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Frase de P. H. Amâncio.

“Tempo, Meu Algoz Afetuoso” No teu pulsar vou me balançar Contigo caminhar por toda a vida Se me soltar, já não serei Perco o nome, perco a razão — tenha compaixão Sou o som do teu instrumento Um instante quase esquecido Sou o sim e também o não Nasci por ti já condenado Amigo íntimo do fim Carrego esse legado Tempo, maestro da vida Senhor do agora e do jamais És o bem, também o mal Menino velho, caduco Para o fim, és só um pulo fatal Deixa-me sentir o prazer de viver Sem vigiar o meu fim Nem cheguei a amar direito Nem sei se alguém gosta de mim Tempo, meu caro Dá-me abrigo, dá-me um amparo Ando cambaleando, desfalecendo Ontem eu ainda era moço Hoje já não corro — vou cedendo Ah, Tempo… há tempos Tempos que não voltam Tempos que me roubaram Tempos que acusam Tempos que exortam Tempos que acabaram

P. H. Amâncio.

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Pensador.com

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Outras frases de P. H. Amâncio.

⁠Não somos quem somos por ter concluído nosso objetivo, somos isso porque o processo, pela conclusão do tal, nos levou a ser o que somos. O médico não é inteligente por ser o que é, ele é inteligente porque a vontade de chegar ao seu objetivo o fez ser assim.
⁠Ser sábio não é escolher o certo. Ser sábio não é acertar. A sabedoria se encontra na ação,
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⁠Ser sábio não é escolher o certo. Ser sábio não é acertar. A sabedoria se encontra na ação, A tolice habita no "parar". Quem ditou a regra? Quem criou o escolher? Se a sabedoria é a ação, De movimento precisou ter. Pensando no pouco Agiu como louco, Mas logo se tornou sábio, Pois agiu intencionado. Se o não agir te torna nulo, Sábio até poderia ser, Apenas com um pequeno pulo.

⁠O fundo do poço não é o pior lugar para se estar, na verdade, é o local propício para renovação. Na vida, a dor que sentimos é provocada pelos arranhões que sofremos durante a queda no poço. Esbarramos nas paredes úmidas e informes, e isso nos causa arranhões e dores bem profund…
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⁠O fundo do poço não é o pior lugar para se estar, na verdade, é o local propício para renovação. Na vida, a dor que sentimos é provocada pelos arranhões que sofremos durante a queda no poço. Esbarramos nas paredes úmidas e informes, e isso nos causa arranhões e dores bem profundas, mas é só a queda. Ao chegar no fundo do poço, é possível sentir o nada, e isso é confortante. E quando isso acontece, é o momento ideal de renovação. Olhar para cima causa o desejo de subir, e sair da zona de conforto, mas há também a opção de cavar mais, e ao fazer isso, é possível extrair da terra minérios e pedras precisas, o autoconhecimento. O diamante, o ouro, e até mesmo o minério de ferro que se encontra ao cavar, nada mais é do que o amor próprio, reconhecimento, e a autoconfiança. Se estiver no topo, cuide para que não perca o equilíbrio e sofra com a queda. Se chegar ao fundo, suba ou se conheça.