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Frases de Múcio Bruck

263 frases

Que Seja por Respeito... (Múcio Bruck) Tento, na caminhada da vida
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Que Seja por Respeito... (Múcio Bruck) Tento, na caminhada da vida Usar as passadas para passar Momentos, desvios... me aventurar Para aprender, quiçá, até ensinar Quantas intransigências incontidas Observei, na ação impensável Brotada da intolerância implacável Cultura arraigada, prava e cruel Não é doença, não é diferença Bulluing é engano inconsequente È uma filosofia vã, inútil, dolente Fere de morte a alma de quem sente Quem tenta inferiorizar seu igual Seja por maldade ou prazer nesse intento Nada sabe do amar, afronta o jurídico direito E, se não sabe amar, se cale, tenha respeito

Achados na Lembrança... Num relógio apressado, ponteiros sem freio Dependurado por sobre o umbral de acesso
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Achados na Lembrança... Num relógio apressado, ponteiros sem freio Dependurado por sobre o umbral de acesso Onde vivente, me havia generoso exemplo Inda infrene, desde tenra juventude o visitava A puerícia se perdeu entre uma conversa e outra E nesse mundo nosso, nele, descortinei um amigo Um mestre que bem conheci... e me apaixonei Vezes, envesso à sua visão de perdão e aceitação Admirava-me com a facilidade e simplicidade De traduzir-se em suas palavras que fluíam Fáceis, viajantes, disparadas amenas Com imenso poder de entrega e sabedorias Aprendi que perdoar é mais que um verbo Que o amor é mutável, mas jamais se finda Que quem fere, é quem mais necessita de cura Que bom sentimento é dádiva, eternamente pura

E lá se vai... Trago no peito muitos desejos Tristeza sem fim, de alegria, um tiquin
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E lá se vai... Trago no peito muitos desejos Tristeza sem fim, de alegria, um tiquin Trago pouca esperança e muita cegueira Sentimentos cimentados sem eira nem beira Trago no peito um mundo inteiro De dores que já não suporto em mim Um caís vazio, um deserto sem vento Um dia que se inicia e nunca tem fim Trago em mim uma viagem de ida Sem destino incerto, sem carraspana Onde aos poucos, me evapora a lucidez Convencido de que é chegada minha vez O medo não me tomava, nem me domava Vigorava em meus olhos um mar sem movimento Sem lágrimas... sequer um fio de luz a refletir Como num voo cego, a vida seguiu sem me seguir

Após a lida... Supero com a força de minha raça Cicatrizes e feridas que trago nas mãos
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Após a lida... Supero com a força de minha raça Cicatrizes e feridas que trago nas mãos Restadas da lida diária em incerto destino Ais ecoam reiterados nos dias inglórios Mas, meu sustento vem do canavial A paga é parca, mas é a que resta Só e exausto, a noite corre a me socorrer Me entregando a lua sobre o fruto que semeei Viajo livre e solto em minha imaginação Onde não cabem limites: corro e brinco Reparo uma estrelinha saliente a piscar Retribuo silente, como a brincar de amar

Só sei que é assim... A matemática da compreensão da ordem Era simples, não dava espaço para dúvidas
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Só sei que é assim... A matemática da compreensão da ordem Era simples, não dava espaço para dúvidas Dezenas de equipes eram convocadas Para receberem designações ordenadas A finalidade de tudo era clara Envelopes lacrados eram entregues Cada chefe de equipe recebia um E a saída em comboio, tudo se revelava Já a caminho de um destino incerto Transitando em meio às ruas e avenidas Era dada a ordem de se abrir incontinente Os envelopes distribuídos aleatoriamente Se tratavam de Mandatos Judiciais a cumprir Eram duas as enfáticas determinações Celulares desligados e armas municiadas A madrugada trazia o olor da emboscada Já no destino alcançado Os temores, são fatos consumados Mas não são empecilhos, nem valorizados O êxito de cada ação trás em seu bojo a tradição

Eternamente... Ela soube a razão do atraso Não fui porque havia na praça
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Eternamente... Ela soube a razão do atraso Não fui porque havia na praça Mais que sangue derramado Um corpo sem vida, sem amparo Sob meu pés, o solo rachado À minha volta, curiosos atentos Nada mais há de se fazer Chama apagada, sem vela, sem nada E a me esperar, estava minha amada Que ao meu lado, me faz inteiro Me torna único, seu menino Que brinca de amar, amando Olho em teus olhos e vejo a primavera Num canto o outono, noutro, o verão E a primavera a passear alada, sem direção No céu de seu olhar, no amor de meu amar Meu refúgio se esconde em seu abraço Pra onde corro, faminto de carinho Sussurrando em mim, um grito de quem ama Bem baixinho, bem profundo, explícito Estremeço, vou da terra ao inimaginável Sentido da certeza de que mesmo frágil Com a alma arrebatada, num sem limites Alço voo, pousando certeiro, em beijo faceiro Desses que tocam os lábios e se atam Saboroso e sem pressa... flecha de querubim Sutilmente certeira, nascente a me saciar Estava selado: eras para mim início e fim

Na melhor idade... Envelheci Mas minha mente floresceu
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Na melhor idade... Envelheci Mas minha mente floresceu Trago viva a adolescência em mim Meus pensamentos, frutos em meu jardim Envelheci Aprendi do muito que posso O pouco que sei... e me decorei Me fiz simples, digno em meu eu Envelheci Mas minha mente engrandeceu Meu corpo não acompanhou os anos idos Nem alcancei a fruta no pé que me apeteceu Envelheci Muitos limites perdi nessa estrada E, me dou a fazer o que não devo Quiçá, porque o cérebro trai meus desejo Envelheci Ficou no passado, mais que minha força Menos o instinto, inda jovem e aguçado Esquecido que meu corpo se fez cansado

Raposa Albina Se somavam em doze os filhotes Que tinha o casal de raposas
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Raposa Albina Se somavam em doze os filhotes Que tinha o casal de raposas Nascidos iguais, nus, aventurados Todos, sem exceção, muito amados Se somavam em doze onde cabiam seis Até ganharem experiência de vida E deixarem de ser caça e alimento Para predadores que a fome era tormento Nos primeiros meses, dependentes eram Viviam vida inocente e pouco farta Mas, os pais, por natureza e amor Jamais deixou faltar aconchego e amor Eram doze as pequenas raposas Que, num piscar de estrela, cresciam Evoluirão rápidos, espertos, cautelosos E logo veio a maturidade e o ninho deixaram Aconteceu naturalmente, um após o outro Partiram para viver a sobrevivência aprendida E, quando os pais se viram sós naquele efúgio Tiveram a certeza do fadário findado... cumprido E caçavam em bando e em bando viviam Atentos, vorazes, alcateia impiedosamente edaz Sofria mais entre eles o que nascera albino E expulso do bando foi, sem clemência ou aviso Eram agora somente um bando, menos um E a raposa albina sem irmãos, já não caçava Vivia o revés dos excluídos sem compaixão Enfraquecido, feneceu na voracidade de um leão

Lado B... Na frente de meu coração Não há importantes escritos
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Lado B... Na frente de meu coração Não há importantes escritos Tatuados no passar do tempo Mas há brisa, abraçada ao vento Que leva e afasta a tristeza E silente, em valentia rara Versa pelo brilho dos olhos Que saudade é um invento Hora outra, um sentimento Que se achega e nos atormenta Se apossa covardemente E não percebe que mata a gente No avesso de meu coração Tem um mapa de rima e canção Vereda, odores sutis e folhas pelo chão Ansiando-te chegar e cruzar minha paixão

Mulher... (Múcio Bruck) Quem sou?
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Mulher... (Múcio Bruck) Quem sou? Sou a graça que emana sensibilidade A palavra certa, na presença sã e exata Rio límpido que corre, pulsando felicidade Me importo contigo e mais comigo Não brinco com a vida, no engano de ser frágil Meu melhor reside na força de ser generosa Alma do bem que me habita, jardim de mim Me dou tão bem comigo mesma Quiçá, por me faltar quem mais me mereça Dizem:-“És fraca!”. Não! Sou rara e mais eu! Confiante demais, vezes, feliz de menos Concordo com emoções sensatas E sei exatamente como me construí: Me amando, me acendendo em desejos Prazer: sou flor, sou luz: um brilho de estrela!

Desejo e Querer... Ainda que a poesia Teime em não se completar
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Desejo e Querer... Ainda que a poesia Teime em não se completar Ainda que uma breve canção Se negue a se deixar findar Ainda que a chuva demore chegar Ou por mera teimosia, se negue a partir Inda que a voz insista por perguntar Por quais veredas deveria caminhar Nas curtas passadas, para mais além Vendo as horas seguindo a se repetirem Na virada dos dias... nas noites insones Não desistirei de reencontrá-la Porque, estando eu, fraco ou forte Jamais perderei meu norte Inda que sobre o solo seco na vastidão Desses de passar sertanejo em retidão Em busca de um sonho, desejado em Fé Seguirei valente, mais Quixote que Cervantes E não haverá pedra, barreira nem muro Que possam haver por meu caminho Que sobrevivam ao valer de meu querer Dar-te meu coração ao cruzar teu destino

⁠Eternamente eterno... Vives em mim, plena e completamente Inteira, séria... sorridente
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⁠Eternamente eterno... Vives em mim, plena e completamente Inteira, séria... sorridente Compartilhando o ar que visita puro Meus pulmões, minha face, cada poro Vives em mim por me ensinar Que tudo podemos quando juntos Que temos a opção de caminhar Em passadas gêmeas, sem penar Vives em mim, tomas e doma meu peito Amado, amante do seu a dominar-me Sem temores, receios e nem pressa Um amor em arte, união sem contrato Vives em mim e de ti me alimento Me sacio ainda nas frias noites Do calor inda sentido de seu corpo Do mel de seus lábios, de toda você, meu céu

⁠A Esperança Jamais Abandona... E se de repente a gente olhasse Pela janela, à espera, à espreita
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⁠A Esperança Jamais Abandona... E se de repente a gente olhasse Pela janela, à espera, à espreita De ver chegar, suave e precipitado O homem que o amor expressa? Um cavaleiro, príncipe guerreiro Culto, astuto, com ares de herói Vestindo armadura e grande elmo Cessando-me o sonho que mais me dói? E se de repente, a esperança Se tornasse quase palpável Vista e ouvida, sem enganos Naquela vinda, fim do aguardo cruel? E se de repente a gente visse Bem ao longe, a silhueta do esperado Decorada, perenemente sonhada A cavalgar, garbosamente compassado? E no encontro chegado Quais palavras seriam ditas? Ou quiçá, silente e necessárias Sobrestadas na pressa das carícias Dói, viver a vida sem ter ao lado Um companheiro, confidente Um amigo leal, sorridente Que torne nossa alma mais quente

⁠O Maqueiro... Maqueiro é muito, muito mais Que aquele que conduz
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⁠O Maqueiro... Maqueiro é muito, muito mais Que aquele que conduz Por rampas e corredores hospitalares Macas, cadeiras de rodas, encubadoras São atentos e ágeis profissionais Que, por sua experiência Consegue dimensionar sua importância Dentro da cadeia salvadora da existência Um maqueiro corre contra o tempo Conhece a medida exata de sua função Sabe que se não for ligeiro e capaz Muitas vidas se perdem em suas mãos Os valores de um maqueiro Não se limitam ao seu ofício Transcedem o que nele não se percebe Em seus passos, fazer a vida chegar viva

Ser Mineiro... Ser Mineiro é bão... bão dimais Minas tem rios, parques, montanhas
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Ser Mineiro... Ser Mineiro é bão... bão dimais Minas tem rios, parques, montanhas Tem fogão a lenha, lenha pra fogueiras Tem gente humilde, Fé e cachoeiras Minas tem o canto das lavadeiras Nas janelas do Vale, as namoradeiras Tem as obras sacras de Aleijadinho Tem o Barroco que dá vida às Catedrais Ser Mineiro, é bão dimais Tem galope de vento ao pé da serra Tem broa quentinha, o queijo, o requeijão O cafezinho, nascido do moído grão Tem benzedeira, tem parteira Tem viola, que desperta a emoção Tem cachaça e confusão Que termina em abraço de irmão O que não falta em Minas São estórias e férreas estações Que trazem, navegando em vagões Doutores, galos, mães e peões

⁠A Ira... Rezar, orar, fazer promessas Nada disso tem valor a Cristo
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⁠A Ira... Rezar, orar, fazer promessas Nada disso tem valor a Cristo Pois, Ele observa ações Não valida como Fé as intenções O Senhor observa atento Tudo o que floresce do coração E, por isso, não há valia em orações Abençoando aquele que ama o irmão Que reparte o pão e estende a mão Diante da necessidade do outro Pois, não se leva riquezas terrenas Para o céu, somente a alma E disse o Senhor: “Não se preocupem em acumular Riquezas aqui na terra Onde a traça e a ferrugem destroem E, onde os ladrões arrombam" Vi irmão ofender irmão Vi irmã mentir, tomada da desonra Vi conspirações que alegravam A todos que desejavam malefícios Olhei em cada olhar que exalava ódio E com Deus, implorei pelo perdão Aos que agiram com arrogância E em sagrada ação, optei pela distância Não havia alva áurea na alma Dos que abandonaram Crendo não haver retorno e dor Vindo da ira do Divino Criador

⁠Soneto: O Milagre O milagre de Natal é vivo, respira e sente Conhece seu lugar em cada coração
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⁠Soneto: O Milagre O milagre de Natal é vivo, respira e sente Conhece seu lugar em cada coração Daquele que o roga em oração e comhunhão Milagres acontecem de repente, sem aviso Chega como se estivesse a nos visitar Em passos sutis, radiante, envolto em luz Santificada E estando em nós, adorna nossa alma E decidi ficar por sabedoria e nela faz seu ninho Pois conhece sua valia e compromisso E doa o bem e a cura, sem nada exigir Entrega esperanças, envolto num amor miaor Se achega, se acomoda, observa e se apresenta Momento em que o sentimos e vivemos sua benção E rogamos, seja por nós, para um amigo... um necessitado O milagre opera magnânimo, gestando nobreza e encantos Em estado de Graça, com a alegria de uma criança Puro, iluminado, solenemente bem vindo!

⁠Versos de Salvação E em sonho, um Anjo avisou a José "Levanta-te, toma o menino e a mãe dele
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⁠Versos de Salvação E em sonho, um Anjo avisou a José "Levanta-te, toma o menino e a mãe dele E foge para o Egito" E José lá permaneceu até a morte de Herodes A salvação do menino Jesus Obedecia um plano maior Que se concretizava Com o passar dos anos E em se de deu o primeiro Milagre Em Caná da Galileia, durante as Bodas Jesus transformou água em vinho E seguiu curando endemoninhado e leprosos Cegos e aleijados, ensinando sobre a Fé Doze eram seus Apóstolos Mas somente um o traiu Sentados à mesa com seus discípulos Disse Jesus:"Em verdade vos digo: um de vós irá me trair E assim se cumpriu a professa Por 30 moedas Judas Iscariótes Entrega Jesus aos Sacerdotes e aos Fariseus E mesmo inocente é condenado e crucificado Como profetizado, Jesus retorna ressuscitado E determina que os Apóstolos preguem.a palavra Mundo afora, por terras distantes Ensinando sobre o amor de um Deus vivo E tudo se deu pelos Sagrados Planos Pela obra traçada por um Deus amado Que entregou seu primogênito ao mundo Para fenecer por nossos pecados!

⁠Fé e Ciência... (Autor: Múcio Bruck) A madrugada fria me afligia
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⁠Fé e Ciência... (Autor: Múcio Bruck) A madrugada fria me afligia Insone, vigiando o sofrer De minha amada, acamada Inquieta, delirante, febril A vela queimava aos pés Do Santo de minha Fé Rogando por um milagre Pela cura, fim de minha angústia Leigo e só, diante das dores Impotente, sofrendo pelo que via Me veio à lembrança a frase: "Faça a tua parte que farei a minha" Peguei álcool e pequenos retalhos Água morna e uma pequena bacia Havia esquecido do antifebril Há muito guardado no velho alforge Misturei atitude, Fé e ciência Desejos de agir pela comoção Que em desespero despertava o pranto A febre cedeu, a Fé e a ciência venceram