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Frases de Natani Risorim

111 frases

Quero que a gente não se preocupe em doar um sorriso, mas que não deixemos de reservar o nosso. Que ouçamos atentos a necessidade do outro sem precisar esquecer a nossa. Que continuemos entregando o que há de mais belo em nós para alguém; mas que tenhamos o que entregar de mais b…
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Quero que a gente não se preocupe em doar um sorriso, mas que não deixemos de reservar o nosso. Que ouçamos atentos a necessidade do outro sem precisar esquecer a nossa. Que continuemos entregando o que há de mais belo em nós para alguém; mas que tenhamos o que entregar de mais belo à gente também. E tudo isso sem passear pelo egoísmo.

Me escreva uma carta. Uma qualquer. Poder dispensar envelope se assim quiser. Não necessita laço nem barbante dado nó. Nem palavras rimadas ou difíceis. Não se preocupe com algumas pontuações, assim eu veria que (embora esses longos meses longe) não temos divisão alguma. Nem mesm…
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Me escreva uma carta. Uma qualquer. Poder dispensar envelope se assim quiser. Não necessita laço nem barbante dado nó. Nem palavras rimadas ou difíceis. Não se preocupe com algumas pontuações, assim eu veria que (embora esses longos meses longe) não temos divisão alguma. Nem mesmo em palavras. Só peço para que não deixe de espirrar na carta um pouquinho do teu perfume do qual confesso que não sei ao certo se é doce ou cítrico - você sabe que sempre tive essa confusão -, mas sei que é seu. Certo que isso agravaria a saudade, e para não acontecer de senti-la ainda mais eu teria que andar com a carta pendurada no nariz o dia inteiro. Na cafeteria, na fila do banco, no restaurante. Peguei-me rindo agora que disse isso. Imagina quão inusitado e engraçado seria ver a reação de algumas pessoas que, porventura, me olhassem… Mas, pensando bem, até que não seria má ideia. Talvez, se, os que rissem, soubessem de perto a nossa história, clamariam feito italiano quando vê massa: “Mas que bela história! E que bela ideia!” E a cidade, quem sabe, adotaria esse ato. E as pessoas se acostumariam com a ideia de que cartas de amor podem ser cheiradas em público, já que por anos foram cautelosamente fungadas no canto da sala. O assunto se alastraria pelas ruas, bairros, e assim por diante. Preencheria as colunas dos jornais e seria assunto em reuniões de negócios, onde todos concordariam que o próximo passo seria ir à procura do remetente. E como justificativa diríamos, mesmo que com dentes cerrados, mesmo que balbuciando: 'Eu vim, porque o teu perfume foi embora.'

Você vai esquecer. Mas antes vai lembrar de tudo. Vai sofrer o que tem de sofrer, vai chorar o que tem de chorar, até sentir que é hora de arquivar aquilo que não deu certo. E, vez em quando, você vai puxar a gaveta e analisar. Mas só para saber que atitudes deve tomar para que o…
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Você vai esquecer. Mas antes vai lembrar de tudo. Vai sofrer o que tem de sofrer, vai chorar o que tem de chorar, até sentir que é hora de arquivar aquilo que não deu certo. E, vez em quando, você vai puxar a gaveta e analisar. Mas só para saber que atitudes deve tomar para que o tal erro não repita.

Já tentei, mas não entendo a ideia de ser livre para beijar outras bocas, sentir outros perfumes, e trocar dia após dia o entrelaçar de muitas mãos. A pessoa se confunde com tamanha informação e não sabe mais de quem é que cheiro, quem é a dona de tal toque, ou qual a boca que só…
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Já tentei, mas não entendo a ideia de ser livre para beijar outras bocas, sentir outros perfumes, e trocar dia após dia o entrelaçar de muitas mãos. A pessoa se confunde com tamanha informação e não sabe mais de quem é que cheiro, quem é a dona de tal toque, ou qual a boca que só usa vermelho. Não aprende de ninguém tais manias. Não sabe que Carmem ama piano, e Joana faz balé. E que Anita se remexe, embora não saiba dançar. Não sabe! Não sabe que Amanda é a que encaixa perfeitamente em seu peito. E que Clarisse chora fácil quando acaba um livro. Estufa o peito e branda: “Desapego é prática, é prático, uma brincadeira!” Uma brincadeira que logo perderá a graça quando tudo estiver vago e com tempo de sobra para pensar e se lembrar de Carmem, Joana, Anita, Amanda, e muitas outras que por suas mãos passaram. E então descobrir por que findaste só.

Análise: Foi feita a biópsia da tua pele doce. Ampliado teu peito, ouviu-se batidas desordenadas; é o coração compondo canção. Também notou-se poesias entre as tuas amídalas e um céu da boca todo estrelado. A língua, comparada a um tapete vermelho, carece do famoso beijo de cine…
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Análise: Foi feita a biópsia da tua pele doce. Ampliado teu peito, ouviu-se batidas desordenadas; é o coração compondo canção. Também notou-se poesias entre as tuas amídalas e um céu da boca todo estrelado. A língua, comparada a um tapete vermelho, carece do famoso beijo de cinema. Mas a conclusão mesmo foi contribuída pelos flashes dos teus olhos que capturaram numa única piscadela uma íris castanha, que suspeito ser o motivo do pedido do exame. Resultado: é amor. Está saudável.

Os Clichês de Augusto O mais comum é sempre o “eu te amo” e, por coincidência, ou boniteza, é justo o que me causa cócegas no peito, me levando ao riso. Augusto também diz coisas como “eu estarei aqui por você” ou “pode contar sempre comigo, ok?” E eu não só acredito como me rio…
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Os Clichês de Augusto O mais comum é sempre o “eu te amo” e, por coincidência, ou boniteza, é justo o que me causa cócegas no peito, me levando ao riso. Augusto também diz coisas como “eu estarei aqui por você” ou “pode contar sempre comigo, ok?” E eu não só acredito como me rio no coração outra vez… Me diz, há algo mais bonito do que alguém aí por você, pra você? Certo que, quando acontece, a gente até desconfia. Torce o pescoço para um lado, para o outro, vira para trás para ver se é com a gente mesmo a palavra. E não é que é? Augusto me ama! E para o nosso contento, eu o amo também.

Eu aceito suas crises existenciais se você aceitar vez em quando minha ausência sem querer preenchê-la com outro par de pés. Eu sei que suas crises não são de culpa minha, mesmo que a ausência seja. Se compreendermos isso, teremos grande chance de olhar um para o outro com atençã…
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Eu aceito suas crises existenciais se você aceitar vez em quando minha ausência sem querer preenchê-la com outro par de pés. Eu sei que suas crises não são de culpa minha, mesmo que a ausência seja. Se compreendermos isso, teremos grande chance de olhar um para o outro com atenção e delicadeza. E ninguém terá que se perguntar quem sorriu, gostou, amou, ou se entregou primeiro. Descobriremos que amor não é sobre quem faz mais, e sim, quem faz. Que, quando entre dois corações existe sintonia, os atos destes só podem terminar em proporção.

O Ato De Confiança Que nos leva a ter a esperança firme em um ser de constante mutação? Mudam-se ideias, sentidos, fatores, voz, pensamento, sentimentos, caminho. Pior: o que leva a gente a ter esperança firme em outros… Em nós? Mesmo que frágeis, pecadores, ofensores, ofendidos…
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O Ato De Confiança Que nos leva a ter a esperança firme em um ser de constante mutação? Mudam-se ideias, sentidos, fatores, voz, pensamento, sentimentos, caminho. Pior: o que leva a gente a ter esperança firme em outros… Em nós? Mesmo que frágeis, pecadores, ofensores, ofendidos, magoados, maluvidos em nossos próprios conselhos. Se me estendes a mão, ela apertarei, e certamente estenderei de volta assim que a pedires. Tem quem nomeie isso a troca de favores, mas nem sempre é. A via é de mão dupla, por vezes, bifurcada. Faze-lhe a gentileza, que a ti ela retorna. Só não direi que ela parte de quem de ti a recebeu. Seria precipitado garantir que todos gozam de uma boa memória. Pois sabemos que uma mão lava a outra, mas nem sempre as enxugam. É o ponto onde o ser e o não ser suportam uma mesma questão. E vai você atrever-se a recusar não confiar em nada daquilo que lhe cerca: é morte na certa, meu rapaz! É expirar subitamente como dente-de-leão no qual o vento bate e o carrega no sentido que lhe agrada.

A saudade nunca é par, se fosse não teria ninguém a sentindo. Se par é presença, saudade é ausência, e ausência nunca é dois. Saudade jamais será par. Pode ser até sentida por dois, mas cada um em seu tempo. A de Rosa vem quando acorda, do Zé um pouco antes de dormir. Saudade não…
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A saudade nunca é par, se fosse não teria ninguém a sentindo. Se par é presença, saudade é ausência, e ausência nunca é dois. Saudade jamais será par. Pode ser até sentida por dois, mas cada um em seu tempo. A de Rosa vem quando acorda, do Zé um pouco antes de dormir. Saudade não é par. Par é ser feliz.