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Frases de Noi Soul

341 frases

⁠antes de eu não estar você me destruiu primeiro no seu olhar com sua indiferença
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⁠antes de eu não estar você me destruiu primeiro no seu olhar com sua indiferença com seu desprezo com sua descrença na dor que vivia a me esmagar sinto o desterro de viver e ser pisoteado pelas lembranças e s m a g a d o r a s da minha própria infância … onde estavam aqueles que um dia prometeram a eterna aliança? Sou filho de um mundo hostil sou fruto de uma não vontade sou chuva que não caiu sou vento sem paisagem … e o que fazem os outros senão esconderem segredos das mentes estranhas do povo engolem seus próprios degredos.

⁠Eu queria falar de todo o significado de toda a importância que sua existência
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⁠Eu queria falar de todo o significado de toda a importância que sua existência representa em minha vida: sem seu apoio eu não poderia fazer aquilo que mais me anima sem sua companhia constante eu não poderia conhecer histórias das mais fascinantes sem sua presença desde a minha mais tenra idade eu nem sei como andaria pelas calçadas desmanteladas da cidade sem seu abraço meus braços se cansariam sem suas lentes meus olhos mal enxergariam são quase 30 anos, amigo em que afasto você de mim apenas para dormir – é que nos sonhos uso a minha visão interior e com ela enxergo além do que os olhos possam distinguir.

⁠perpétuos acordos insanos entre os meus e os seus planos sempre a zombar da minha ingratidão:
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⁠perpétuos acordos insanos entre os meus e os seus planos sempre a zombar da minha ingratidão: eles não conhecem os pesadelos que cavalgam à noite nas entranhas da última gota de suor … quando se conhece os olhos dela muito cedo quando se entende a finitude sem rodeio quando as suas melhores partes são roubadas no início da estrada quando o amálgama da dor enlaça seu corpo numa encruzilhada … apontem os dedos para mim também carrego a culpa em meus passos três menos dois dá um mas este um vive algemado aos seus próprios pedaços … [não peço perdão não quero ser perdoado se eu pudesse virar o tempo não o teria desperdiçado. apenas me entenda! estou implorando outra vez…]

⁠o olhar do mundo aprisiona os sentidos adormecidos: não me julgue pela dor de ser preterido
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⁠o olhar do mundo aprisiona os sentidos adormecidos: não me julgue pela dor de ser preterido nasci uma pérola incrustada na ostra a fiz sangrar minar doer até, enfim, singrar entre os mares impetuosos desta existência vim e vou como cheguei estou parindo a outra face enquanto vicejo o milagre de uma nova essência. – as cortinas do palco incendiaram acendi o pavio escutei as labaredas penetrarem em mim como fogo fátuo indo e vindo passando e sendo mais um dentre tantos que não conheceram razões para continuar… [apenas não me julgue mais um covarde a verdade: eu, a sós com meus pensamentos, me sustentei até aqui! e isso foi muito e isso foi tudo e n f i m]

⁠tudo aquilo que ouvi pelos corredores macabros entrou em mim
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⁠tudo aquilo que ouvi pelos corredores macabros entrou em mim primeiro nos ouvidos poros células depois, a seiva vital corrompida e eles diziam ser aquele o lugar de libertação: libertar da ignorância do mal da opressão. o que vi foi a morte escrita em cada palavra dita por seres tão perdidos e desavisados quanto eu! fui forte até não poder mais fingir indiferença – pessoas mornas podem morrer por dentro e, de tão geladas, transformadas em fantasmas-vivos talvez pensem mesmo que é melhor não resistir – e não existir! [embora eu tenha ido, preferiria ficar se tivesse, ao menos, a sombra de um amigo que pudesse me abrigar…]

⁠e se você olhasse em meus olhos e descobrisse a imensidão que há dentro do peito
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⁠e se você olhasse em meus olhos e descobrisse a imensidão que há dentro do peito solitário amarrado num leito da prisão de faces ocultas… existe um monstro amarrado aos sentimentos deste menino que só busca abrigo um olhar uma profundidade algo que se pareça com a verdade e com o carinho doce de uma manhã. mas as estrelas dormiram nesta noite o céu – breu e meu engoliu o sol das minhas vísceras agora chamo por vozes longínquas e quem há de me escutar nesta eterna escuridão? as veias abertas inundam de esperança este idealista coração!

⁠“Fazer uso da palavra” expressão carregada de signos e significados
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⁠“Fazer uso da palavra” expressão carregada de signos e significados usar não apenas – fazer uso – um verbo seguido do substantivo quase verbal ação sobre quase-ação somada ou multiplicada? Pedir licença à palavra ou a quem vai escutá-las estar no comando da fala ou capitular diante delas as palavras vilãs ou heroínas sagradas ou assassinas tomadas de empréstimo por alguém “fazer” necessita de complemento não existe solto e só a boca prende as letras transforma-as em sentidos apenas para quem as entende surpresas borbulham à língua que se rende a fazer uso da palavra outra vez baila e sente o movimento a intenção o despertar a ilusão das pretensiosas mentes.

⁠Se os próprios sonhos embotam a vida o que será de mim sem a possibilidade de criá-los?
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⁠Se os próprios sonhos embotam a vida o que será de mim sem a possibilidade de criá-los? Se as próprias asas tornam-se feridas o que será de mim sem a chance de usá-las? Se os próprios dedos forjam a mentira o que será de mim sem a possibilidade de amá-los? Se as próprias vozes ocultam a lida o que será de mim sem a possibilidade de encontrá-las?

⁠Indiferente aos movimentos de pequenos seres terrestres cruza o céu em passo lento
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⁠Indiferente aos movimentos de pequenos seres terrestres cruza o céu em passo lento a majestosa dos poetas enquanto a luz iridescente do astro-rei se despede e uma menina-mulher em seu quarto reflete sobre uma cama bagunçada deitada no cobertor lendo letras intrigantes dum famoso escritor a capa cor de arrebol a história seca e tenaz os carros voltando às casas e os sons dos animais vozes distantes e dentro sonhos e sonos sem fim a moça reflete a beleza e a estranheza do existir palavra que mostra tudo discerne e desfere e ri no arco de uma personagem tão longe da sua imagem tão perto do seu porvir minutos viram segundos segundos dissolvem horas e outra vez a aurora desperta sua lucidez começa a vida às 5 trabalha e faz seu risco entre o não e o talvez à noite, de sua janela memoriza os olhos dela a lua que se desfez…

indiferente permanece indiferente ante a desgraça das gentes
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indiferente permanece indiferente ante a desgraça das gentes que morrem aos montes em sua frente não são apenas tiros e facas não são apenas bombas e farpas são inundações de tristezas clamores das extremas pobrezas ciclos que rodeiam os nós vozes que abafam os dós limites perdidos em si mesmos liames desfeitos aos despejos indiferentes eis que permanecem vós construtores do futuro retrós adivinhos de promessas desfeitas mercadores de almas eleitas con-ve-ni-en-te-MENTE disfarçados de bondade entorpecidos em sua própria vaidade indiferente permanece a existência frente a insensatez da eloquência de quem fala grita e nada diz de quem vive e morre sempre por um triz…

⁠à minha frente tantas possibilidades e esta incapacidade premente
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⁠à minha frente tantas possibilidades e esta incapacidade premente de apenas estar no vazio corrosivo explodindo neurônios e sentimentos profundos na aparência vagos na essência um estado constante de estupefação sem nexo sem providência sem ação é como se eu deixasse para viver amanhã no amanhã os significados esperam os olhos humanos e eu, teimosamente, não os deixo existir por dentro a lava do vulcão escorre e transforma tudo ideias sonhos projetos em lamento apenas meus ouvidos escutam um som inconfundível e mordaz sua nota reverbera em estribilho e passa a ser minha companheira e juíza repetida. repetida. repetida. golpe hipnopédico como um barulho silencioso e paralisante como uma pedra engastada na garganta o perene não fazer não existir não ver fingir e deixar para depois quem sabe… [ainda são 7 da manhã e quantas vezes já pensei em fugir?]

⁠se ela me purifica o que será de mim sem sua luz? quando ando pelas ruas
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⁠se ela me purifica o que será de mim sem sua luz? quando ando pelas ruas e em cada esquina há uma venda e neste comércio a alma é o negócio não a vejo não sinto seu esplendor se ela me purifica por que recebo o açoite pela mão de quem se diz pastor? promessas de um céu em troca de metais produzidos pelo trabalho de pequeninas mãos e onde estão as minhas mãos nesta hora? entre o bolso e a prece entre a sanha e a pressa de erguer-se a mais um clamor se ela me purifica e perdoa os meus desvios os desvarios os devaneios e os anseios de quem deseja ter fé e a cada esquina ainda encontra o mercador disposto a traficar crenças com a promessa do paraíso-além porque aqui na carne no corpo na face é só inferno e pronto! – apenas isso se tem… [se ela me purifica a chave vive na dor]

⁠quanto custa ser mulher? quanto custa viver no corpo-mulher numa sociedade degradante dos direitos de apenas existir
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⁠quanto custa ser mulher? quanto custa viver no corpo-mulher numa sociedade degradante dos direitos de apenas existir mulher numa balança que sempre despenca para o lado mais frágil onde está a fragilidade? o ser-mulher é criadora da vida a gênese é dela o útero é dela o poder é dela mas o medo é daqueles que a desejam subjugada medo da potência-mulher medo do fogo-mulher medo da deusa-mulher e, quando desperta do sono e dos pesadelos, vê com clareza a certeza do tempo: a mulher é o basilar elemento.

⁠escrevo para nada e para o nada silencioso e prefiro esta inutilidade da minha escrita
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⁠escrevo para nada e para o nada silencioso e prefiro esta inutilidade da minha escrita a ardência do fogo que queima de dentro para fora e precisa sair precisa existir precisa ganhar forma e virar faíscas queimadoras não de dedos nem de olhos mas de sentimentos pétreos ainda cegos para a essência ainda néscios para a diversidade ainda impuros e contaminados – que esta fagulha acenda as chamas internas de todos quanto almejam exorcizar seus próprios demônios e ainda desconhecem meios para tal façanha! hoje não aceitarei barganhas e farei de mim meu mais precioso patrimônio…

⁠sem ar sufoco em meio às tempestuosas guerras sem ar
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⁠sem ar sufoco em meio às tempestuosas guerras sem ar sufoco em meio às guerras cotidianas sem comida no prato sem rede nem cama sem água de qualidade sem tempo nem grana imito a sobrevivência enganos da aparência em mim insistem e insistentes persistem: – grito! sufoco com minha própria voz – choro! sufoco com minhas próprias lágrimas – clamo! sufoco com minha própria oração sou despido e despedido do templo da minha estranha existência… [ausência, decência, clemência, dormência]

⁠coração esmigalhado pelos lábios de quem diz amar sonhos todos despedaçados
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⁠coração esmigalhado pelos lábios de quem diz amar sonhos todos despedaçados pelos braços de quem DEVIA cuidar sou apenas um mais um nesta multidão de infames seres mal tratados sem esperança sequer uma ilusão sou esquecido dos deuses neste universo desfigurado centro de todas as culpas palco de todas as agruras vítima de todas as dores tudo porque nunca fui amado!

⁠menina mulher pessoa que sou
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⁠menina mulher pessoa que sou humana insana gente do amor cuida do brilho pulsante em seus olhos siga os trilhos do destino feito – ele mesmo por seus sonhos lembre-se da promessa entre sussurros e cantos seja sempre inteira mesmo que ninguém contemple você sabe – sempre sabe quando sua dança é aquela que abraça su’alma porque ela nunca mente