Frase de P. H. Amâncio.
“Tempo, Meu Algoz Afetuoso” No teu pulsar vou me balançar Contigo caminhar por toda a vida Se me soltar, já não serei Perco o nome, perco a razão — tenha compaixão Sou o som do teu instrumento Um instante quase esquecido Sou o sim e também o não Nasci por ti já condenado Amigo íntimo do fim Carrego esse legado Tempo, maestro da vida Senhor do agora e do jamais És o bem, também o mal Menino velho, caduco Para o fim, és só um pulo fatal Deixa-me sentir o prazer de viver Sem vigiar o meu fim Nem cheguei a amar direito Nem sei se alguém gosta de mim Tempo, meu caro Dá-me abrigo, dá-me um amparo Ando cambaleando, desfalecendo Ontem eu ainda era moço Hoje já não corro — vou cedendo Ah, Tempo… há tempos Tempos que não voltam Tempos que me roubaram Tempos que acusam Tempos que exortam Tempos que acabaram
No pensador.ai desde