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Frases de Moacir LuÌs Araldi

790 frases

Suave música ao fundo Só a quietude destoa Baixas vozes melódicas
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Suave música ao fundo Só a quietude destoa Baixas vozes melódicas Aguçam estranhas manias De empurrar o mundo. Vento cantando Sopra feito solidão Voz única e violão O mundo se move Nesta canção. Canto teus encantos Repetindo o intérprete Canto-te em mim Na minha voz falsete. Foi-se a meia noite, A vida, a esta hora, É o próprio silêncio Que a gente cala.

Para ser feliz é preciso fechar os olhos E fascinar-se com o que se vê. Encantar-se com os lábios
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Para ser feliz é preciso fechar os olhos E fascinar-se com o que se vê. Encantar-se com os lábios E desejar o beijo. Saber que a beleza aproxima E o amor perpetua. Sorrir ao ouvir você dizer meu nome E sentir o mesmo ao pensar no seu. Entender o que é saudade E saber que nunca a sentirá.

Lembro que eu vendia alguma coisa Sempre se tem algo para vender. Um dia escrevi um texto
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Lembro que eu vendia alguma coisa Sempre se tem algo para vender. Um dia escrevi um texto Todo mundo escreve algum texto. Alguém leu minha escrita Sempre tem algum curioso que lê. Mais tarde, bem mais tarde A sugestão para publicar. Eu vendia alguma coisa. Era minha profissão (de fé). Eu escrevia alguma coisa Coisa qualquer.

Janelas sacodem Vento, nuvens densas, Raios e trovões.
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Janelas sacodem Vento, nuvens densas, Raios e trovões. O medo da tempestade Preenchendo-me sem dó. Primeiros pingos E a infância brinca na memória. Em meu olfato Beiras de rios Gramado descalço Frutas selvagens Molhadas no mato. Anos descritos em Minhas rugas e Em meu olhar flash de lembranças. Deito-me A vida não costuma demorar.

Descansa leve A porta está fechada Não haverá
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Descansa leve A porta está fechada Não haverá Monstros na madrugada. Repousa sem medo A morte não virá e, Se ela vier, não temas Morrer é da vida, A alma em subida Cantará melodias de ninar. Nada é mais certo, Se for a hora, Em poucos segundos Dorme-se para não mais acordar.

Há o azul De cima Mistérios quase perfeitos.
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Há o azul De cima Mistérios quase perfeitos. Não suporto o mar Me domina a inveja. Balanço de liberdade Aperto no peito E a voz ondulada Encanta e seduz. Te quero longe E me aproximo. Não querendo Amo tuas ondas. Me deixa livre, E me prende. Odeio teu cheiro E me vicio. Há consternações em teu leito Tua música Fúnebre Festiva Morre tão viva. Mar que não amo; Mar que amo; Mar não és Poesia de Versos, rimas E marés.

Acaba ano, inicia ano e vamos nos guiando pelos resultados das escolhas que fazemos. Acertos e erros, separadamente, não servem para nada. Vale o conjunto, vale o todo. Quando jovem cremos que a velhice não chegará.
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Acaba ano, inicia ano e vamos nos guiando pelos resultados das escolhas que fazemos. Acertos e erros, separadamente, não servem para nada. Vale o conjunto, vale o todo. Quando jovem cremos que a velhice não chegará. Tenho uma surpresa para você! Você vai envelhecer. Quando rebeldes cremos que o mundo está errado, virado, ultrapassado. Outra surpresa! Você só mudará a si próprio. Lamento te dizer, mas o mundo não vai dar lhe muita atenção. Quando maduros sonhamos em desfrutar o melhor da vida. Poucos conseguem. Por fim, quando saudáveis cremos que nunca adoeceremos. Cuidem-se, pois nem sempre isso se confirma e quando enfermos a gente só deseja poder viver o próximo. Aliás, talvez este deveria ser o objetivo de todos: viver plenamente o próximo ano. Feliz e pleno ano novo.

Formado pela vida De tudo você sabia Eu te admirava, mas
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Formado pela vida De tudo você sabia Eu te admirava, mas Na minha timidez não dizia. Eu um menino Tímido, quieto, aflito. Por hábito deitavas cedo Rezava alguns segundos Solitário na viuvez Nem do escuro tinhas medo Ao redor do fogo eu via A noite adormecer. Eu era feliz meu pai, Senão na plenitude Se um vazio havia Buscava em tuas virtudes Forças para viver. Nada é eterno Vai verão, vem inverno Coisas que a gente sabe Mas tristeza às vezes cabe Nas saudades que te trazem. Nos vazios das minhas lidas Nas madrugadas de ausências E como ver a querência Abandonada e sem vida. Quem dera Deus meu Te ver abrindo a porteira Descendo pela estrada Para matear nas madrugas Fazendo chiar a chaleira Na casa outra vez alegre. Na inocência do menino Pai e filho sorrindo Num mundo de felicidades.