Na estrada um grão de poeira nas retinas a balançar, qual pássaro voando rasteiro,
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Na estrada um grão de poeira nas retinas a balançar, qual pássaro voando rasteiro, pronto para partir e cantar As marcas dos passos na terra, miúdos, sem rumo, cansados, qual andante sem nenhuma quimera em busca do que há sonhado Na boca o sabor de fel e mel nos beijos há muito guardados, no coração uma mortalha de véu cobrindo um amor rejeitado