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Frases de Noi Soul

341 frases

⁠estampa entre as folhas o horizonte e nele enxergo o vislumbre de tudo
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⁠estampa entre as folhas o horizonte e nele enxergo o vislumbre de tudo o que poderíamos ser e não somos o que poderíamos ter e não temos o que poderíamos sonhar e não sonhamos entre a dor e o desespero dos que gritam por clemência e apenas recebem ausência do inefável sentir em seus braços vazios encontram doloroso frio e crenças de um possível – porvir!

⁠quem enxerga o que vejo? quem vê o que vivo? quem percebe o desconcerto
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⁠quem enxerga o que vejo? quem vê o que vivo? quem percebe o desconcerto e a sanha do malabarismo? sou poeta e nada sou nas mãos de uma gente cruel desde o ventre me matou a chance de ter um céu [e ver o céu!] trapos vestem meu corpo tripas mordem minha mente tropas prendem meus sonhos sorvendo os seres doentes visíveis apenas aos olhos daqueles que ainda sentem sem o torpor do egoísmo sem a ponte do abismo pelo olhar das nossas gentes…

⁠não-poesia¡ formas geométricas harmonizam-se na face do belo escultor
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⁠não-poesia¡ formas geométricas harmonizam-se na face do belo escultor são letras Vivas de vivências são traços de amor e de dor a voz é o que se escuta da alma-corpo-coração a arte é a escultura do que vive esta nação o olho que enxerga e vê o ouvido que ouve e sente a pele que mora e lê o peito que grita não mente: - queremos comida no prato - queremos tal paz e harmonia - queremos expressar a vida - queremos pulsar Poesia!

⁠poema in-vertido de todas as mais belas maneiras ver frutificar a vida
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⁠poema in-vertido de todas as mais belas maneiras ver frutificar a vida deixar os sonhos espalhados pela estrada inteira sentir o gosto do perfume da bela roseira enquanto corro com os lobos no caminho de pedras meus passos vagam soltos: … na busca pela quimera o grande desafio não é viver é ser genuína em cada olhar é estar presente em cada amanhecer é pulsar de amor outros corações é distribuir sorrisos a quem encontrar eis alguns das minhas mais doces a l u c i n a ç õ e s…

⁠A poesia resiste Persiste Insiste
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⁠A poesia resiste Persiste Insiste Dentro e fora de mim A poesia é alma Acalma Espalma Sua veste sem fim A poesia flutua Nua Crua Entre o não e o sim Há poesia! Ah, Poesia! A poesia vive, enfim! noi soul Pulsão Poética

⁠Perna exausta de um coração quase desistente flagrante ensejo de ser quando não se é
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⁠Perna exausta de um coração quase desistente flagrante ensejo de ser quando não se é nem se está presente o oculto encerra tempestades as ideias desabrocham em imagens e as bolhas do tempo ao relento apenas descobrem-se nelas nas estranhas e doces passagens ainda escuto o vento cantando seu silencioso lamurio para a multidão correndo em desvario: ninguém sabe aonde vai mas todos persistem insistem na brutal essência do existir como a amálgama de uma conta entorpecida em si mesma não enxerga a beleza dos arredores dos corredores cheios de flores das estradas cálidas das nuvens pálidas da areia a escorrer minutos…

⁠estou bufando Poesia cagando Poesia arrotando Poesia
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⁠estou bufando Poesia cagando Poesia arrotando Poesia quem diria! num tô me aguentando tô arrebentando de Poesia esta magia! me agonia me aperreia me fantasia de melodia estou vomitando Poesia tá vendo? até nisso ela me atormenta quem aguenta? estou muito insana de Poesia a barriga continua vazia mas o coração se alimenta.

sou o istmo ligando minhas emoções às emoções alheias ao mesmo tempo sou ilha e oceano
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sou o istmo ligando minhas emoções às emoções alheias ao mesmo tempo sou ilha e oceano sou o próprio sentir desaguando inteiro em mim: sou o rio que mata a própria sede enquanto desafaz-se das redes do seu existir: rio mar oceano e eu-gota escorro dos lábios ferozes amantes da terra molhada do bálsamo de si…

⁠Não! Eu nunca Não sonhei em ser atriz Não!
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⁠Não! Eu nunca Não sonhei em ser atriz Não! Eu nunca Não sonhei em ser cantora Não! Eu nunca Não sonhei em ser pintora Não! Eu nunca Não sonhei em ser médica Não! Eu nunca Não sonhei em ser juíza Não! Eu nunca Não sonhei em ser bela Não! Eu nunca Não sonhei em ser amada Não! Eu nunca Não sonhei em ser poeta Não! Eu nunca Não sonhei em ser feliz Não! Eu nunca Não sonhei em ser madura Não! Eu nunca Não sonhei em ser melhor E, dos tantos sonhos dessonhados, Acreditei naquele milagre-prisão Naquela loucura-ilusão Naquele espinho-flor Joguei os dados para cima Corri léguas da esquina Voltei ao tempo que se plantou: Dos sonhos dessonhados vi-me Diante daquela criança A mesma da tal esperança De tudo ser numa vida só E, para acabar os nunca sonhados dessonhos, Retrato do pesadelo medonho Da hora que se passou Refaço a minha estrada Decerto esta mesma jornada Foi a que a mim desejou... @noi.pulsaopoetica

⁠É chato ter consciência de que sua escrita não é boa o suficiente. Não é boa o suficiente para quem? Para os parâmetros que eu mesma me impus. E vejo que não escrevo nada com nada e o sentimento apenas não reside nas palavras ou em suas junções como eu gostaria… fim. Sem finalid…
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⁠É chato ter consciência de que sua escrita não é boa o suficiente. Não é boa o suficiente para quem? Para os parâmetros que eu mesma me impus. E vejo que não escrevo nada com nada e o sentimento apenas não reside nas palavras ou em suas junções como eu gostaria… fim. Sem finalidade. Sem vontade de se expressar ao mundo como vivem em mim.

⁠Olhei para o céu tão choroso Não vi seus olhos As nuvens os encobriam
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⁠Olhei para o céu tão choroso Não vi seus olhos As nuvens os encobriam E os meus corriam Sobre a face caudalosa Essa ternura amorosa Do tempo passando Eu nada fazendo A vida gozando bem à minha frente Um espetáculo de dança Suas gotas penetrando a pele do chão Pedindo a benção Do corpo sedento Expurgando as máculas Fixando raízes Deslocando raízes Tudo estava certo Até o motor de um carro me despertar...

⁠Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meu…
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⁠Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…

⁠tenho medo que interpretem demais minhas palavras: que coloquem significados onde não existem que fiquem focados em compreender muito esta ou aquela expressão
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⁠tenho medo que interpretem demais minhas palavras: que coloquem significados onde não existem que fiquem focados em compreender muito esta ou aquela expressão que se iludam buscando profundidade no raso e luz onde só há escuridão que espelhem demais suas próprias frustrações naquilo que eu disse porque eu raramente digo o que não queria dizer é quase sempre direto, reto, sem arrodeios mesmo quando invento palavras apenas porque acho mais bonitas de ler tenho medo de quem perscruta cada colocação pronominal caçando explicação que eu nunca desejei oferecer trocando os verbos, pintando a roupa, tirando a tinta, podando o verso quando tudo o que eu falo é tão simples tão simples tão simples é coisa mais sobre sentir do que sobre entender...