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Frases de Otocco

43 frases

⁠Eu não me cobro mais Eu não tenho que tentar Eu não deixo de querer
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⁠Eu não me cobro mais Eu não tenho que tentar Eu não deixo de querer Eu não espero mais pra ter. Agora eu cobro, viver Agora eu tento, a tentação Agora eu quero, agora Agora a espera, é pelo sol lá fora.

⁠Sinto todo sentimento do mundo Vejo os amores pelas ruas Os casais que se buscam
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⁠Sinto todo sentimento do mundo Vejo os amores pelas ruas Os casais que se buscam Nos beijos, as fugas. Invejo os amores alheios Não os entendo, desconheço Afinal, do quê o amor é feito? Minha eterna busca, meu desespero. O amor é qualquer coisa Tal cousa qualquer Dor curada de placebo Inexistente, mas não percebo.

⁠Eu sinto saudade sim Não de você, mas de mim Daquele que deixou de existir
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⁠Eu sinto saudade sim Não de você, mas de mim Daquele que deixou de existir Por promessas de amor sem fim. Sinto falta daquele cara Que sorria de tudo que você Não via graça, isso já era um sinal Se não sorri no começo, todos os dias serão o final. Eu sinto falta da minha essência Da minha falta de amor próprio Da vida que perdi de viver Porquê você me queria sóbrio.

⁠Não há necessidade de respostas. Não, eu não sou alegre o tempo inteiro Eu digo sim mas muitas vezes era não
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⁠Não há necessidade de respostas. Não, eu não sou alegre o tempo inteiro Eu digo sim mas muitas vezes era não Eu preciso sentir o que sentem por mim Mas principalmente me distanciar de um fim. Eu não tomo decisões difíceis Pois uma só mudou tudo e me marcou Cada dia pra mim é intenso Mas sempre fica um vazio imenso. Já ouvi que não posso entristecer Não tenho esse direito, e que isso é frescura A felicidade ao redor é mais importante Logo, sorriso plástico pra mim deve ser o bastante. Não tenho o direito de querer Principalmente se for algo próprio Propositalmente meu coração sempre quer Algo que sempre não posso, por motivo qualquer. Reciclar felicidade, é a mesma de ontem Às vezes fico feliz por ouvir música Fico feliz por ter ajudado alguém Mas nunca por receber sentimentos de ninguém. Quando olhar para mim lembre do sorriso Que carrega toda responsabilidade De fazer com que você se sinta bem Apenas siga, e sorria também. Não tente adivinhar o motivo de tudo isso Eu apenas não consigo ser alegre o tempo inteiro Não aconteceu alguma coisa O que eu sinto; Está acima do meu próprio limite de compreensão.

⁠Minha Nostalgia Se em minhas velas Já não sopram os ventos
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⁠Minha Nostalgia Se em minhas velas Já não sopram os ventos É sinal que em teu peito Meu amor já não tem efeito. Se o gole de run já desce doce Temo por minha saúde, que é frágil Pois em um coração que amor não habita Não há o porquê de ter o dom da vida. Não há ouro, nem o infinito mar Não há riquezas muito menos poder Que compre o verdadeiro sentimento E a sensação que causa meu sofrimento. Sofrimento sim, porquê amar por vezes Nada mais é que um reduto de solidão E uma longa caminhada que me lança Determinado à pular no mar de uma prancha. Nesse mar negro e cheio de lembranças Que para onde olho, nada vejo Onde ninguém me vê, mas tudo eu enxergo. É onde eu conheço quem eu mais detesto O refém de um revés com seu ouro de tolo. Um marinheiro sem bússola Vivendo de maré, um mané Que já não sabe se é mar ou lágrimas por amar.

Nunca desejaria o mar Pois me perderia na sua imensidão Me afogaria em tuas águas
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Nunca desejaria o mar Pois me perderia na sua imensidão Me afogaria em tuas águas E não curaria minhas mágoas. Jamais desejaria o vento Que me sopra tanto quanto o tempo E contudo vem dizendo tanta coisa sobre mim Principalmente que estou envelhecendo. Tampouco desejaria o amor Que enlouquece, fere e te abandona cheio de memórias E com o passar dos anos, se tornam póstumas. Não desejo de forma alguma amar Não desejo muito menos que me amem No fim das contas, desejo que nem nos conheçamos. Se não desejo desejar, e sei que desejo é o mal que existe na vida Afinal de contas desejamos tudo Não preciso me preocupar em desejar...

⁠Amor Só Sempre estive só Nunca quis enxergar
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⁠Amor Só Sempre estive só Nunca quis enxergar Todo amor que existe Só em meu peito há. Sempre estive cego Ouvi à todos e deixei De querer e passei à aceitar Logo consequentemente implorar. O amor se tornou veneno Que foi me servido dia após dia Perdi o paladar, qualquer esmola Era considerado uma sina. Sempre estive só Mas nunca podia dizer Ou aceitava o sistema Ou a porta estava aberta. Era proibido discordar Desejar, querer ou até implorar A maior lei sempre foi Que eu sempre tinha que aceitar. O amor me fez refém E hoje foi o resgate Talvez eu não me recupere Desse imenso desgaste.

Tchau ⁠A felicidade anda pensando em ir embora Flertando com outro alguém que de certa forma
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Tchau ⁠A felicidade anda pensando em ir embora Flertando com outro alguém que de certa forma Sou eu em vidas passadas E talvez não vai me restar quase nada. A felicidade é outrora, lembranças póstumas Inquietação polvorosa de tempos de meninice Antes chamada de ansiedade Hoje não entendo destas tais verdades. O curto espaço de tempo entre um milésimo de segundo E o batimento de um coração machucado É uma grande discrepância aos olhares tímidos De quem observa, um rosto pálido e enfado. A felicidade não é fiel, ela é momentânea Como o nascer do sol que te enche de esperança Mas ao final do dia, se vai no horizonte Sem ao menos dizer o porquê e não se sabe onde se escondes. A felicidade não te ama.

Não se pode ver ⁠O fim é invisível Ele está presente
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Não se pode ver ⁠O fim é invisível Ele está presente Mas não se houve Muito menos se vê. O fim está nos gestos Está nos beijos E também nos abraços. O fim está no cotidiano No que não se sente Naquilo que causa desprezo E no que causa ânsia. O fim está no corpo adormecido Na falta da vontade Na falta do desejo Do que quer a carne. O fim está presente Basta olhar ao redor E nada enxergar Sentir-se ausente. Fora do ar Fora de si Não entender o não Muito menos o sim.

O mar ⁠Da brisa leve e suave As ondas me levam ao seu encontro
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O mar ⁠Da brisa leve e suave As ondas me levam ao seu encontro Mas nesse mar que me atraí Não há água e nem um cais. Apenas uma linda mulher Que com seu belo sorriso desperta Os pensamentos mais puros e sinceros E os transformam nestes versos singelos. Me perco na imensidão que é o teu corpo Como em alto mar se perdem os tolos Que navegam sem rumo e remos Marinheiros guiados pelos ventos. Vindos de lugar algum Indo para lugar qualquer Teus seios se tornam ilhas As mais paradisíacas. Ilhas quais sempre penso Em fugir e ficar para sempre Pois em terra firme a vida Já não me ilude nem fascina.

Por dentro de dois mundos ⁠Meu quarto escuro habita em mim No meio de todos sempre só
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Por dentro de dois mundos ⁠Meu quarto escuro habita em mim No meio de todos sempre só Já se tornou habitual não saber o que é nós. Como mudar-se de mim? O alívio se torna um vazio existencial Que absorve metade do potencial. Meu bem está em qualquer bem Que eu cause a pessoa de bem A distância do que procuro é equivalente ao não saber Do que eu preciso ou quero O final é sempre o mesmo Mesmo que não tenha final. Sou passageiro de histórias De pessoas que precisam De capítulos em suas vidas. Vejo mas não enxergo Escuto mas não ouço De tudo que posso ser Sou apenas um pouco.

⁠Do Alto Alegre Lapidei demais meu coração Obriguei-o a bater desacelerado
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⁠Do Alto Alegre Lapidei demais meu coração Obriguei-o a bater desacelerado O privei de conhecer o mundo E nos dias de hoje, ele já não palpita Sem desfibrilador fica essa dor. Eu me reinvento, me manipulo Nego minhas raízes, nego meu desejo Sou um personagem secundário Na minha própria história Vivo minhas mentiras insanas Pra colher risos plásticos. Do Auto Alegre repousa o desejo No corte perfeito da faca Chora sangue um corpo já sem lágrimas Dos abraços opacos sinto a vergonha De meus árduos pecados reprimidos Do beijo enojado, vômito por auto-ânsia. Mais um dia, mais uma ida e vinda Mais uma semana que passou E nenhum sorriso me convenceu Não toquei o violão nem cantei Corri trancei as pernas e me rasguei Nem a dor deu o ar da graça Por saber que a diferença acaba Quando eu aceito meu ciclo vicioso. Felicidade é um estado, não pode ser comprada Não pode ser moldada muito menos forjada Quero apenas sentir outro sabor que não seja amargo Que não seja falso, que me deixe aguçado...

⁠Infratores Somos corajosos infratores Todos os dias nos matamos um pouco
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⁠Infratores Somos corajosos infratores Todos os dias nos matamos um pouco A cada vez que dizemos não pra si E sim para o outro. Somos corajosos infratores Que renegam a felicidade verdadeira Nos privando de momentos E das pessoas que amamos. Somos corajosos infratores Que buscam refúgio, o ilícito Para esquecer tudo E que tudo nos esqueça. Somos corajosos infratores Alguns jovens, outros tolos Muitos velhos e saudosistas E só podemos ser ou um ou outro. Somos corajosos infratores Nos orgulhamos do passado Nos perdemos no presente E não acreditamos no futuro. Mas mesmo assim Somos corajosos infratores Que preferem se privar do riso Para causar o de alguém Renegamos quem somos Mas fingimos muito bem.

⁠Tua sina Me perdoa pobre coração Eu jamais te quis assim
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⁠Tua sina Me perdoa pobre coração Eu jamais te quis assim Dilacerado e em pedaços Que não podem mais serem costurados. Me perdoa por nunca te defender E nem fazer o que te faz bem Por não me importar com os sinais Talvez por isso hoje não chores mais. Me perdoa por ser tão egoísta Não te alimentar de fé ou crenças Não te dar nem esperança Muito menos confiança. Me perdoa viver por viver Não te fazer bater acelerado Ansioso, de nervoso e excitação Sou uma besta, concordamos nisso então. Me perdoa pobre coração Sei que pensa que o problema é meu Mas te devo perdão, pois habita em mim E queria sinceramente que fosse feliz. Perdoai-me pobre vítima indefesa Quão grande é o teu significado És o motor de vida, o mais belo órgão Que vive confinado em um corpo Como em um calabouço Cheio de amargura e solidão Em uma batida depressiva Teu sofrer é como de mãe Só entendemos quando perdemos Tua sina. Tua minha vida.

⁠Escrever e ler Eu escrevo tanto que penso Poderia escrever um livro
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⁠Escrever e ler Eu escrevo tanto que penso Poderia escrever um livro Mas quem iria ler o que eu escrevo? Ou sobre o quê poderia escrever? Muitas pessoas vêem ou lêem Não sei, de alguma forma olham Sobre o que eu escrevo e eu penso Se ninguém nunca me escreve Eu não devo escrever Mas também penso que alguém De repente pode ter se identificado Escrevo sobre o que sinto e penso Então escrevo e leio como uma forma De ler e sentir que alguém me falou Aquilo que eu precisava ouvir Lendo o que eu mesmo escrevi.