Esquece a minha tristeza, Pois dela a vida é repleta!
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Esquece a minha tristeza, Pois dela a vida é repleta! Lembra, porém da esperteza De Deus que me fez poeta!
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Esquece a minha tristeza, Pois dela a vida é repleta!
Esquece a minha tristeza, Pois dela a vida é repleta! Lembra, porém da esperteza De Deus que me fez poeta!
Existem coisas que não vemos. Saber delas e crer nelas, porém, não basta. Necessário vivê-las. E esta vivência consiste em praticar, diuturnamente, respeitando nossas limitações, os princípios superiores que adotamos baseados na razão. Nelson de Medeiros
A precipitação, no julgamento de atos alheios, é filha do medo e herdeira da insegurança pessoal, desencadeando, via de regra, rancores, injustiças e vinganças cujas consequências vão muito além do nosso imaginário.
Depois dos cinco anos de idade aprendemos a ler, nas linhas da escrita, e descobrimos as belezas do pensamento humano. Depois dos sessenta, aprendemos a ler nas entrelinhas de suas atitudes, e descobrimos as feiuras seus pensamentos.
MESA DE BAR A noite é fria... Lá fora a chuva incessante Lembra tua ausência que chega a todo instante...
MESA DE BAR A noite é fria... Lá fora a chuva incessante Lembra tua ausência que chega a todo instante... O seresteiro indiferente à minha dor, Solfeja notas de saudades em langor! A canção me diz de cabelos anelados, Longos cachos de fios negro – prateados, A lembrar teu rosto amado, teu corpo esguio... Versos de queixumes, lamentos entoados, Que dentro d! alma ressoam em tons magoados, E então me perco num olhar distante e frio... As mãos do artista deslizam ágeis, ardentes E ao som do piano ando em voos transcendentes... Na febre dos desejos e da insanidade, Vejo-me longe, fora da realidade... Onde estás? Que fazes doce criança? Meu alento! Derradeira esperança! Ah! Sorte madrasta... Incauta solidão! Pobre vate: Inunda de dor a face ingrata, Tal qual a chuva lá fora, caindo em prata, Inunda de lágrimas a negra imensidão!
A conclusão precipitada pode converter, num instante, uma pessoa de bem na mais terrível fera que habita no inferno, gerando consequências inimagináveis, muitas vezes por séculos.
Quando você escuta um “muito obrigado” sincero, reconhecido, vindo do escaninho mais fundo da alma, saiba que você não recebeu um agradecimento, mas uma profunda oração em seu favor.
O tato não é um sentido apenas material, que nos faz sentir, pelo toque, o que entra em contato com nosso corpo. Na alma, o tato é forma de sensibilidade para lidar com pessoas e situações. Quem não tem tato para lidar com essas coisas, estará sempre conectado com a infelicidade…
O tato não é um sentido apenas material, que nos faz sentir, pelo toque, o que entra em contato com nosso corpo. Na alma, o tato é forma de sensibilidade para lidar com pessoas e situações. Quem não tem tato para lidar com essas coisas, estará sempre conectado com a infelicidade.
Não se pode confundir conhecimento com sabedoria. Conhecimento se obtém pela experiência dos livros, e sabedoria, pela experiência das vidas.
O livre arbítrio é uma das provas da inata liberdade da alma. Ele nos dá o poder de não enfrentar as consequências de determinada escolha errada que fizemos, e, fazendo nova escolha, adiar por um tempo as consequências desse erro. Mas, com certeza a cobrança virá nessa nova escol…
O livre arbítrio é uma das provas da inata liberdade da alma. Ele nos dá o poder de não enfrentar as consequências de determinada escolha errada que fizemos, e, fazendo nova escolha, adiar por um tempo as consequências desse erro. Mas, com certeza a cobrança virá nessa nova escolha, ainda que pensemos estar livres, pois o karma é peremptório, e não está adstrito somente nas escolhas feitas em uma existência, mas em várias delas. Nelson de Medeiros
Parodiando o imortal poeta Raul Seixas, “eu nasci há dez mil anos atras”, e, tanta coisa eu sei e vi que preferiria não saber nem ter visto.
Vendo as misérias do mundo a razão nos diz que a morte é o fim da vida, e a fé nos diz que ela é a continuação dela, a eternidade presente. Prefiro a fé, pois que o elo entre ela e a razão é o amor, que não é racional.
VÃ PROCURA Diz-me tu que buscando o teu amor Singraste mares, rios e oceanos!
VÃ PROCURA Diz-me tu que buscando o teu amor Singraste mares, rios e oceanos! Varaste terras por meses e anos Na procura fremente e sem pudor! Que olhando os céus, embora com fervor, Rogaste favores quase profanos! Ouviste magos, desvendaste arcanos Porém, sem nunca tê-lo a seu dispor! Digo-te: Siga em frente rumo norte, Pois, que o verdadeiro amor não é sorte, Antes, é benção que já conheci! Um dia, quando o achares, finalmente, Descobrirás que achaste, tão somente, O vate que sempre esperou por ti!
PECADO ANTIGO Num instante... Num relance de vida Ela surgiu-me na tarde dolente...
PECADO ANTIGO Num instante... Num relance de vida Ela surgiu-me na tarde dolente... Louca empatia tomou minha mente, E a vi como velha conhecida... Que estranha sensação a minha frente! A visão dos meus versos refletida Estava ali real e definida, Como se nunca houvera sido ausente! Então, pensei que fora agraciado, -Por clemência e benesse do meu fado- Com todas as delicias do cupido! Mas, cedo toda a verdade eu lobrigo Ao ver que, talvez por pecado antigo, Este amor já nascera proibido!
OUTRAS GENTES... Todo poeta é um sonhador admirável! Viaja no tempo, e através de sua mente,
OUTRAS GENTES... Todo poeta é um sonhador admirável! Viaja no tempo, e através de sua mente, Sonda as estrelas... Pressente o futuro, e sente O limiar de um mundo novo, mais estável! Vê a humanidade mais séria, confiável, Que acredita na igualdade e no amor, somente! Um mundo sem ódio, sem guerras, coerente Na igual atenção ao ditoso e ao miserável! Nele, o homem é voltado para a caridade, Para a harmonia, para a justiça e a bondade Que são, no ser humano, virtudes latentes! Reza, então, o vate... Que isso se torne real... Que um dia, toda alma humana se canse do mal, E a fraternidade alcance todas as gentes!
A POLONESA No limiar da minha juventude, Inda trazendo restos da infância,
A POLONESA No limiar da minha juventude, Inda trazendo restos da infância, Do piano da jovem em plenitude Escutei uma trilha d! outra instancia! Revivido em sonâncias de virtude, Chopin resplandecia em substância! Então, pela primeira vez, eu pude Aspirar da “Polonaise”, a fragrância! Curvei o tempo e sentindo somente A eterna inspiração daquele artista, Quase vi sua musa polonesa! A cena marcou tanto a minha mente, Que até cri fosse aquela pianista, Minha musa d! outrora, com certeza!
ESQUECER É PRECISO... Vi tudo outra vez... Ela na sacada, As tardinhas, as manhãs, as marés,
ESQUECER É PRECISO... Vi tudo outra vez... Ela na sacada, As tardinhas, as manhãs, as marés, O sol, a brisa, as espumas do mar Beijando a areia, a praia a nossos pés! Mas, o amor é volúvel como as ondas... Chega e volta num vai e vem constante! E, como a onda, ela veio e voltou, Deixando um rastro na areia molhada! A praia de mi! Alma está deserta... Meu mar azul estertora em ressaca Sob um céu gris, sem sequer uma estrela! Eu não queria mais sonhar com ela, Não tê-la em meu pensamento..., mas como Se jamais eu me lembro de esquecê-la?
PAIXÃO PRIMÁRIA Dos escombros da vida visionária, Onde não existem dores nem medos,
PAIXÃO PRIMÁRIA Dos escombros da vida visionária, Onde não existem dores nem medos, Restaram tão somente os arremedos, Daquela afinidade involuntária! Uma empatia extraordinária, Que chegou embutida em mil segredos! E, mergulhado, então, em seus enredos, O vate sentiu a paixão primária! Mas, um flagelo mudou seu destino... Os entraves chegaram exacerbados E se perdeu a alma em desatino! Chegaram como lavas de vulcão... E dos seus sonhos hoje incinerados, Só as cinzas ficaram em sua mão!
Nossos desvarios emocionais, que são frutos de repetições milenares, somente nos abandonarão quando conseguirmos nos libertar de nós mesmos.
A vida sempre responde aos nossos atos impensados. Às vezes nos adverte com receios e preocupações, mas na persistência nos pune com a dor.
Por que será que os materialistas encontram todas as explicações na ciência, mas não conseguem explicar, por ela, a causa da inteligência humana?
Enquanto a humanidade, inteira, não tiver alcançado a certeza absoluta de que carregamos um corpo mutável e outro imutável a Terra continuará sendo o depósito das mazelas morais que ela carrega há milênios em sua alma.
Às vezes apenas uma única decepção na vida faz o ser humano questionar sobre o propósito seus valores em relação as suas escolhas. Quando isto acontece o homem perde a confiança em si próprio, queda sem esperança, e a motivação da vida material evapora-se de sua alma.
Nenhum detalhe na vida, por mais insignificante que pareça, é banal, e nem é casualidade. Todo acontecimento tem uma finalidade. Nos vemos os menores fatos acontecerem, mas não lhes damos atenção por desconhecemos, ainda, sua causa e sua razão.