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Frases de Moacir LuÌs Araldi

790 frases

A perfeição pode estar no sorriso, na mudança que sofremos na mesmice de não mudar.
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A perfeição pode estar no sorriso, na mudança que sofremos na mesmice de não mudar. Pode estar no risco vazio de giz na calçada, no grito ecoando no nada, no vazio da alma não lavada. levada pela estrada vazia, da ânsia ou da agonia. Perfeição nunca será encontrada Pois é sinônimo de utopia.

Por onde entram os sonhos depois que fechamos a porta? Eles são vivos? As intempéries não os atacam? Onde vai parar o sereno quando não encontra as pétalas?
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Por onde entram os sonhos depois que fechamos a porta? Eles são vivos? As intempéries não os atacam? Onde vai parar o sereno quando não encontra as pétalas? Os pensamentos esquecidos onde encontram abrigo? Onde é o deserto dos amores perdidos? E de nós mesmos, onde ficamos escondidos?

Imaginação Estrela sem constelação Brilho dando norte
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Imaginação Estrela sem constelação Brilho dando norte Luz marcante de neon Pendurada sem suporte. Muito além do humano alcance Mitológica inspiração divina Feito páginas de romance Ou frescor jovial de menina. Luz que não é lua Com nada se parece No céu da alma flutua Com a força de uma prece. Destemida enfrenta tudo Deixa rastros de decorações Trás gritos de voz dos mudos Fértil ao extremo é nossa imaginação

A deriva... O dia foi-se em chamas Gordurosas...
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A deriva... O dia foi-se em chamas Gordurosas... Extintas a gás carbônico. Entre sem relutar ó noite branca Embalada pelos ponteiros lacônicos... Implacáveis... Devastadores. A espuma no copo e nos lábios é Mar recomeçando em mim. A deriva... Não valho nada. Sou pobre, Descrente, imperfeito, imundo. Não vivo... Vago... Vagabundo. E tenho o agravante oceânico, Incorrigível... De crer em versos Dominando o mundo.

Superlativo Ainda farei um verso nobre, Que seja leve como a folha outonal,
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Superlativo Ainda farei um verso nobre, Que seja leve como a folha outonal, E saboroso como as frutas do quintal. Que atropele do caminho a escuridão. Que seja rápido como raio que se fez. Que não tema a morte, E que se acomode nos braços da vida e da paz. Que seja superlativo como sonhos infantis, E real como a geleia é. Que seja a estrada da busca E o melhor ancoradouro de destinos. Que não tenha serventia se não puder ter, Que não seja jardim nem rosas se não der pra ser, Mas que contemple em cada um O fascínio encantado de um novo amanhecer.

Falta-me a loucura Não forço a fechadura Tenho medo...
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Falta-me a loucura Não forço a fechadura Tenho medo... Falta-me a loucura Falta-me o hábito. Gosto da última olhada, Do barulho da chuva Na pré-partida. Continuo pregado Movimentos não me motivam. Prevejo uma laguna enferrujando... Sem merecer, Sem glórias pra viver. Nem um passo Nem covardia. Insano... Medito já sem voz, Onde encontrarei, Neste mundo algoz, Um poema pra morar?

Se saíres de mim onde passarás a noite? Não se dorme em águas estranhas. Mantenha a mala cheia de poeira
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Se saíres de mim onde passarás a noite? Não se dorme em águas estranhas. Mantenha a mala cheia de poeira Deixe os perfumes na penteadeira Desfrute a espuma densa na banheira, Coloque o pé na agua morninha. Acomode-se ao meu lado, Lá fora só o vento escuro Zunindo nas costas do muro. Ao fundo o mar e sua selvagem maresia Ouça a canção escolhida, Sirva o champanhe da nostalgia Alegre-se até clarear o dia.

Cronologia Ainda carregas sonhos não vividos, Já sem graça depois de tanto passado.
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Cronologia Ainda carregas sonhos não vividos, Já sem graça depois de tanto passado. Profecias tão sérias que acreditavas Agora desconsidera para não se ferir. A rua da vida se tornou larga, Lembrando dos sinais que passou no vermelho. Uma foto irreconhecível, Com pose de quem jurava que tornaria o mundo livre. Quantas condenações que aos outros queria impor Hoje silencia para se proteger. Quantas palavras que pronunciavas Entusiasmado já nem quer ouvir. Quantas afirmações de eternidade Que precoce se foram. Quanta vida dita infinita já findou. Quantos rostos desejou beijar, Tão poucos beijou. Sorvetes e sorrisos no parque, Só eram deliciosos por ter uma mão segurando na sua. Hoje os poemas de amor sem nenhuma arte Estão em algum caderno esquecido no mundo. Ninguém mais te reconhece. Ficou no caminho a beleza que tinhas. Pessoas que amavas desapareceram. Divagas pensando e nem lembra mais, Que valeu a pena, Mesmo tendo ficado pra trás.

Verdade Sem verdades todo poema é triste, O passar dos dias condena,
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Verdade Sem verdades todo poema é triste, O passar dos dias condena, Nenhum poeta consciente resiste Não é ator pra representar na cena. Por isso a verdade foi decretada Ninguém pode ficar indiferente, Um só bloco de pessoas animadas Contagiando toda a gente. Pipocas, sorvetes, chocolates, Pincéis na tinta formando aquarelas, Poemas coloridos em verdadeiras artes Belezas reais em todas as janelas. Crianças transbordando pureza Um só sorriso, uma só cidade, Cenários humanos de profunda beleza Verdadeiros poemas de solidariedade.