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Frases de Nelson de Medeiros

61 frases

⁠ Somente os fracos de sensibilidade tomam a bondade por fraqueza.
⁠OS LÁBIOS DELA Num diário da minha juventude, Já roto, pelo tempo esmaecido,
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⁠OS LÁBIOS DELA Num diário da minha juventude, Já roto, pelo tempo esmaecido, Encontrei a foto dela e não pude Conter emoções dum tempo vivido! Na face, de extrema mansuetude, Seus lábios tinham cheiro da libido! Certamente entalhados por cupido, Transcendiam desejo em plenitude! Vi coisas antigas, velhos escritos, Aquele amor que se foi sem razão, E até conselhos que foram preditos! E assim, mergulhado em meus alfarrábios Recordei o passado, quando então, De paixão me perdi naqueles lábios! Nelson de Medeiros

⁠REU CONFESSO Não posso mais manter este segredo: Ato passional perfeito e acabado!
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⁠REU CONFESSO Não posso mais manter este segredo: Ato passional perfeito e acabado! Nele, porém, não há nenhum pecado Pois, delito de amor eu me concedo! Ilícito de ardor imaculado! Por isso esta infração não me dá medo, E se a lei apontar-me com seu dedo, Eu nunca aceitarei ser condenado! Quanto a ti, jamais dirão que és culpada, E se algum dia assim fores julgada, Eu prometo que assumo o crime inteiro! Então me tornarei um réu confesso, E sem defesa, sem qualquer processo, Para sempre serei teu prisioneiro!

⁠A MENINA DE B.H. Verão... Noite... Tudo se movimenta... O balneário se apinha de gente
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⁠A MENINA DE B.H. Verão... Noite... Tudo se movimenta... O balneário se apinha de gente Que anda na orla, irreverente Na magia que a época ostenta! Deparo-me com ela frente a frente... No seu olhar o meu olhar atenta, E um desejo intenso se sustenta Na atração de anímica corrente! Porém, passou num raio a estação... Ela voltou prá suas Minas Gerais, E o bardo retornou a sua lida! Mas, a praia, o mar, as ondas e os corais Permanecem, testemunhas que são, D!um ciclo raro e mágico da vida! Nelson de Medeiros Marataizes/ ES janeiro/1997

⁠NUMA FESTA DE SÃO JOÃO Era São João... O luar passeava Na ruazinha apinhada de gente!
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⁠NUMA FESTA DE SÃO JOÃO Era São João... O luar passeava Na ruazinha apinhada de gente! Uma noite por ano, tão somente, E por isso a rua inteira dançava! Uma figura, porém, se esgueirava De encontro ao vate que, ansiosamente, A esperava... E o longo beijo, fremente, Um grande amor, então, profetizava! Um instante de luz... Lance sem par, Lembrança que mesmo agora eu desfruto, Pois que ela embala o outono da idade! Mas, até hoje eu não sei me explicar Como este amor que nasceu num minuto, Morre em dor que já beira a eternidade!

O PERFUME Ela evolava rara e doce essência ... De pronto prendeu-me sua fragrância!
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O PERFUME Ela evolava rara e doce essência ... De pronto prendeu-me sua fragrância! Então, numa invencível e estranha ânsia, ao seu corpo me rendi, sem prudência! Seu aroma era a marca da constância, e, sempre que a via, em nossa vivência, ela enchia de meiga experiência mi! alma, mal saída da infância! O passado, porém, no tempo, é bruma que em sua viagem sem volta, esfuma nossos momentos mais inebriantes! Mas, hoje eu pude ver o ontem no ar ao sentir que a jovem, na orla do mar, tinha o perfume daqueles instantes! ⁠

⁠SURDO, CEGO E MUDO Infeliz gente podre que se arrasta No alvorecer do milênio terceiro!
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⁠SURDO, CEGO E MUDO Infeliz gente podre que se arrasta No alvorecer do milênio terceiro! Pervertido poder que, galhofeiro, Na desgraça alheia pisa e repasta! Tripé desnaturado e rapineiro A servir tão somente sua casta! Gládio vil que na pujança nefasta Não poupa o pobre e infeliz caminheiro! De que esgotos sobem, assim, aos bandos, Com seus discursos imorais, nefandos, A iludir o sofrido poviléu? Vêm certamente de ignoto averno, E achando que o poder é sempiterno Dos umbrais da vida fazem seu céu!

⁠MÁQUINA DO TEMPO Não creio que tudo na vida seja predeterminado; não mesmo. Apenas certos acontecimentos que marcam períodos importantes de nossa existência já vieram conosco de onde viemos. Acredito, sim, em tendências. Nossos atos é que determinam as tendências do nosso dest…
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⁠MÁQUINA DO TEMPO Não creio que tudo na vida seja predeterminado; não mesmo. Apenas certos acontecimentos que marcam períodos importantes de nossa existência já vieram conosco de onde viemos. Acredito, sim, em tendências. Nossos atos é que determinam as tendências do nosso destino quando estes acontecimentos ocorrem. É que eles trazem consigo uma gama de insatisfações, de dores, de incompreensões, de amarguras, intolerâncias, frustações etc., que são os carmas descritos pelos budistas e hinduístas. Tendências são quase pré-escolhas, pré-decisões de nossa consciência, do nosso livre arbítrio. Elas também vêm conosco e afloram, diuturnamente, em nossa mente. São impressões que marcaram, um dia, nossa derrocada moral e se repetem no dia de hoje, como uma prova a desafiar a nossa capacidade de aprendizagem pelo dor já sofrida. Nosso “destino”, então, que é traçado por nós mesmos, pode ser relativamente mudado a partir do momento em que escolhemos, tomamos uma decisão e a colocamos em prática. A vida pode ser comparada a uma viagem com vias bifurcadas e rodovias vicinais, mas cujo destino é certo e imutável: O progresso moral e intelectual da alma, adquirido através de inúmeros percursos. Cada estrada escolhida e percorrida por nossa vontade apresenta uma tendência mais ou menos inevitável que, realizada, atrasará ou adiantará nossa chegada. Tudo contribui, nesta escolha, para isto. A maneira que a percorremos, as atitudes que tomamos em relação aos outros neste percurso, e, principalmente os meios que empregamos para atingir o objetivo escolhido. A vida, queiramos ou não, funciona assim, desde sempre: Somos livres; escolhemos o que queremos, colhemos o que plantamos. Não somos robôs fabricados com programas de vida adredemente traçados. Se assim fosse nenhum mérito teria o bem que praticamos e nem os erros que cometemos e que resultam em prejuízo do próximo ou de nós mesmos, seriam condenáveis. Não vivemos ao léu, como folhas secas ao sabor da brisa. Nossas leis civis e criminais são, todas, arremedos da Lei pré-existente, imutável. A Lei Natural que nada mais é do que o passado revivido no presente, nos alertando para o futuro que nosso livre arbítrio pode melhorar. Nossa consciência é a verdadeira e única máquina do tempo que nos transporta pelas dobras do infinito.

O Juiz sabe que não é Deus, e, nem pensa que é; entretanto, não raras vezes, tem o poder de Um, pois em única frase pode transformar a vida de uma família inteira. Por isso deve exemplificar a imparcialidade e o discernimento em largas reflexões sob pena de lesar a própria consci…
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O Juiz sabe que não é Deus, e, nem pensa que é; entretanto, não raras vezes, tem o poder de Um, pois em única frase pode transformar a vida de uma família inteira. Por isso deve exemplificar a imparcialidade e o discernimento em largas reflexões sob pena de lesar a própria consciência e ver sua própria família transformada. ⁠

AMOR GLOBALIZADO Paro... Vejo o mundo globalizado... E, quando nele às vezes circundo,
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AMOR GLOBALIZADO Paro... Vejo o mundo globalizado... E, quando nele às vezes circundo, Vendo toda esta invasão, me confundo, Fico inseguro e até mesmo assustado! De qualquer lugarejo ao fim do mundo, Qualquer noticia ou assunto focado, Quase sempre de modo exagerado, Chega até nós apenas num segundo! Assim foi com este amor que acalento, E que vivia comigo em degredo... Porém, não é por isso que eu reclamo... O que me entristece e faz meu tormento, É que todos sabem deste segredo, Só você não percebe que eu te amo! Nelson de Medeiros, ⁠

⁠A mente é perecível, o pensamento é imortal. Por isso somos Pensamento. Ele é nosso Fórum, nosso Juiz, nosso Advogado e nosso Promotor. É, antes de tudo, porém, nosso Conciliador que a cada lide que travamos com a vida, sempre nos sugere a melhor solução. Aceitá-la ou não é ques…
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⁠A mente é perecível, o pensamento é imortal. Por isso somos Pensamento. Ele é nosso Fórum, nosso Juiz, nosso Advogado e nosso Promotor. É, antes de tudo, porém, nosso Conciliador que a cada lide que travamos com a vida, sempre nos sugere a melhor solução. Aceitá-la ou não é questão de livre arbítrio.

⁠DE UM DIÁRIO. No objetivo da vida a reencarnação é a lógica mais perfeita para o reajuste na tarefa interrompida, por nós mesmos, quanto ao descumprimento dos deveres e compromissos assumidos. A questão é de raciocínio: Sem a verdade das vidas sucessivas, além da matéria não ex…
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⁠DE UM DIÁRIO. No objetivo da vida a reencarnação é a lógica mais perfeita para o reajuste na tarefa interrompida, por nós mesmos, quanto ao descumprimento dos deveres e compromissos assumidos. A questão é de raciocínio: Sem a verdade das vidas sucessivas, além da matéria não existiria nada, nem Deus...

⁠APENAS, POR TI Não! por mim não atropelas distâncias... Antes, as aumentam nas inconstâncias
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⁠APENAS, POR TI Não! por mim não atropelas distâncias... Antes, as aumentam nas inconstâncias que tisnam meu céu de noites sem estrelas! Teu canto é de medo que se acovarda ante o trovador que o amor te brada e que teimas não as sentir, não vê-las! Eu?! Não me amo... No coração dum vate não cabem dois amores, ainda que me mate a dor que n! alma queima e não se finda! Faço versos, também! Mas nunca ausentes, Pois, se é imenso este amor que tu sentes, te digo que muito mais te amo ainda...