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Frase de Paulo Lebiedziejewski

Duro é temer que A cega lâmina ou o Áspero baraço, Cessem apenas o grito Ali mesmo na garganta. E assim, no incerto Além Esteja eu a gritar sem voz No maçador silêncio Da minha breve eternidade. Dantes ter que correr num campo de Helena! Nas mãos escudo, espada e certeza. Hoje, ter coragem exige amar A vida até o último hospitalar suspiro. Atitude, às vezes, é poder-se estar dignamente morto.

Paulo Lebiedziejewski

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Pensador.com

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Outras frases de Paulo Lebiedziejewski

Dar bons conselhos é a mais perfeita forma de altruísmo, pois consiste em dar ao próximo aquilo que você mais precisa.
Desde antes da primeira aula de catecismo, Detrás daquela janela uma voz já lhe dizia: - Deus não sabe de latim.
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Desde antes da primeira aula de catecismo, Detrás daquela janela uma voz já lhe dizia: - Deus não sabe de latim. Que se quisesse Lhe falar, dispensasse os tradutores. Amasse e pronto! (Receita incompleta). De pronto, já na segunda aula, Pôs-se disposto a praticar e de tanto Olhar o enrolado cabelo de Mariazinha, Que dourado refletia a luz do vitral da torre, Viu sua orelha de repente na mão da professora. - Beijo tem idade menino! Levou toda a vida para aprender que Todo mundo tem um medo, Que amor não é desejo, Que a língua de Deus muito mais se parece Com o silêncio calmo nos olhos recém-iluminados de Davi, Seu filho que nada sabe de qualquer catecismo.

A política das frases: Na época que antecede as eleições, algumas pessoas pensam estar numa guerra à moda dos filmes americanos, que eleva os homens de valor e seleciona os bravos e destemidos. Sempre são pessoas que se engajam na disputa (como funcionários descartáveis, colabo…
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A política das frases: Na época que antecede as eleições, algumas pessoas pensam estar numa guerra à moda dos filmes americanos, que eleva os homens de valor e seleciona os bravos e destemidos. Sempre são pessoas que se engajam na disputa (como funcionários descartáveis, colaboradores ou fracos idealistas) e confundem campanha eleitoral com política. Marquês de Maricá disse em 1812: "Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição." E estes chatos que tanto incomodam nas redes sociais e na mídia, sem ter sequer uma causa própria, esquecem que "Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.", nas palavras de Friedrich Nietzsche. Deveriam saber que quando Aristóteles afirmou que o ser humano é um animal político, não era a esta atividade de fuxico que se referia. Pois estas pessoas estão por demais inseridas na nossa podre estrutura partidária, onde: "Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstrata de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos.", na concepção de Carlos Drummond de Andrade. A política aristotélica é aquela que humildemente pregavam Madre Teresa de Calcutá e Zilda Arns, que, não se enganem, não faziam caridade, mas defendiam liberdade e um Estado mais humano e lutavam contra a máxima de Voltaire: "Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros." Ao que parece, estes que confundem política com campanha são os mesmos que desacreditam a educação e a filosofia, que a eles não ensina a pensar. Bertold Brecht, educador de verdade (daqueles que morrem pobres), sempre teve opiniões políticas difíceis de engolir, reclamava por mudanças e nos deixou esta última lição: "(...) não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural e nada deve parecer impossível de mudar.".

Independentemente da sua religião, pensemos em etiqueta social e sanidade mental. Imagine se no seu aniversário, invés de lhe prestarem as formalidades, todos passassem a adorar freneticamente um gordinho vestido com gorro de pompom e pesadas roupas vermelhas justo nas férias de…
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Independentemente da sua religião, pensemos em etiqueta social e sanidade mental. Imagine se no seu aniversário, invés de lhe prestarem as formalidades, todos passassem a adorar freneticamente um gordinho vestido com gorro de pompom e pesadas roupas vermelhas justo nas férias de verão? De riso estranho (tal como Roberto Carlos) e com o hábito de estar sempre a invadir à surdina casas burguesas (só elas tem chaminé e árvores cortadas agonizantes) e a lidar noturnamente com meias sem par? Isto pra não falar do sino badalando como o caminhão dos recicláveis. Não bastasse, para lhe comemorar, sentariam às fartas mesas dos que têm, repletos de um inexplicável sentimento dito natalino e comeriam complusivamente pratos igualmente alheios ao clima e horário, sentindo vibrar no ar a ansiedade infantil dos pézinhos agitados sob as toalhas aguardando pular no meio dos embrulhos caprichosos. Pensemos que o homenageado nasceu miserável, prensado entre pomposos fariseus e escalafobéticos romanos que marchavam de sandálias com estranhos chapéus metálicos. E havia de escapar ainda de um rei das solteironas a decapitar sem dó os bebezinhos, só por precaução. Não sei bem onde queria chegar com isto, mas vale o esquisito gosto que tenho de fazer parte da coisa toda. Até a ressaca do champagne sem culpa e a boca seca pela manhã fazem parte do ritual.