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Frases de Nanevs

144 frases

Ela Ela virá E me abraçará
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Ela Ela virá E me abraçará Com seus braços longos Num abraço final Estou esperando Sei que virá E irei sorrindo Para onde ela me levar Chamo e clamo Todos os dias Por ela Que se faz de rogada E adia sua chegada Mas sei que virá Para me buscar Não vai demorar Já ouço seus sinais Já sinto seu cheiro Ela virá E me levará

Poesia calada Virás me abraçar Inevitavelmente, virás
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Poesia calada Virás me abraçar Inevitavelmente, virás Talvez seja na noite Ou mesmo no dia Mas ainda que sem aviso Chegarás E me tomarás em teus braços Num aconchego fatal Sem lástimas ou soluços Deixando fluir apenas Uma lágrima sorriso Do partir silencioso Virás resoluta Sabendo me encontrar E para onde levar Toda a poesia calada Que de mim não saiu As palavras guardadas As tantas que fiz Ressoarão no ar E se perpetuarão Nos olhos que as lerem Quando mais não me virem No abraço que virá Serei então eu A poesia calada Por vezes declamada Certa da hora chegada De noite ou de dia

Mistura de almas Passo por mim sem reconhecer O ser que sou, ou penso ser
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Mistura de almas Passo por mim sem reconhecer O ser que sou, ou penso ser Me fito atônita Sou eu ou é você Esse ser... Me confundo no você Que mora em mim Sabendo que sou eu Esse estranho você... Agora vem Essa alma pendida Gritar fora do corpo Que uma outra alma Toma-lhe o espaço... Embaralha o pensamento Mistura de almas O "eu" e o "você" Vai saber Quem é quem... Em meio à aflição Vivem almas conflitantes Dispersas de objetivos Em nada comuns... Busco em vão Saber de mim Se sou eu ou se você De fato quem sou

Pousada E virá um tempo Em que te olharei nos olhos
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Pousada E virá um tempo Em que te olharei nos olhos E só flores verei Então terá passado a dor E serei tão somente amor E não mais haverá tristeza E poderemos caminhar De mãos dadas Rumo a eternidade De um amor sem fim E virá um tempo Em que serei teu ombro amigo E os braços que te abraçam Cada vez que teu porvir Gritar por mim E não mais serei grilhões Da liberdade explícita Que exala do teu ser De ser sem pertencer E virá um tempo Em que aprenderei a te amar Como ama a flor ao beija-flor Sabendo que no final do seu voo Será nela que irá pousar E esse tempo Ainda que tardio Chegará...

The end Sofro Não por ti
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The end Sofro Não por ti Mas por mim Que insisto em querer O que nunca hei de ter Sinto Não por mim Mas por ti Que vai sofrer Sem nada eu poder fazer Choro Por nós Que não vivemos O que tivemos E deixamos ir Por covardia Lamento O seu silêncio Contido Nem tão sentido Talvez divertido De quem brincou De amar Sem nunca se dar Findo O que me mata Antes que morra E nada mais Eu tenha a rabiscar

Plantada Que tanto tempo é esse Que os dias tão lentamente passam
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Plantada Que tanto tempo é esse Que os dias tão lentamente passam E o tédio parece morar em mim E falta a paciência E sobra a ansiedade Por não ver passar o tempo E germinar somente Tal qual semente plantada Espero o desabrochar Entre as ervas daninhas Que talvez seja (uma) eu mesma Vem a chuva Vem o sol O frio O calor Passam dias Meses Anos E eu ali Esperando O tempo Incólume Onde estão os frutos Os amores Os amigos As danças As ruas A vida O espelho na parede O reflexo impávido Um assombro sem reflexão Uma certeza O fato Percepção tardia Esse tempo que não passa Voa E não volta mais

Despedida Despeço-me de ti Sem mágoa nenhuma
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Despedida Despeço-me de ti Sem mágoa nenhuma Antes grata Pelas tantas sensações Se de prazer ou sofrer Tanto faz Importa que as vivi E em mim se eternizaram Despeço-me de ti No afã de novas ondas Que me lavem a alma E te embasa o inesquecível Dos momentos propícios Que a mim dedicou E por aqui...ficaram Despeço-me de ti Admirando teu estilo Sempre sóbrio e envolvente E levando comigo O que de bom me ensinou E portanto...deixou Despeço-me de ti Sabendo que amanhã Outro dia virá Independente da presença Tão abrangente Que enche de vazio Mas que esvazia aos poucos Essa ausência torturante Despeço-me de ti Na certeza de que o tempo Sábio e implacável Apagará todas as mágoas Que fez doer no coração O que julguei ser imutável Mas no fundo...era apenas o fruto da minha solidão Despeço-me de ti...assim Sem mais

Eu Eu Ser poente
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Eu Eu Ser poente De horizonte imenso E recusas constantes De limitações Vigentes Eu Ser urgente Intensamente Refletir na lente Vidente Minha insana Semente Eu Ser nômade Vario e Insisto Por saber-me Mônade Eu Divago em Devaneios De agonia Ou euforia Por ser um ser Poesia

Andança Caminhei alheia Por terrenos inconstantes
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Andança Caminhei alheia Por terrenos inconstantes Sem a certeza da pisada Segura...em nada Segui olhando para todos os lados Mas não podia parar Procurei por mais alguém Por entre sombras fantasmas Que se desenhavam em meu olhar Ignóbil e torpe Vi uma silhueta Não sei se desse planeta Gritei, chamei Fugiu Me deixou de novo só Entre as sombras Por onde andei Um arrepio na alma Não sei se acordei Penso que sonhei Se realidade, não sei Me cansei O fato é Vivenciei

Algemas do amor Sucumbi aos seus encantos Me escraviza
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Algemas do amor Sucumbi aos seus encantos Me escraviza Me domina Manipula... Tentei com todas as forças Sair das suas teias Mas me enrolei Ou me deixei Prender... Prisão Latente Eu, ser, impotente Dos olhos luzentes Que prendem feito correntes Entregue estou Não luto mais Me resta te amar Te amar...e te amar

Advogada Senhora advogada De todas as causas
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Advogada Senhora advogada De todas as causas Me fostes apresentada Como a guardiã da minha alma Tudo sabes e tudo vês Nada te é possível esconder Senhora advogada De todas as causas Aprendi que a insistência É desejo de afirmação E não mera repetição Nas palavras que te tocam o coração Então sobre as minhas contas Insisto e peço com devoção Senhora advogada De todas as causas Livra-me da dor no coração E dai-me a paz e o equilíbrio Tira de mim a louca ilusão E deixe fluir em mim, meus brios Senhora de todas as causas Doce mãe e advogada Perdão pela minha fragilidade E se faça companheira da minha realidade Tenho pouco a oferecer Nas contas do meu terço Mas ele te ofereço Sempre ao entardecer Eu ainda nem sei rezar Mas senhora advogada De todas as causas Vem me abençoar Amém!

Dia desses Outro dia talvez, Quem sabe amanhã,
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Dia desses Outro dia talvez, Quem sabe amanhã, Quando a chuva passar E o ar, limpo e claro Se impregnar do colorido Que os raio do sol bordar No horizonte, enfeitando o mar, Eu traga o meu sorriso Na hora do Ângelus E faça uma prece Em comunhão com o mar. Outro dia talvez, Quem sabe amanhã, Eu caminhe sem rumo Pela areia macia Em busca de inspiração Para uma nova poesia. Outro dia talvez, Quem sabe amanhã, Eu me faça poeta E junto palavras Com o dom de te encantar. Mas terá que ser Num outro dia, talvez...