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Frases de Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino

302 frases

Somos motivados pelos nossos próprios sentimentos, sempre! Jamais damos ao outro a chance de se explicar e de esclarecer o que, para nós, já está tão claro. Assim somos nós, quando somos vítimas de alguma situação que nos faz sofrer muito. Imediatamente achamos um(a) culpado(a)…
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Somos motivados pelos nossos próprios sentimentos, sempre! Jamais damos ao outro a chance de se explicar e de esclarecer o que, para nós, já está tão claro. Assim somos nós, quando somos vítimas de alguma situação que nos faz sofrer muito. Imediatamente achamos um(a) culpado(a) e jogamos nele(a) toda a nossa raiva, todo o nosso ódio e (por que não?) toda a nossa responsabilidade também. A vida é feita dia-a-dia. Nada do que plantamos hoje não será colhido amanhã, assim como nada do que colhemos hoje não foi plantado por nós mesmos num passado que tivemos, remoto ou distante. Às vezes nós mesmos abrimos brechas em nossas vidas, e elas acabam sendo preenchidas por outras luzes, por outras matérias, por "invasores", por "coisas" bem diferentes de tudo aquilo com que desejaríamos preencher essas lacunas, e, se isso acontece, essas brechas são de nossa inteira responsabilidade. Contudo, há quem não deixe brechas em sua própria vida?! Há que se culpar quem deu este ou aquele espaço, permitindo que "invasores" se apoderassem daquele cantinho (ou daquela pessoa) que "era só nosso"? Há que se culpar o invasor pela invasão deliberada ou há que se culpar o "proprietário" que abriu as brechas e permitiu que o "invasor" chegasse?! A vida nos surpreende com perguntas para as quais não temos respostas, mas é disso que ela é feita: de surpresas e decepções, de alegrias e frustrações. O que nos cabe, portanto, é viver, um dia de cada vez. Nara Minervino.

A DISTÂNCIA Não há distância quilométrica Que o amor não afeta,
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A DISTÂNCIA Não há distância quilométrica Que o amor não afeta, Que o coração não injeta Numa saudade tão certa. Não há distância de espaço Que não meta no embaraço O amor sem cansaço E tão carente de um abraço. Não há distância de amores Que não provoque dores, Que não cause dissabores Na vida de quem colhe flores. Mas há a distância que existe No coração de quem insiste, De quem no amor só persiste, Porque dele jamais desiste. Há a distância que incomoda, Que mais emagrece que engorda, Que torna a poesia prosa E que ao amor só renova. Há a distância, enfim, Que põe um aqui e outro aí, Que não permite ir e vir E faz qualquer peito explodir. Há a distância que dói, Que a alma do peito corrói, Mas que nem de perto destrói O desejo de se ter logo após. Nara Minervino

QUE SAUDADE DE VOCÊ! Que saudade de você! De sua atenção, dos seus cuidados, dos seus prévios afagos!
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QUE SAUDADE DE VOCÊ! Que saudade de você! De sua atenção, dos seus cuidados, dos seus prévios afagos! Que saudade de você! Que contornava o tempo, que driblava os horários, que criava intinerários! Que saudade de você! Do homem que foi, do homem que soube, do homem que fez! Que saudade de você! Que não via problemas, que não via barreiras, que não pensava em dilemas! Que saudade de você! Sim! Muita saudade! Do homem presente, Do poeta irreverente, Do amante exigente! Por que me deixou?! Por que se apagou?! Por que adiou O encontro engraçado, O papo descolado E o não ver o tempo esgotado? Será que ainda volta?! Será que ainda se importa?! Ou será que encontrou outra porta?! Dizem que tudo o que vai volta. Volta?! Fazer o quê? Matéria morta. Nara Minervino

EU EM TI Estou aqui, feito folha que solta
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EU EM TI Estou aqui, feito folha que solta da árvore a que ela devota, e, secando ao sol, vai esperando ser ninho de algum passarinho que, padecendo do seu abandono, lhe leva no bico, que é o seu ombro. Reparo sim. Reparo que em ti acho muito de mim. Reparo que tua boca deixa a minha louca, E que tuas ideias me acendem e surpreendem. Reparo que és poeta, que és astuto e que me testas. Reparo que recrias minhas palavras e a elas dás mais asas E enches todo o meu peito de alegria e de preceitos De que só tu és assim e que poderias ser de mim. Reparo em tanta coisa! Em tanta coisa reparo! Mas o que mais me deixa atenta Nessa visão que me alenta É que toda a minha atenção colocas em tuas mãos Ao me fazer delirar com os versos que vêm a mim "respostar". Nara Minervino

NÃO PRECISAMOS Não precisamos de amantes. Precisamos de instantes
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NÃO PRECISAMOS Não precisamos de amantes. Precisamos de instantes Incríveis Inesquecíveis Insubstituíveis. Não precisamos de calafrios. Precisamos de arrepios Quentes Ardentes Veementes. Não precisamos de dores. Precisamos de amores Precisos Concisos Sem avisos. Não precisamos ser carentes. Precisamos ser ardentes Cientes Das chamas De um beijo Envolvente. Não precisamos do contudo. Precisamos de um casulo E do abrigo De um abraço Que eternize Um segundo. Nara Minervino

QUEM ME VIU, QUEM TE VÊ. Quem te viu. Quem me vê.
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QUEM ME VIU, QUEM TE VÊ. Quem te viu. Quem me vê. Você saiu. Paguei pra ver Em quanto tempo Vai me esquecer. Quem me viu. Quem te vê. Não esperei. Me fiz correr. E, agora, volta Pra me dizer Que não consegue Me esquecer. Quem nos viu. Quem nos vê Não sabe mais Reconhecer Aquele amor Que era só teu E no caminho Já se perdeu. Fila que andou. Tempo correu. Não me esqueceu? Esqueci eu. Quem vai e volta Pra mim não deu. Nara Minervino

CHAMA QUE TE CHAMA Tudo em mim é chama que te chama: pensamentos, sentimentos, desejos e ilusões!
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CHAMA QUE TE CHAMA Tudo em mim é chama que te chama: pensamentos, sentimentos, desejos e ilusões! Meu corpo também te grita, também deseja o teu abraço no intervalo de um espaço que não cabe entre a gente! Meu corpo já não sufoca a agonia de não te ver todo dia. É como manteiga e pão, que através do infinito tornam o "seu amor" todo dia mais bonito! Nara Minervino

(E)FEITO PIPOCA Como pipoca, não salto, se o óleo é frio, porque eu preciso de calor, de vapor, de muito e intenso fervor. Quando me aquecem, feito a pipoca, eu pulo, de alegria, de entusiasmo, de amor,
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(E)FEITO PIPOCA Como pipoca, não salto, se o óleo é frio, porque eu preciso de calor, de vapor, de muito e intenso fervor. Quando me aquecem, feito a pipoca, eu pulo, de alegria, de entusiasmo, de amor, e, como pipoca, estalo, faço barulho e mudo de cor. Quando bem aquecida, eu transbordo do meu "mundo panela" e levo alegria para quem nem me conhecia, e (pre)encho sensações degustativas, olfativas, visuais e sentimentais. Eu acelero batimentos e provoco ansiedades, de ser feliz e de saciar curiosidades. Ao sentir um óleo quente, feito pipoca saio do meu mundo, atraio olhares, estimulo desejos, divido vontades. O meu aroma exala de tal forma, que não há quem me sinta e quem me veja, que não veja que eu sou feita para saciedade. É isso! Sou assim: Feito pipoca eu salto de mim, saio do meu espaço e me revivo, em mãos, tatos, emoções e palatos, e delicio, e distraio, e contento e satisfaço. É tanto o bem que eu faço, que até quem não me quer bem, ao me ver, muda seu passo e compasso. Sim! Sou pipoca! E, sendo pipoca, deixo que sobrem, em meu "mundo panela" ou em poucas vagas lembranças, todos os meus milhos estagnados: meus medos, minhas incertezas, minhas inseguranças e fraquezas. No final deixo em meu "mundo panela" tudo o que faz mal para mim. Deixo todos os milhos que, fugindo de um bom óleo quente, se tornaram tanto a minha minoria, quanto a parte maior que não me compreendia. Nara Minervino

SERPENTE RASTEIRA Ciúme! Oh, ciúme! De onde tu vens? Por que tu surges?
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SERPENTE RASTEIRA Ciúme! Oh, ciúme! De onde tu vens? Por que tu surges? És como uma serpente rasteira: Mordes. Envenenas. Conheces os pontos mais fracos E os enche de embaraços. Tu és vil e cruel! Crias imagens que não existem, Sons que não se produzem, Sensações que são inverdades E medos que bloqueiam coragens! Ciúme! Oh, ciúme! Tens asas negras e compridas. Teus voos são violentos, Mas pousas em frágeis ninhos E nele depositas ovos Do mal-estar e do desalinho. Ciúme! Oh, ciúme! Como a inveja, tu és maldoso! Atacas corações e minas relações. Tua paz sobrevive do mal Plantado, instalado. No sofrimento e na dor Deixa o amor estragado. Ciúme! Oh, ciúme! Tu és cruel, Feito de maldade e de fel! Aniquilas as confianças Sem méritos de bonança. Cegas e ensurdeces E ao desamor só aqueces. Terrível tu és, ciúmes revés! Oh, sentimento ingrato e insensato! Sejas como quiseres, Mas abandonas os que não te querem. Vais para longe e isola-te, enfim. Se o teu propósito é fazer desunir, Saibas que há tantos que vivem sem ti. Nara Minervino

MEDOS E TERREMOTOS Trancos. Barrancos.
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MEDOS E TERREMOTOS Trancos. Barrancos. São enormes os empecilhos E constantes as desilusões. Lágrimas. Angústias. Sentimentos e sensações Dos medos e frustrações. O passado. O futuro. O receio de o que é hoje Deixar de ser meu porto seguro. Tão certas as incertezas. Tão vivas as emoções, Mas a vida só faz surpresas A quem se entrega às paixões. E é a mesa que eu viro. E de tempestade encho o copo. Não sou feita de suspiros, Mas de muitos terremotos. Nara Minervino

POLITICAGEM RIDICULARIZADA Tantas palavras bonitas, Tantas mentiras vendidas,
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POLITICAGEM RIDICULARIZADA Tantas palavras bonitas, Tantas mentiras vendidas, Mas nenhuma solução! E o povo que segue aflito, Vendo não dito o dito, Não duvida do agressor: Esse político atrevido Que convence o eleitor. Oh, politicagem mais ridicularizada! Onde está a punição Desse ator que se diz Padecido de um povo Tão carente e (in)feliz? Político não mata a fome De quem só queria ter Pão e água pra viver Pra, do pouco que é ganhado, Ter forças para agradecer. Oh, politicagem mais ridicularizada! A verdade mais sofrida É que, na promessa vendida, Matar a fome é missão Pra quem vai chegar em seguida. O novo eleito do povo Promete abrigo novo, Mas, mais uma vez, não faz nada, Não torna a fome acabada: Faltam comida e amor. Oh, politicagem mais ridicularizada! Quantas dores exaltadas Nessa política indecente. Políticos não têm em mente Que o seu povo carente, De quem o pão é roubado, Lhes dá plena autorização De usurpar "mil tostão", Um ano atrás do outro, Mesmo sofrendo desgosto. Oh, politicagem mais ridicularizada! Por ter um mundo melhor, Sem a distinção do dinheiro, Que todos governem sem freio Só pela condição do amor. Que exaltem o povo credor Nas promessas que lhes fazem E, por isso, sem sacanagem, Salvem o povo sofredor. Xô, politicagem mais ridicularizada! Nara Minervino

LOUCURIDADE Vivamos de fantasias, nesse mundo surreal E abracemos a alegria de ser um ser anormal.
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LOUCURIDADE Vivamos de fantasias, nesse mundo surreal E abracemos a alegria de ser um ser anormal. Todo dia, o dia todo, encontramo-nos com desenganos, Mas que nenhum deles possa apagar nossos planos De sermos felizes pra sempre, custe-nos o que custar, Porque só passa bem pela vida, quem à vida sabe se dar. Nara Minervino

QUANTO CUSTA? Quanto custa o prazer? O calor de um abraço,
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QUANTO CUSTA? Quanto custa o prazer? O calor de um abraço, Alguns minutos de afago Ou um beijo louco e bem dado? Quanto custa a alegria? Vencer uma ducha fria, Sentir do amor a agonia Ou se entregar à euforia? Quanto custa um sonho? Vencer uma luta incansável, Mergulhar no interminável Ou desejar o indesejável? Quanto custa o bem estar? Compartilhar companhias, Sorrir a cada novo dia Ou fazer da vida magia? O prazer não tem preço Nem nada que lhe valha perder. Qualquer concreta alegria Está no saber viver Dos sonhos e fantasias, E de tudo o que faz crescer! Que todo bem estar sobreviva Da vida que se souber viver. Nara Minervino

SAUDADE Saudade é coisa que doi, Que maltrata o coração,
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SAUDADE Saudade é coisa que doi, Que maltrata o coração, Atinge bem fundo o peito Que se vê na contramão, Nos faz ser tristes com a vida, E desperta em nós solidão. Saudade é um sentimento Que não merece perdão, Quando ela vem de repente, Feito brisa ou furacão, Ela abre em nós um buraco E tira de nós qualquer chão. Saudade é dor ardilosa E sabe tão bem ferir, Apunhá-la o peito que roga Para de dentro dele sair, Porque quando em nós se aloja Só lágrimas nos faz engolir. Saudade é muito invasiva, É sorrateira e valente. Ela não abre espaços, Em nenhum canto da gente, Pra que nós esqueçamos, de fato, Que um dia estivemos contentes. Saudade é nome de guerra Que joga soldado por terra. Saudade é luto sem causa, Que entristece corpo e alma. Ela transforma em pedaços Emoções que sentimos bem alto. Saudade é a morte da vida Que um dia foi bem vivida. É a falência de um prazer Que não mais vai acontecer. É a agonia da separação De tudo que alegrava o coração. Contudo, não sendo injusta, É preciso também refletir, Que, se a saudade machuca, É ela quem nos faz descobrir Que os corações, em loucuras, Na vida souberam sorrir. Que estejamos todos nós Sempre muito preparados Pra vivermos bem plenos a vida Até sermos afogados No prazer e na euforia Dos sonhos realizados, Para, quando chegar o dia De partir o riso que nos invade, O nosso peito se inunde Da dor que se chama saudade. Nara Minervino

O TEMPO O TEMPO Começa vidas e encerra ciclos.
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O TEMPO O TEMPO Começa vidas e encerra ciclos. Não se apressa nem se atrasa. Constroi sonhos e ilusões acaba. Modifica planos e altera objetivos. O TEMPO Não tem freios nem amarras. Não faz sequer uma parada. Não se apega a nenhum ninho, Porque ele é "um ser" sozinho. O TEMPO É isento das ilusões. Inicia e encerra paixões. Está sempre jovem e ativo. Não pára frente ao perigo. O TEMPO É dono de si e governa o mundo. Passa depressa, num rápido segundo. Não é apenas um vagão. Ele é o trem, Que não muda o caminho pelos planos de ninguém. O TEMPO Não é meu, não é seu, não é nosso. Ele segue por si, sem nenuhum propósito. Mas sua verdade é clara e difundida: Ele só é bom para quem vive bem a vida. Nara Minervino

⁠DESABAFO Tudo o que era rotina Hoje é passatempo.
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⁠DESABAFO Tudo o que era rotina Hoje é passatempo. E o que era só hobby, Hoje é todo o sustento. O que a nós só cobrava, Hoje está adormecido, E esta nova jornada Tem a todos afligido. Tanta coisa mudou Nessa tão nova vida, Nova vida que supera Quem achava que sabia Da vida, dos resultados, Dos problemas, das soluções. E, agora, é por demais tarde: Estão acordados os vulcões. De chamas inquietantes E labaredas intensas, Incendeiam a nossa paz E à liberdade afugentam. As fortes chamas de fogo Queimam os olhos meus, Fazendo a mim aos irmãos Corrermos em busca de DEUS. Por que um vírus pequeno, À visão não importante, Transformou minha vida E a de tantos habitantes Dessa casa, tão enorme Que se destrói em guerra; Dessa casa tão sozinha Que todos chamam de Terra? Meu DEUS, eu Te suplico, Em nome dos filhos Teus: Nos livra de todo o mal Que sobre a casa nasceu! Dai ao sábio inventor O saber descobrir a cura, Para que Teus filhos possam Dormir numa paz em fartura! Nara Minervino

⁠DE QUANTO TEMPO?! De quanto tempo a gente precisa Para entender que a vida não é um teatro,
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⁠DE QUANTO TEMPO?! De quanto tempo a gente precisa Para entender que a vida não é um teatro, Que as pessoas não são panos de prato E que há sentimentos sentidos de fato?! De quanto tempo a gente precisa Para entender que o futuro é agora, Que a vida não espera a boa hora E que o tempo passa logo, sem demora?! De quanto tempo a gente precisa Para aprender a fazer empatia, Para saber que nem toda dor irradia E concluir que no sorrir não há só alegria?! De quanto tempo a gente precisa Para aprender a amar sem sofrer, Para aprender a perder e vencer E crer no dia que vai amanhecer?! De quanto tempo?! A vida é uma só! O tempo também! Por que uns aproveitam melhor Todo o tempo que têm, Enquanto outros sequer enxergam As oportunidades quem lhes veem?! Oh, quanto tempo se perde Desperdiçando-se o tempo que não se tem! Nara Minervino.

AH, O AMOR! A resposta é "sim" Para a pergunta que você não fez,
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AH, O AMOR! A resposta é "sim" Para a pergunta que você não fez, Para a dúvida que te deixa "talvez", Para as especulações que eu montei. Sim. A resposta é "sim". Nos amamos. Nos entregamos. Nos reencontramos. Sim. Foi diferente. Foi caliente. Foi envolvente. Sim. Senti desejo. Senti remorso. Senti medo. Como é cigano o amor! Como é forte o fervor! Como indecorosa é a solidão! Como doída é a paixão! Nos perigos de desabrigos Há infinitos esconderijos, E, em cada canto (in)seguro, Vi um passado tão maduro! Seja amor ou solidão. Seja isolamento ou paixão. O que estava adormecido Esteve hoje renascido. E... agora... eu me culpo! Sem ter nada a te dizer, Contigo eu me desculpo, Por não me ver entristecer. Nara Minervino.