Espalhar Amanhã, quem dera Depois da noite escura
Continuar lendo
Espalhar Amanhã, quem dera Depois da noite escura Ter o sol na janela. Dar bom dia entusiasmado Acordar a felicidade E no mundo a espalhar.
790 frases
Espalhar Amanhã, quem dera Depois da noite escura
Espalhar Amanhã, quem dera Depois da noite escura Ter o sol na janela. Dar bom dia entusiasmado Acordar a felicidade E no mundo a espalhar.
Sereno E para formar o rio O sereno se consumiu
Sereno E para formar o rio O sereno se consumiu Em suas margens fez brotam árvores poéticas Impregnando cheiro de poesia no ar Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta. E o sabor da poesia É saudável Palatável Colorido Incomparável.
Silenciar Olhos cansados de pensar Fecham sem relaxar
Silenciar Olhos cansados de pensar Fecham sem relaxar E veem no infinito O que pode ser visto Sem olhar. Basta sorrir de encantamento Que a vida te chamará para a dança No ritmo frenético do vento. E quando tudo virar lembrança, Sob o reflexo lunar Sente-se e vamos silenciar.
As redes sociais podem ser uma forma solitária de nos sentirmos acompanhados.
Partitura Em uma noite distante Tive os sonhos invadidos
Partitura Em uma noite distante Tive os sonhos invadidos Como delírios mágicos Linda voz em meus ouvidos. Baixa e suavizada Cheia de pronuncias líricas Como notas da partitura Que virariam canção. Talvez foi o sim Que ao entrar em mim Docemente me acordou... Findou-se assim.
Folhando Na Canção do amor imprevisto Um Poeminha do contra a encantar
Folhando Na Canção do amor imprevisto Um Poeminha do contra a encantar A poesia descobri com Quintana E outros gênios passei a admirar. Letras de poetas expoentes Motivo de Cecília em instantes Traduzindo-se Ferreira Gullar E o Quixote Miguel de Cervantes. Vinícius compondo sonetos Olavo ouvindo uma estrela Carlos e seus anjos tortos Em Pasárgada, eternizado, Bandeira. A Violeta de Alves a brotar O Prefácio de Barros sorridente Cora admirando a Lua-Luar O Inverno de Lima presente. Dias escutando o sabiá Drummond consolando José Nos versos íntimos Augusto Em Linha reta Pessoa é o que é.
Entre a maiúscula inicial e o ponto final queria colocar o mundo, mas tão grande era ele que optou por não pontuar.
Pés O caminhar feminino dá vida aos saltos
Pés O caminhar feminino dá vida aos saltos em passos que lembram pássaros.
Lástima E o rio a me percorrer Léguas de águas enlameadas
Lástima E o rio a me percorrer Léguas de águas enlameadas Ansiada! Perdido na cabeça A crença despenca. É lenda É lenta É alma. Os olhos lastimados Olham o sul.
Nada existe A solidez frágil Vira carências.
Nada existe A solidez frágil Vira carências. Ao vento o sonho Bagunçado Esvazia-se. O silêncio entra na alma Rasgando o véu. Quanto mais me afasto Mas nele me acomodo. Nada existe Só o tempo insiste Em passar.
Rotina Sonho se escreve desejo Desejo se escreve vontade
Rotina Sonho se escreve desejo Desejo se escreve vontade Angústia se escreve nó Esperanças se escreve pó Ânsia se escreve chocolate Certezas se escreve talvez Verdades se escreve dureza Ternura se escreve amor. Medo se escreve insegurança Solidão se escreve tristeza Estou bem se escreve – deixa prá lá. Infância se escreve distante Criança se escreve doçura Conta nova se escreve dívida Busca se escreve tentativa. Natureza se escreve em extinção Eterno se escreve “até onde der” Sólido se escreve derrama Poesia se escreve... Em versos.
Regressou Desfez seus poemas Escureceu o cabelo
Regressou Desfez seus poemas Escureceu o cabelo Sumiram as rugas Livrou-se da experiência Confundiu os sabores Correu no campo Pés descalços Árvores Rios Um tantinho de colo de mãe Finalmente Nasceu.
Sobre mim Pingos de chuva Guarda-chuvas.
Sobre mim Pingos de chuva Guarda-chuvas. Réstias de sol Guarda-sóis. Rosas dos ventos Pétalas se abrindo De um girassol.
Atravesso-me Sou demasiado frágil Sinto.
Atravesso-me Sou demasiado frágil Sinto. Regresso ao ponto. É onde sempre A vida segue.
Leve A um bando me juntei Por fim...
Leve A um bando me juntei Por fim... Voei. Desprendi-me Nas asas poéticas Que criei. Vai poesia Rufle seus versos Iça o poeta Ás nuvens da inspiração.
Enquanto vivo Vejo a beleza Em poesias que alguém
Enquanto vivo Vejo a beleza Em poesias que alguém Faz. Jamais terei tal perfeição, Carrego a inquietude De não desistir. Não aprendi transmitir A sensibilidade Estocada no peito Querendo sair. Tento frear. Nessas horas Recolho-me e disfarço Mas a alma... A alma sempre chora.
Leveza Anoiteceu na aldeia, Como um vulto,
Leveza Anoiteceu na aldeia, Como um vulto, A aranha Balança-se na teia. Que sorte tem ela Agarra a própria linha Se lança destemida Segura de si. Me vejo imóvel Não tenho igual certeza Não me desprendo da teia Me falta a leveza.
Vós Quase a última voz do verbo Ofereço-te complacência
Vós Quase a última voz do verbo Ofereço-te complacência Nada em ti renego Com tua soberba e negligência Por vezes de tristeza me entrego O que supões inteligência, É inflação do ego.
... antes o sol com mar acompanhando.
Sustento o orgulho em dizer: prefiro perder por ser justo a ganhar por justo não ser.
E que amanhã o sol Desarrume tudo o que foi escrito E provoque outras reflexões.
E ao sorver o mate De ondas verdes O gaúcho arrasta seu mar.
Envelhecer é perceber que as metáforas de outrora já não fazem mais parte do poema.
A leitura e sempre recomendável, exceto se você deseja fazer descobertas.