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Frases de Michelle Trevisani

154 frases

Desejo de hoje: comer aquela macarronada sem culpa. Escultar um pouco de música chula, só para mexer o corpo e extravasar. Ler um livro de piadas, sorrir um pouco e esquecer aqueles imensos problemas que me assombraram o dia todo.
Ás vezes preciso desse bate papo com o coração. Ás vezes preciso escutá-lo mais, ao invés de apenas fingir que tô prestando atenção. Ele entra no meu quarto, se acomoda na cama, coloca em cheque minhas escolhas. Aponta, aponta, faz anotações e esclarece: 'menina, vê se cresce e a…
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Ás vezes preciso desse bate papo com o coração. Ás vezes preciso escutá-lo mais, ao invés de apenas fingir que tô prestando atenção. Ele entra no meu quarto, se acomoda na cama, coloca em cheque minhas escolhas. Aponta, aponta, faz anotações e esclarece: 'menina, vê se cresce e ama com mais razão'. Ás vezes ouço, ouço com clareza. Ás vezes coloco o fone no ouvido e grito: 'dessa vez NÃO'.

'… mas é feriado amanhã' – ele gritou. Não importava. Eu não queria mais estar com ele. Queria minha liberdade, minha vontade de viver que com ele eu perdera. 'É sim, - respondi – é feriado. Dia de finados. Finge que morri'. Virei as costas. Defunto enterrado. Sem chorôrô. Sem l…
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'… mas é feriado amanhã' – ele gritou. Não importava. Eu não queria mais estar com ele. Queria minha liberdade, minha vontade de viver que com ele eu perdera. 'É sim, - respondi – é feriado. Dia de finados. Finge que morri'. Virei as costas. Defunto enterrado. Sem chorôrô. Sem lágrimas. Joguei algumas flores. É que gosto de flores.

Bom eram os lábios. Carnudos, precisos. Me embalavam a boca, como se fizesse dela um bombom. A ponta da minha língua já hipnotizada, já não sabia outro sabor, ao não ser o daquela boca. E não importava: o tempo, a hora, onde, quando... importava os olhos que sorriam, quando enfi…
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Bom eram os lábios. Carnudos, precisos. Me embalavam a boca, como se fizesse dela um bombom. A ponta da minha língua já hipnotizada, já não sabia outro sabor, ao não ser o daquela boca. E não importava: o tempo, a hora, onde, quando... importava os olhos que sorriam, quando enfim ele me largava e me olhava fundo. Penetrava a alma. Como aquele cafajeste me enrolava! E como eu adorava ser enrolada por ele.

Fui acumulando algumas cicatrizes ao viver. Fui cobrindo as feridas com um pouco de lamento, bem pouco. Muitas vezes deixava o riso solto e incumbia a ele a tarefa de absorver as dores. E o riso não me deixou na mão. Fez curativos tão precisos que em certos lugares nem marca fico…
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Fui acumulando algumas cicatrizes ao viver. Fui cobrindo as feridas com um pouco de lamento, bem pouco. Muitas vezes deixava o riso solto e incumbia a ele a tarefa de absorver as dores. E o riso não me deixou na mão. Fez curativos tão precisos que em certos lugares nem marca ficou. Só as mais profundas, estas não tem jeito. Doem vez ou outra, mas é para que talvez eu me lembre de não cometer de novo os mesmos erros.

Não temo ser frágil. Ás vezes um pouco de lágrima faz com que eu consiga as coisas mais depressa. É que homem detesta ver mulher chorando. Por isso, quando vejo que corro o risco já jogo um cisco no olho e pisco, pisco, pisco. E ganho de novo. Meninas, aprendam comigo: levem semp…
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Não temo ser frágil. Ás vezes um pouco de lágrima faz com que eu consiga as coisas mais depressa. É que homem detesta ver mulher chorando. Por isso, quando vejo que corro o risco já jogo um cisco no olho e pisco, pisco, pisco. E ganho de novo. Meninas, aprendam comigo: levem sempre um cisco no bolso.

A gente já testa um pouco de morte quando vive. Viver tem suas dores, suas lágrimas, suas mortes. Morre um sorriso aqui, um amor ali... um sonho. E vamos aprendendo que as vontades passam. E que adiar é preciso. Problema é quando vai se adiando demais. Quando se morre mais do que…
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A gente já testa um pouco de morte quando vive. Viver tem suas dores, suas lágrimas, suas mortes. Morre um sorriso aqui, um amor ali... um sonho. E vamos aprendendo que as vontades passam. E que adiar é preciso. Problema é quando vai se adiando demais. Quando se morre mais do que se vive. Quando se esquece de sorrir para chorar... quando se esquece de novamente amar, agarrando-se a alguma desilusão do passado. Quando a gente se esquece de abraçar porque o e-mail se tornou mais prático. Quando o 'eu te amo' é substituído pelo 'tanto faz'. É preciso cuidado com a morte que carcome os sentimentos.

'Não estou acostumada a sair assim, com quem não conheço'. Falei apressada. Ele girou o pé na areia, fazendo um círculo meio torto. 'Sobra tanta incerteza... parece que ás vezes me perco nesse abismo de tentar ou não tentar. Mas quer saber? Não vi olhos mais sinceros que os seus…
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'Não estou acostumada a sair assim, com quem não conheço'. Falei apressada. Ele girou o pé na areia, fazendo um círculo meio torto. 'Sobra tanta incerteza... parece que ás vezes me perco nesse abismo de tentar ou não tentar. Mas quer saber? Não vi olhos mais sinceros que os seus nessa praia. Acho que dá pra arriscar...' Ele sorrio acanhado, e tocou de leve minha mão. Ele percebeu que havia me deixado arrepiada com um só toque, mas foi discreto. 'Esse vento do fim de tarde te dá frio?' e me puxou para perto num abraço que mesmo desconhecido tinha o poder de me proteger contra tudo. Algumas pessoas simplesmente nasceram para se tornarem nossas. Quando nos acham, se encaixam – é só ir testando nos abraços: logo um te faz presa num laço, te faz esquecer o mundo.

Tô acostumada a ficar muda diante da tristeza. Ela já se adaptou tanto que não chora, não faz alarde, não tenta dialogar comigo. Ás vezes faz cócegas nos meus olhos, mas em vão. Disse a ela certo dia: 'Deixa de ser boba e fica quieta aí no seu canto, tristeza idiota. Ficar te mos…
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Tô acostumada a ficar muda diante da tristeza. Ela já se adaptou tanto que não chora, não faz alarde, não tenta dialogar comigo. Ás vezes faz cócegas nos meus olhos, mas em vão. Disse a ela certo dia: 'Deixa de ser boba e fica quieta aí no seu canto, tristeza idiota. Ficar te mostrando para os outros só causa transtorno'. Muito sentimento pouca razão. Prefiro engolir o choro.

Já borrei muita maquiagem. Mas não ligo de refazer. Levo na minha bolsa um lápis de olho poderoso que cessa as lágrimas, um batom vermelho fogo que parece sol a iluminar o ambiente. A tristeza nunca se aloja por muito tempo. Dá um “alô”, pra me lembrar de não ser tão fraca da pró…
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Já borrei muita maquiagem. Mas não ligo de refazer. Levo na minha bolsa um lápis de olho poderoso que cessa as lágrimas, um batom vermelho fogo que parece sol a iluminar o ambiente. A tristeza nunca se aloja por muito tempo. Dá um “alô”, pra me lembrar de não ser tão fraca da próxima vez, deixa um chacoalhão de presente, pega as malas e parte. Mas parte sempre com um sorriso bobo nos lábios, a danada, como se velasse “se não tomar cuidado, eu volto.

Sou responsável por esse sorriso enorme estampado em meu rosto. Ele sai quando quero. Ele gargalha quando se mata de tanta felicidade. Ás vezes tá murchinho. É que ele nem sempre é de ferro, coitado. Quando a lágrima cai, meu sorriso fica tão infeliz que chega a ser torto, torto.…
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Sou responsável por esse sorriso enorme estampado em meu rosto. Ele sai quando quero. Ele gargalha quando se mata de tanta felicidade. Ás vezes tá murchinho. É que ele nem sempre é de ferro, coitado. Quando a lágrima cai, meu sorriso fica tão infeliz que chega a ser torto, torto. Mas daí você chega, com seus olhos cor de mar, fantasia uma piscada e o sorriso que tá torto fica todo bobo e se põe a festejar.

Você poderia ter sido tanto, mas escolheu ser meu. E anda agora comigo a tira colo, usa um anel dourado, algumas compras feitas no mercado, e um bocado de contas.
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Você poderia ter sido tanto, mas escolheu ser meu. E anda agora comigo a tira colo, usa um anel dourado, algumas compras feitas no mercado, e um bocado de contas. Mas daí vem o sorriso compartilhado e as músicas que só a gente gosta. Os fins de tarde dizendo coisa á toa, e um abraço apertado quando tudo desmorona.

É uma substância nova. Meu corpo está tão dependente que lateja na falta. É um gosto peculiar – algo como nuvem do céu. Explode como estrela: perfura e faz cócegas nos cantos da boca. - uma substância única, que de longe sinto o cheiro quando se aproxima: você esbarrando desastr…
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É uma substância nova. Meu corpo está tão dependente que lateja na falta. É um gosto peculiar – algo como nuvem do céu. Explode como estrela: perfura e faz cócegas nos cantos da boca. - uma substância única, que de longe sinto o cheiro quando se aproxima: você esbarrando desastrado nos cômodos da casa.

A gente corre atrás, A gente tomba, cambaleia, se lasca, Entorta uma lágrima, tropeça – e se tem pedra, a gente cai.
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A gente corre atrás, A gente tomba, cambaleia, se lasca, Entorta uma lágrima, tropeça – e se tem pedra, a gente cai. – mas amigo, se no teu Deus põe tua vida – bota um curativo nessa dor e vai. Ele te cobre com cobertor quente, não te deixa doente - confia e seja contente – troca essa lágrima por riso, na raiva dá um confisco e tem fé, pois amigo, amor de Deus não trai.