewski

5 frases

Duro é temer que A cega lâmina ou o Áspero baraço,
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Duro é temer que A cega lâmina ou o Áspero baraço, Cessem apenas o grito Ali mesmo na garganta. E assim, no incerto Além Esteja eu a gritar sem voz No maçador silêncio Da minha breve eternidade. Dantes ter que correr num campo de Helena! Nas mãos escudo, espada e certeza. Hoje, ter coragem exige amar A vida até o último hospitalar suspiro. Atitude, às vezes, é poder-se estar dignamente morto.

Independentemente da sua religião, pensemos em etiqueta social e sanidade mental. Imagine se no seu aniversário, invés de lhe prestarem as formalidades, todos passassem a adorar freneticamente um gordinho vestido com gorro de pompom e pesadas roupas vermelhas justo nas férias de…
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Independentemente da sua religião, pensemos em etiqueta social e sanidade mental. Imagine se no seu aniversário, invés de lhe prestarem as formalidades, todos passassem a adorar freneticamente um gordinho vestido com gorro de pompom e pesadas roupas vermelhas justo nas férias de verão? De riso estranho (tal como Roberto Carlos) e com o hábito de estar sempre a invadir à surdina casas burguesas (só elas tem chaminé e árvores cortadas agonizantes) e a lidar noturnamente com meias sem par? Isto pra não falar do sino badalando como o caminhão dos recicláveis. Não bastasse, para lhe comemorar, sentariam às fartas mesas dos que têm, repletos de um inexplicável sentimento dito natalino e comeriam complusivamente pratos igualmente alheios ao clima e horário, sentindo vibrar no ar a ansiedade infantil dos pézinhos agitados sob as toalhas aguardando pular no meio dos embrulhos caprichosos. Pensemos que o homenageado nasceu miserável, prensado entre pomposos fariseus e escalafobéticos romanos que marchavam de sandálias com estranhos chapéus metálicos. E havia de escapar ainda de um rei das solteironas a decapitar sem dó os bebezinhos, só por precaução. Não sei bem onde queria chegar com isto, mas vale o esquisito gosto que tenho de fazer parte da coisa toda. Até a ressaca do champagne sem culpa e a boca seca pela manhã fazem parte do ritual.

A política das frases: Na época que antecede as eleições, algumas pessoas pensam estar numa guerra à moda dos filmes americanos, que eleva os homens de valor e seleciona os bravos e destemidos. Sempre são pessoas que se engajam na disputa (como funcionários descartáveis, colabo…
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A política das frases: Na época que antecede as eleições, algumas pessoas pensam estar numa guerra à moda dos filmes americanos, que eleva os homens de valor e seleciona os bravos e destemidos. Sempre são pessoas que se engajam na disputa (como funcionários descartáveis, colaboradores ou fracos idealistas) e confundem campanha eleitoral com política. Marquês de Maricá disse em 1812: "Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição." E estes chatos que tanto incomodam nas redes sociais e na mídia, sem ter sequer uma causa própria, esquecem que "Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.", nas palavras de Friedrich Nietzsche. Deveriam saber que quando Aristóteles afirmou que o ser humano é um animal político, não era a esta atividade de fuxico que se referia. Pois estas pessoas estão por demais inseridas na nossa podre estrutura partidária, onde: "Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstrata de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos.", na concepção de Carlos Drummond de Andrade. A política aristotélica é aquela que humildemente pregavam Madre Teresa de Calcutá e Zilda Arns, que, não se enganem, não faziam caridade, mas defendiam liberdade e um Estado mais humano e lutavam contra a máxima de Voltaire: "Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros." Ao que parece, estes que confundem política com campanha são os mesmos que desacreditam a educação e a filosofia, que a eles não ensina a pensar. Bertold Brecht, educador de verdade (daqueles que morrem pobres), sempre teve opiniões políticas difíceis de engolir, reclamava por mudanças e nos deixou esta última lição: "(...) não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural e nada deve parecer impossível de mudar.".

Desde antes da primeira aula de catecismo, Detrás daquela janela uma voz já lhe dizia: - Deus não sabe de latim.
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Desde antes da primeira aula de catecismo, Detrás daquela janela uma voz já lhe dizia: - Deus não sabe de latim. Que se quisesse Lhe falar, dispensasse os tradutores. Amasse e pronto! (Receita incompleta). De pronto, já na segunda aula, Pôs-se disposto a praticar e de tanto Olhar o enrolado cabelo de Mariazinha, Que dourado refletia a luz do vitral da torre, Viu sua orelha de repente na mão da professora. - Beijo tem idade menino! Levou toda a vida para aprender que Todo mundo tem um medo, Que amor não é desejo, Que a língua de Deus muito mais se parece Com o silêncio calmo nos olhos recém-iluminados de Davi, Seu filho que nada sabe de qualquer catecismo.