Não somos quem somos por ter concluído nosso objetivo, somos isso porque o processo, pela conclusão do tal, nos levou a ser o que somos. O médico não é inteligente por ser o que é, ele é inteligente porque a vontade de chegar ao seu objetivo o fez ser assim.
Frases de P. H. Amâncio.
14 frases
Com palavras corriqueiras me eternizo no teu agora. Não farei sentido se não estiver escrito. Me leia, me releia. Lembre de mim quando pegares no papel. Sou tua folha e a tua tinta.
O fundo do poço não é o pior lugar para se estar, na verdade, é o local propício para renovação. Na vida, a dor que sentimos é provocada pelos arranhões que sofremos durante a queda no poço. Esbarramos nas paredes úmidas e informes, e isso nos causa arranhões e dores bem profund…
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O fundo do poço não é o pior lugar para se estar, na verdade, é o local propício para renovação. Na vida, a dor que sentimos é provocada pelos arranhões que sofremos durante a queda no poço. Esbarramos nas paredes úmidas e informes, e isso nos causa arranhões e dores bem profundas, mas é só a queda. Ao chegar no fundo do poço, é possível sentir o nada, e isso é confortante. E quando isso acontece, é o momento ideal de renovação. Olhar para cima causa o desejo de subir, e sair da zona de conforto, mas há também a opção de cavar mais, e ao fazer isso, é possível extrair da terra minérios e pedras precisas, o autoconhecimento. O diamante, o ouro, e até mesmo o minério de ferro que se encontra ao cavar, nada mais é do que o amor próprio, reconhecimento, e a autoconfiança. Se estiver no topo, cuide para que não perca o equilíbrio e sofra com a queda. Se chegar ao fundo, suba ou se conheça.
Ser sábio não é escolher o certo. Ser sábio não é acertar. A sabedoria se encontra na ação,
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Ser sábio não é escolher o certo. Ser sábio não é acertar. A sabedoria se encontra na ação, A tolice habita no "parar". Quem ditou a regra? Quem criou o escolher? Se a sabedoria é a ação, De movimento precisou ter. Pensando no pouco Agiu como louco, Mas logo se tornou sábio, Pois agiu intencionado. Se o não agir te torna nulo, Sábio até poderia ser, Apenas com um pequeno pulo.
Linda mulher, cheia de fases. Sabe o que quer ou quase sabe.
Quando tudo parecer confuso, é a hora de se calar para se escutar.
Eu já falava deles sem mesmo os tocar Tú já sabia que no fundo eu queria te namorar Eu me entreguei na forma que olhava tua boca
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Eu já falava deles sem mesmo os tocar Tú já sabia que no fundo eu queria te namorar Eu me entreguei na forma que olhava tua boca Lábios molhados provocam sensações tão loucas
A dor não mata, o medo sim. Temer se curar, é o principal caminho para se acabar. Aquele que teme à mudança, vive infeliz e distante da verdade. Quem quer ser a melhor versão, deve lançar fora o temor à coisa nova.
A dor aprisiona a alma. As lágrimas servem para afogar, e o sorriso para disfarçar.
A vida é poética, mas o viver é prosaico.
Olhar, sem a intenção de compreender, te torna um tolo curioso.
Desisto de Entender Grito na letra e choro na voz A tristeza e eu
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Desisto de Entender Grito na letra e choro na voz A tristeza e eu Uma casa que cabe só nós Peito pequeno que sente muito Garganta forte que engole o mundo Meu estômago nem sabe o que é sabor Mastigo a realidade e engulo o horror Ah, mundo triste, mundo estranho Quanto mais eu corro de ti Em ti, mais e mais eu me entranho E é real o sentir e o ver E é o que me dá medo o saber Quando sei que sei, entendo o nada Quando o nada me toma, eu sei de tudo Vivendo sem entender o motivo do passar Passando sem entender a razão do viver Vivo e passando sem ter o que entender Cheio de vazio, lotado de espaço Cuidando fielmente do meu próprio descaso
“Tempo, Meu Algoz Afetuoso” No teu pulsar vou me balançar Contigo caminhar por toda a vida
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“Tempo, Meu Algoz Afetuoso” No teu pulsar vou me balançar Contigo caminhar por toda a vida Se me soltar, já não serei Perco o nome, perco a razão — tenha compaixão Sou o som do teu instrumento Um instante quase esquecido Sou o sim e também o não Nasci por ti já condenado Amigo íntimo do fim Carrego esse legado Tempo, maestro da vida Senhor do agora e do jamais És o bem, também o mal Menino velho, caduco Para o fim, és só um pulo fatal Deixa-me sentir o prazer de viver Sem vigiar o meu fim Nem cheguei a amar direito Nem sei se alguém gosta de mim Tempo, meu caro Dá-me abrigo, dá-me um amparo Ando cambaleando, desfalecendo Ontem eu ainda era moço Hoje já não corro — vou cedendo Ah, Tempo… há tempos Tempos que não voltam Tempos que me roubaram Tempos que acusam Tempos que exortam Tempos que acabaram
Carta crítica filosófica À Natureza É um prazer lhe escrever esta carta,
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Carta crítica filosófica À Natureza É um prazer lhe escrever esta carta, ainda mais pelo privilégio de usar um papel extraído de uma antiquíssima árvore da Alemanha. Escrevo-lhe com meu mais novo lápis do Líbano. Veja como você é importante para mim. Querida, quanto tempo faz desde que não nos falamos, não é mesmo? Pensei em você enquanto meus funcionários erguiam meu novo prédio — um edifício grandioso. Lembra-se daquele jardim onde costumávamos passar? Comprei-o em um leilão. Agora, ali, nasce um prédio comercial. Esperei por você no lançamento da pedra fundamental. Olhei entre homens e mulheres, mas não a encontrei. Terá eu lhe magoado, querida Natureza? Achei que tivesse liberdade para tratá-la com mais intimidade. Parece que você não aprovou minhas ações. Não se preocupe. Assim que eu terminar de limpar o terreno dessas árvores velhas e concluir a construção, erguerei uma estátua de concreto em sua homenagem. Talvez assim eu consiga reconquistá-la. Quando puder, responda-me. Atenciosamente, o insensato.