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Frases de Nanevs

144 frases

Eu ainda nem sei rezar Mas senhora advogada De todas as causas
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Eu ainda nem sei rezar Mas senhora advogada De todas as causas Vem me abençoar Amém!

Uma metáfora A nossa história não chegou ao fim. Apenas adormeceu nessa estação,
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Uma metáfora A nossa história não chegou ao fim. Apenas adormeceu nessa estação, Mas segue germinando Para florescer numa outra dimensão. Adormeceu numa metamorfose Precisa e dolorida Em busca da liberdade e da beleza Da sua própria maturidade. E como as folhas que caem no outono, Deixou vazio os ramos que desenham o coração. Mas ele sabe que em uma vindoura primavera As flores irão desabrochar, Encher de alegria e colorir a vida Por hora tão sentida. E a mim, resta nesse recolhimento O reconhecimento abnegado De que não era a hora determinada. Esperneei, lutei, sofri, chorei e quase me entreguei. Amarguei todas as dores que aguentei. Expurguei a solidão e fiz do coração Um umbral de dolorosas sensações. Fazes da metamorfose Que agora me faz entender A importância da liberdade Que eu nunca soube dar E nunca soube ter. A gaiola se abriu e me recusei a voar, A vida me empurrou penhasco abaixo E aprendi na marra, alçando voo solo Sem a presença da sua mão. Estou em pleno sono outonal. A força dos meus sentimentos, A certeza do reencontro, A imensidão do meu amor, Me farão completar a metamorfose E conseguir a leveza necessária Para numa outra primavera, Revestida de borboleta, Ser eu inteira. Então merecerei a tal felicidade.

Vá e não volte Se afasta de mim Já que não posso
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Vá e não volte Se afasta de mim Já que não posso Deixar de te amar E forças não tenho Para te afastar Então se vá E não volte mais Me deixa amargar Até não mais poder Expurgar meus pecados E um dia Do meio das cinzas Poder voltar Sem mais chorar Quem sabe ainda Nesse dia A minha poesia Será leve e alegre Sem tanta avaria Só depende de você Se afastar de mim E nessa história Por um fim... (Nane-02/04/2013)

Querer e poder Quero o que não posso Posso o que não quero
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Querer e poder Quero o que não posso Posso o que não quero Sonhar, ainda posso Poder, não é ter Durmo na tentativa De sonhar em ter Mas sonho acordada Para não morrer Não é palpável Mas alimenta A alma solitária Que crê na possibilidade De um dia ser realidade O sonho do querer Que ainda, não é poder (Nane-01/04/2013)

Corpo e almas Travo diálogo e luta Pergunto e respondo
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Corpo e almas Travo diálogo e luta Pergunto e respondo Grito e silencio Batalha interior Corpo e alma Um só corpo E almas exaustas Buscando verdades Sanando mentiras Lutando entre si Vencidas sem vencer Num turbilhão de conflitos Identidade perdida Corpo fragilizado Mente perturbada Inquietude insana Já não sei quem mora em mim Se sou eu ou outro ser Que doma e nem sempre é domado Causando confusão Tento me impor Mas já não sei onde Nem mesmo, como Só sei que é assim Estou perdida em mim (Nane-01/04/2012)

Lágrimas de sangue Te arranco de mim Ainda que me retalhe
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Lágrimas de sangue Te arranco de mim Ainda que me retalhe E me esvaia em sangue O tempo, que hoje me maltrata Há de se tornar aliado E acalmar a ira Que me estraçalha o coração Ciumento e sem pudor No que diz respeito a sentir dor... Te arranco com as raízes Ainda que revolva minhas terras E perca o meu chão Sabendo que andarei torpe Enquanto não me sentir livre... Te arranco de mim Chorando esse fim Com lágrimas de sangue Que rolam sobre minha face Desfigurando tudo em mim Feito lava de um vulcão Em plena erupção... Te arranco mesmo assim E espero pelo tempo A cura dessa dor Que se não curada Vai me matar...de amor (Nane-01/04/2013)

Versos que falam Meus versos dizem O que não posso falar
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Versos que falam Meus versos dizem O que não posso falar Não se prendem as rimas, A sonetos ou prosas Simplesmente obedecem A inspiração de um coração Exilado na solidão Proibido de amar Proibido de falar Meus versos dizem Nas entrelinhas O que ninguém pode ler Além de você Que não me deixa gritar Aos quatro ventos Essa dor de te amar Sem nada poder esperar Então meus versos falam...por mim (Nane-01/04/2013)

A autora É dia de poesia De pássaros cantando
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A autora É dia de poesia De pássaros cantando Flores desabrochando Rios correndo de encontro ao mar Amores se encontrando... É dia de poesia E de quem faz poesia Mas tem alguém o direito De reclamar tal autoria? A poesia é essencial Em todo dia a dia Não é simples palavra rimada Antes é a beleza do viver E a pureza do sentir Em cada gesto e cada olhar De quem sabe poetar É a suavidade no falar E a magnitude no doar Não... Não se pode autografar A autoria da poesia Pois que é ela a autora Que faz da vida...magia (Nane-14/03/2013)

Respostas sem perguntas Mergulho no meu próprio universo em busca de respostas
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Respostas sem perguntas Mergulho no meu próprio universo em busca de respostas São tantas as perguntas que me faço e no entanto as respostas se embaralham Me deparo com respostas do que não perguntei E crio perguntas que não serão respondidas São objetivos que persigo sem saber o que significam, se são imprescindíveis. É tanta a imaginação que me percorre que acabo por ficar sem entender o porque de tanto imaginar. Uma cultura inculta que me leva ao extremo de emergir da minha própria inércia submersa no infinito do meu interior. Se eu mesma não vir à tona do meu eu, mais ninguém o fará por mim. É preciso que eu volte do meu "dentro" e encontre as respostas que me faço, antes que me perca em mim mesma.

Anunciação O céu escurece As nuvens se formam
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Anunciação O céu escurece As nuvens se formam Um vento de arrepio Por dentro, um calafrio... A Senhora dos ventos Agita o chicote Raios e trovões Surgem no horizonte A tempestade se anuncia Prometendo varrer Tudo em qualquer esquina... Me faço de forte Mas sou medo explícito Proteção solicito Senhora dos ventos Deixe que sua brisa Sopre em mim... Me livre da ira Da sua tormenta Mande embora o egum Que ameaça minha paz E me deixe ficar... Eparrei! Senhora dos ventos Me cubra com seu manto E sopre em mim Sua brisa mansa E meu medo...espanta

Rompendo os limites Já quis tanto o que não posso. Já fiz da minha vida um inferno,
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Rompendo os limites Já quis tanto o que não posso. Já fiz da minha vida um inferno, por não aceitar os meus limites. Hoje quero o que posso, e sonho com o que não posso. Não ultrapasso os meus limites, mas também não limito os meus desejos. Meus sonhos são desejos incontidos dando força e aumentando pouco a pouco os meus limites. Sonho e faço sem pressa a pressa da chegada. Tropeço sim pelo caminho, mas levanto e sigo a caminhada. Meus limites correm atrás dos meus sonhos, E os meus sonhos ultrapassam meus limites. Já quis tanto o que não posso, que aprendi a só querer o que alcanço na transgressão dos meus limites que meus sonhos realizam.

Calo-me Não quero Não posso
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Calo-me Não quero Não posso Não tenho Não vou Não vivo Não digo Se digo Eu faço Eu vivo Eu vou Eu tenho Eu posso E eu quero Por isso...não digo

O inverso dos versos Meus versos são o inverso Do que vai no meu universo
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O inverso dos versos Meus versos são o inverso Do que vai no meu universo Dizem sempre o que quero Mas não mostram o que faço Meus versos teem coragem Sem saberem da covardia Que meus atos denunciam No inverso dos meus versos Transgrido meus sentidos Em prol da triste harmonia Que o sistema me obriga Seguir sem ser notícia Meus versos tem poesia Mas nem sempre alegria Até por falta da hipocrisia Que aos meus atos alicia Meus versos são o inverso E isso eu confesso Da minha teimosia De rabiscar em poesias O inverso dos meus atos Que em versos de covardia Traduziriam melhor A minha verdadeira analogia

Noite longa Noite vazia e escura Não sei se chove ou ficam as estrelas
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Noite longa Noite vazia e escura Não sei se chove ou ficam as estrelas A noite fria prenuncia a escuridão Da treva no meu quarto Um vento sopra lastimoso Assoviando melancólico Lá fora um silêncio pesado Faz sinfonia à minha sina Não tem luar nenhum Não ouço voz alguma Recolho-me na solidão Que preenche o meu vazio Pingos de chuva no telhado Um celular emudecido na cabeceira Um olhar umedecido e destorcido Temporal de lágrimas escondidas Deixa chover dentro de mim Deixa limpar meus sentimentos Quando a noite terminar Talvez outro dia renasça... (Nane - 03/09/2014)

Silêncio sombrio Uma única vontade Nas sombras da lua sob as núvens
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Silêncio sombrio Uma única vontade Nas sombras da lua sob as núvens Sombria e sem limiar É tempo de espera Portas cerradas Calor incômodo Nada importa Faço das sombras Espectros lunares Desenhados na imaginação Do meu cérebro ainda pulsante Se confrontando em raios Feito tempestades de verão Passa o tempo Que enfraquece o colágeno Pressionado pelo fumo Exposto no espelho Onde a pele acinzentada Se dobra em rugas Delatoras em excesso De uma idade mentirosa Que nem sei se é pra menos Mas que parece bem mais Ressecada pelo álcool Lagartixando sob o sol Mais um dos meus prazeres A contenda que me resta Me deixa sem perspectivas Nada quero além disso Só ver passar o tempo Sem com mais nada me preocupar Além do que está por vir Quando meus olhos se fecharem E não mais se abrirem Ficará uma só certeza Num derradeiro e sincero pensamento Ninguém além de nós há de saber Que junto à mim se encerrará o gosto amargo Do meu amor nunca poder anunciar (Nane - 04/09/2014)