Frase de Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino
SERPENTE RASTEIRA Ciúme! Oh, ciúme! De onde tu vens? Por que tu surges? És como uma serpente rasteira: Mordes. Envenenas. Conheces os pontos mais fracos E os enche de embaraços. Tu és vil e cruel! Crias imagens que não existem, Sons que não se produzem, Sensações que são inverdades E medos que bloqueiam coragens! Ciúme! Oh, ciúme! Tens asas negras e compridas. Teus voos são violentos, Mas pousas em frágeis ninhos E nele depositas ovos Do mal-estar e do desalinho. Ciúme! Oh, ciúme! Como a inveja, tu és maldoso! Atacas corações e minas relações. Tua paz sobrevive do mal Plantado, instalado. No sofrimento e na dor Deixa o amor estragado. Ciúme! Oh, ciúme! Tu és cruel, Feito de maldade e de fel! Aniquilas as confianças Sem méritos de bonança. Cegas e ensurdeces E ao desamor só aqueces. Terrível tu és, ciúmes revés! Oh, sentimento ingrato e insensato! Sejas como quiseres, Mas abandonas os que não te querem. Vais para longe e isola-te, enfim. Se o teu propósito é fazer desunir, Saibas que há tantos que vivem sem ti. Nara Minervino
Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino
No pensador.ai desde