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Frases de Moog Laet

38 frases

Tem coisa que não foi inventada na hora que serviria, agora já não adianta mais, virou coisa que nunca mais será. Mas onde será que ficam guardadas todas essas coisas que não chegarão a ser? Será que é no fundo de algum lugar, ou será que elas sublimadas viram nuvens em outros…
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Tem coisa que não foi inventada na hora que serviria, agora já não adianta mais, virou coisa que nunca mais será. Mas onde será que ficam guardadas todas essas coisas que não chegarão a ser? Será que é no fundo de algum lugar, ou será que elas sublimadas viram nuvens em outros céus por aí ? É um mistério essas "desexistências" das coisas...

Amabilis Branca e indecente Parece pura e ingênua
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Amabilis Branca e indecente Parece pura e ingênua Entregue sem pudor ao vento. Finge-se despencando Absorta e despojada Cai assim a orquídea Em pétalas e vulvas Amarelas e roxas, Feito um fruto proibido, Instigante suspensa no ar.

Meus Medos Tenho muitos medos E os carrego em mim,
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Meus Medos Tenho muitos medos E os carrego em mim, De perder meu amor De parar de sonhar De esquecer me no fim. São muitos e vários Os medos que me assolam enfim. Mas medo não há maior Que cuidar de jardins, Meu Pai morreu assim!

Uma cena, um enredo. Era uma porta larga e mais alta que o normal entalhada com um brasão de armas, antecedia dois degraus que levavam a um piso abaixo da soleira. O salão era grande e tinha aquele ar de taberna, as paredes com marcas negras que escorriam das lamparinas. Lá no…
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Uma cena, um enredo. Era uma porta larga e mais alta que o normal entalhada com um brasão de armas, antecedia dois degraus que levavam a um piso abaixo da soleira. O salão era grande e tinha aquele ar de taberna, as paredes com marcas negras que escorriam das lamparinas. Lá no fundo escondido entre as colunas toscas que sustentavam um teto cheio de pequenas abobadas estava uma figura gorda, de bochechas rosadas e nariz adunco que tocava no cravo uma melodia renascentista enchendo o ar de reminiscências, junto com a fumaça, o cheiro de tabaco e aquele olor de álcool, tudo misturado. Do outro lado um grande balcão de uma madeira grossa mantinha um ar de imponência, cheio de grandes canecas e taças, limpas e sujas, que se revezavam, dando espirito ao bar. Na extrema esquerda, num canto, sentado a uma mesa um homem magro e alto, com pouco cabelo e uma barba longa fitava uma taça de pedra com vinho como se estivesse muito longe. De mesa em mesa podia-se ouvir as previsões, as soluções, os enredos, tão veementemente discutidos e revisitados por toda aquela gente. Ali havia solução para todos os problemas, cura para todos os males, amores para toda a vida. De repente aquela figura esguia e de barbas longas, sai do seu canto e caminha lentamente até o centro, quando o tremeluzir das luzes das lamparinas na tentativa de acompanhar aquele corpo em movimento se esparramavam em figuras fantasmagóricas pelo chão. Todos pararam e como se estivessem hipnotizados nem piscavam, só o cravo mantinha insistente sua melodia, até que o mestre ergue os braços e gira sobre aquelas botas sujas e surradas, de braços abertos e olhos arregalados, agora o silencio era mortal. Ele lentamente levanta a cabeça e proclama - "Bastardos já não há mais esperança, o vinho acabou!" Subito salta de detrás do balcão, com seus desígnios e fé uma voz grave e rouca gritando " mais uma taça para o mestre", e todos despertam sorridentes daquela paralisia momentânea. Preenchendo a cena o cravo eleva o tom e agora joga no ar uma polca ritmada e alegre, par a par levantam-se e começam a dançar uma dança como a última de suas vidas e o taberneiro com voz única e tom sério ferindo o ar com seu hálito de alcatrão e mosto anuncia: "enquanto há vinho, há esperança". Então todos rodopiam e se abraçam, e dançam feito quem se esqueceu do amanhã.

Madrugada Desfaz-se lentamente a bruma, Meio que vermelha e assustada
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Madrugada Desfaz-se lentamente a bruma, Meio que vermelha e assustada Irrompe ainda sonolenta a manhã. Não traz consigo os restos da noite vivida. Chega mansinha sem querer ser notada, Mas desastrada esquece-se que a acompanha o sol. Quebra assim a última barreira da noite, E derruba conquistadora as estrelas Despendurando-as solenemente do céu. E assim sorrateira sente-se traída, Ela que trouxe o prenúncio da luz, Vê-se vencida precocemente pelo dia. Não tem saída, a não ser esperar. Esconder-se muda na claridade diurna E ressuscitar após o esplendor da lua.

Doce Lembrança Ninguém nunca saberá O quanto perdi
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Doce Lembrança Ninguém nunca saberá O quanto perdi Do teu sorriso contido Tua alma irrestrita Teu desejo de amar Ninguém de nós saberá ao certo O quanto sofreste O que de muito viveste O que de sentimento esqueceste Ninguém de nós saberá ao certo O que de destino teria Nem do que de esperança Tua memória traria Minha amada Luzia Partiste cedo Embora muito deixaste Mais do que quando meninos Eu e tu queridos Podíamos brincar

Amor e sentimento O amor, esse etéreo sentimento Nasce quando estamos distraídos
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Amor e sentimento O amor, esse etéreo sentimento Nasce quando estamos distraídos Toma força quando menos esperamos E nos apronta deliberadamente. Esse amor arrebatador Bate na gente feito chibata Quase nos mata Esse amor que nos impregna Faz-nos fortes para além da vida. Esse amor que nasceu bandido Hoje viceja, brilha e enfeita A nossa vida.

Reflexão Silêncios existem com várias nuances, aquele silêncio profundo que antecede a primeira nota de um grande concerto por exemplo, à partir dele seguem os vibratos, os bemóis, as sincopadas notas que se enveredam alegres e soltas compondo melodias que impulsionam, que ilust…
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Reflexão Silêncios existem com várias nuances, aquele silêncio profundo que antecede a primeira nota de um grande concerto por exemplo, à partir dele seguem os vibratos, os bemóis, as sincopadas notas que se enveredam alegres e soltas compondo melodias que impulsionam, que ilustram nossos sonhos e que nos colocam em êxtase frente a catarse dos nossos anseios e ilusões. Esse silêncio dá a esperança para suportá-lo e a recompensa merecida por acreditar nele. Há outros silêncios que nos confortam, aquele que se faz presente no parto das luas cheias, ou aquele que assiste o sol quando se põe nas tardes de inverno, mas não há silêncio que acolha e que traduza os sentimentos mais que o silêncio de olhares que se encontram.